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Direitos dos Animais - Perguntas & Respostas

Veja tamb?m: Campanha Contra a Crueldade - Manual do ativista dos direitos dos animais


Clique aqui e veja quem ? quem na crueldade com os animais - empresas que n?o testam em animais

?ltima modifica??o original em: 29/Abril/1995
Tradu??o: 20/Janeiro/2000 a 6/Fevereiro/2000
Vers?o original: ar_faq.txt 2.08a

Direitos dos Animais (DA)
Lista de Perguntas e Respostas (P & R)
(Frequently Asked Questions - FAQ)


Introdu??o

Essa lista de Perguntas & Respostas tem dois objetivos b?sicos:

1) ser uma fonte de informa??es e encorajamento para as pessoas que pesquisam os assuntos relacionados ao movimento pelos direitos dos animais, e

2) responder ?s quest?es mais comuns e justificativas oferecidas pelos opositores aos direitos dos animais (DA).

? um texto de apoio ? defesa dos direitos animais. Esses opositores podem criar uma lista de perguntas e respostas que resuma seus pontos de vista; mas esse n?o ? o objetivo da presente lista. Essa lista se restringe especificamente ?s quest?es de DA, enquanto nutri??o e outros assuntos de vegetarianismo/veganismo ser?o evitados intencionalmente pois j? est?o suficientemente abordados nas listas FAQ de veganismo e vegetarianismo mantidas por Michael Traub. Para obter essas FAQs, entre em contato com Michael pelo seu endere?o e-mail dado abaixo. Essa lista foi criada atrav?s de colabora??o entre os autores. As respostas foram atribu?das pelas iniciais dos nomes, conforme a seguir:

TA Ted Altar taltar@beaufort.sfu.ca
JE Jonathan Esterhazy jester@cc.umanitoba.ca
DG Donald Graft dgraft@gate.net
JEH John Harrington jeh@bisoym.com
DVH Dietrich Von Haugwitz vonha001@mc.duke.edu
LJ Leor Jacobi leor@mellers1.psych.berkeley.edu
LK Larry Kaiser lkaiser@umich.edu
JK Jeremy Keens keens@pitvax.xx.rmit.edu.au
BL Brian Luke luke@checkov.hm.udayton.edu
PM Peggy Madison madison@alpha.acast.nova.edu
BRO Brian Owen brian6@vaxc.middlesex.ac.uk
JSD Janine Stanley-Dunham janine@wlb.hwwilson.com
JLS Jennifer Stephens jlstephe@uncc.edu
MT Michael Traub traub@btcs.bt.co.uk
AECW Allen ECW aecw001@mayfair.demon.co.uk

O atual mantenedor da lista ? Donald Graft (veja endere?o de e-mail acima). Id?ias e cr?ticas s?o bem-vindas. O material inclu?do aqui ? de dom?nio publico. Pedimos que seja distribu?do sem altera??es para respeitar a autoria. Essa lista contem 96 quest?es. Se faltar alguma, provavelmente a lista foi truncada. Entre em contato com o mantenedor da lista para receber a lista dividida em partes menores.
DG

[Segundo a p?gina da Envirolink Network ( arrs.envirolink.org ), Donald Graft se mudou dos EUA para a ?ndia. arrs.envirolink.org/ae/d_graft.html - Nota do Tradutor]


GERAL

1. O que significa Direitos dos Animais (DA) e por que eu deveria me importar com isso?

O principio fundamental do movimento dos DA ? que todos os animais n?o-humanos merecem viver de acordo com sua pr?pria natureza, sem serem feridos, abusados e explorados pelas m?os humanas. Isso vai al?m de dizer que dever?amos tratar bem os animais enquanto os exploramos, ou antes de mat?-los para comer.

Queremos dizer que os animais t?m o *direito* de viverem livres da crueldade e explora??o humana, bem como os pr?prios seres humanos possuem esse direito. A nega??o desse direito para com os animais n?o-humanos baseada em sua esp?cie ? chamada de "especismo".

Os ativistas dos DA tentam estender o c?rculo humano de respeito e compaix?o para al?m da nossa pr?pria esp?cie, incluindo outros animais, os quais tamb?m s?o capazes de sentir dor, fome, medo, sede, solid?o e afinidade. Quando tentamos fazer isso, v?rios de n?s chegam ? conclus?o de que n?o podemos mais apoiar as granjas industriais, vivissec??o e a explora??o dos animais para entretenimento.

Ao mesmo tempo, ainda h? ?reas de debate entre os defensores dos DA, por exemplo, sobre se qualquer pesquisa que prejudique animais ? injustific?vel, onde se tra?a a linha que divide os animais com direitos e os sem, em que ocasi?es a desobedi?ncia civil ? apropriada, etc. No entanto, essas ?reas de discord?ncia em potencial n?o desmentem os princ?pios que nos unem: compaix?o e preocupa??o com a dor e o sofrimento dos n?o-humanos.

Um dos principais objetivos desta lista ? abordar as justificativas comuns que surgem quando nos tornamos conscientes de como nossa sociedade vem sistematicamente abusando e explorando os animais. Tais "justificativas" ajudam a aliviar o peso de nossas consci?ncias, mas esta lista tenta mostrar que elas n?o servem como desculpa para os danos que causamos aos outros animais. Argumentos mais detalhados est?o al?m do escopo desta lista e podem ser encontrados nos cl?ssicos da literatura de DA:

The Case for Animal Rights, Tom Regan (ISBN 0-520-05460-1)
In Defense of Animals, Peter Singer (ISBN 0-06-097044-8)
Liberta??o Animal, Peter Singer (ISBN 0-380-71333-0, 2a edi??o)

Mesmo considerando as contribui??es importantes de Regan e Singer, v?rios ativistas de DA enfatizam o papel da empatia para com os animais como a principal motiva??o para o movimento DA em contraste com a racionalidade filos?fica de Regan e Singer. Para o leitor que pensa "Porque eu deveria me importar?", podemos apontar as seguintes raz?es:



H? pessoas que se importam em minimizar sofrimentos.
H? pessoas que se importam em promover compaix?o entre seres humanos.
H? pessoas que se importam em aumentar a qualidade de vida.
H? pessoas que se importam com a mis?ria e desnutri??o humana.
H? pessoas que querem impedir a destrui??o radical dos ecossistemas do planeta.
H? pessoas que querem preservar as esp?cies animais.
H? pessoas que querem preservar os habitats naturais.
O relacionamento entre estas quest?es e as propostas de DA podem n?o ser ?bvios ? primeira vista. Leia a seguir as explica??es que ajudar?o a compreens?o.
DG

Chegar? o dia em que o restante da cria??o vai adquirir aqueles direitos que nunca poderiam ter sido tirados deles sen?o pela m?o da tirania. Jeremy Bentham (fil?sofo)

Vida ? vida - seja de um gato, c?o ou homem. N?o h? diferen?a entre um gato e um homem nesse aspecto. A id?ia de diferen?a ? uma cria??o humana para o seu pr?prio proveito... Sri Aurobindo (poeta e fil?sofo)

A n?o-viol?ncia leva ? mais alta ?tica, a qual ? o objetivo de toda a evolu??o. Enquanto n?o pararmos de prejudicar todos os outros seres viventes seremos ainda selvagens. Thomas Edison (inventor)

Chegar? o tempo em que homens como eu ver?o o assassinato de animais da mesma forma que hoje eles v?em o assassinato de um ser humano. Leonardo Da Vinci (artista e cientista)

Veja tamb?m 2 - 3, 26, 87 - 91

2. O movimento pelos Direitos dos Animais ? diferente dos movimentos pelo Bem-Estar dos Animais e pela Liberta??o dos Animais?

O movimento pelo Bem-estar dos Animais reconhece o sofrimento dos n?o-humanos e tenta reduzir esse sofrimento mediante o tratamento "humano", mas ele n?o tem como objetivo a elimina??o total do uso e explora??o dos animais. O movimento de DA vai significativamente al?m rejeitando a explora??o dos animais e concedendo a eles os direitos a esse respeito. Uma pessoa comprometida com o bem-estar dos animais pode se preocupar se as vacas ter?o espa?o suficiente, alimenta??o apropriada, etc., mas n?o necessariamente ser? contra a matan?a e o consumo de sua carne, desde que sua cria??o e abate sejam feitos de maneira "humana". O movimento pelo bem-estar dos animais ? representados por organiza??es como a Society for the Prevention of Cruelty to Animals (SPCA), e a Humane Society (HSUS).

Tendo dito isso, deve ficar claro que alguns t?m uma interpreta??o mais abrangente do movimento de DA. Eles consideram que os grupos pelo bem-estar dos animais de fato, d?o suporte aos direitos dos animais (ex.: um c?o tem o direito de n?o ser maltratado). Sob essa interpreta??o, o ativismo de DA ? visto como abrangendo os grupos de DA mais particulares e pelo bem-estar dos animais. Essa interpreta??o tem a vantagem de situar o DA mais perto dos grupos mais conhecidos.

Mesmo assim, h? uma distin??o v?lida entre os grupos pelo Bem-estar dos Animais e os grupos de DA, como descrito no primeiro par?grafo. A Liberta??o Animal ?, para muitas pessoas, um sin?nimo de DA (mas veja abaixo). Algumas pessoas preferem o termo "liberta??o" porque ela traz a mente imagens de outros movimentos de liberta??o bem-sucedidos, tais como o movimento pela liberta??o dos escravos e emancipa??o das mulheres, bem como o termo "direitos" encontra resist?ncia quando se tenta aplic?-lo aos n?o-humanos.

A frase "Liberta??o Animal" se tornou popular depois da publica??o do cl?ssico de Peter Singer de mesmo nome. Esse uso do termo Liberta??o deve ser distinguido do significado literal discutido na quest?o 88, isto ?, um liberacionista n?o ? necessariamente aquele que pratica desobedi?ncia civil ou a??es ilegais.

Finalmente, por honestidade intelectual somos obrigados a reconhecer que a explica??o est? sendo dada em termos gerais (mas aproximadamente corretos) e temos evitado o debate sobre o significado dos termos "Direitos dos Animais", "Liberta??o dos Animais", e "Bem-estar dos Animais", o debate sobre a hist?ria desses movimentos e o debate sobre a posi??o de seus pensadores. Para dar uma amostra de tais debates, o seguinte texto descreve uma posi??o coerente. Naturalmente, ela ser? atacada por todos os lados.

Alguns podem sugerir que pode ser feita uma distin??o entre os movimentos de Liberta??o Animal e de DA. O movimento de DA, pelo menos como proposto por Regan e seus partid?rios, requer a aboli??o total de pr?ticas como a experimenta??o em animais. O movimento de Liberta??o Animal, como proposto por Singer e seus partid?rios, rejeita essa vis?o absoluta e alega que em alguns casos, tais experimentos podem ser moralmente justific?veis. Devido a esses casos tamb?m poderem justificar alguns experimentos em humanos, n?o fica claro ainda que a distin??o mencionada reflita uma diferen?a entre a vis?o de DA e Liberta??o, da mesma forma que n?o se tem uma vis?o clara da diferen?a entre as teorias ?ticas absoluta e utilit?ria.
DG

Historicamente, os grupos pelo Bem-estar dos animais t?m tentado melhorar o conceito dos animais na sociedade. Eles t?m lutado contra o conceito ocidental popular de que animais n?o possuem almas e em decorr?ncia disso n?o mereceriam qualquer considera??o ?tica. O movimento de DA define-se como uma alternativa abolicionista ? op??o de Bem-estar Animal. ? medida que o movimento de DA tem se tornado maior e mais influente, os exploradores de animais t?m sido finalmente for?ados a responder.

Talvez inspirados pelos esfor?os de Tom Regan em distinguir DA de Liberta??o Animal, os grupos industriais tentam manter o "status quo" adotando o termo "Bem-estar animal" ou "tratamento humano". Grupos pr?-vivisec??o, pr?-ca?a, grupos que defendem o uso de armadilhas, "agroneg?cio" e entretenimento usando animais se referem a si pr?prios como grupos de apoio ao "tratamento humano" dos animais. V?rios grupos cujo objetivo ? defender essas pr?ticas tamb?m t?m surgido.

Esse ? um caso cl?ssico de metodologia de rela??es p?blicas, cujos praticantes reconhecem o problema da crueldade contra os animais apenas verbalmente, mas continuam a permitir o uso e abuso dos animais. O efeito da propaganda ? estigmatizar os defensores DA como radicais e retratando a si pr?prios como moderados com uma proposta razo?vel. Hoje em dia, a causa do "Bem-estar animal" ? invocada pela ind?stria de explora??o animal t?o freq?entemente quanto pelos grupos de prote??o animal.
LJ

Veja tamb?m: 1, 3, 87, 88

3. O que exatamente s?o os direitos e que direitos podemos dar aos animais?

Apesar de ser a base da tradi??o liberal ocidental, o conceito de direitos tem sido fonte de controv?rsia e confus?o no debate sobre DA. Uma obje??o comumente feita ? no??o de que animais t?m direitos envolve a quest?o da origem desses direitos. Uma discuss?o poderia ser como a seguir:

"De onde esses direitos v?m? Voc? est? em comunica??o direta com Deus e Ele te disse que animais t?m direitos? Esses direitos foram concedidos por lei? Direitos n?o s?o coisas que os humanos devem conceder?"

? verdade que o conceito de direitos deve ser cuidadosamente explicado. Tamb?m ? verdade que o conceito de "direitos naturais" padece de dificuldades filos?ficas. Para complicar mais ainda, h? a confus?o entre direitos legais e direitos morais. Uma maneira de desmascarar essa obje??o seria aceit?-la, mas apontando
que se ela n?o for tamb?m uma obje??o contra os direitos humanos, ent?o n?o deveria ser uma obje??o contra os direitos dos animais.

Henry Salt escreveu:

Os animais t?m "direitos"? Sem d?vida, animais ter?o direitos - se os humanos tiverem. Esse ? o ponto que eu gostaria de deixar evidente neste cap?tulo introdut?rio... A nomenclatura pode ser discut?vel, mas a exist?ncia de um certo princ?pio dificilmente pode ser contestada, e ent?o a controv?rsia a respeito dos "direitos" n?o ? mais do que uma discuss?o quanto ao uso das palavras, o que n?o leva a nenhuma conclus?o pratica. Eu assumo, portanto, que humanos possuem "direitos", de acordo com a defini??o de Herbert Spencer; e se algum de meus leitores fizerem obje??o ao uso do termo, eu posso perfeitamente dizer que estou disposto a usar outra palavra mais apropriada, se ela for inventada. A quest?o imediata que chama nossa aten??o ? esta: se humanos t?m direitos, os animais tem direitos tamb?m?

Por mais que esse argumento seja satisfat?rio, nos deixa ainda sem meios de responder aos c?ticos que negam at? mesmo a no??o de direitos humanos. No entanto, felizmente, h? uma interpreta??o bem clara de "direitos" que ? plaus?vel e nos permite evitar a controv?rsia e os artif?cios e desvios de ret?rica.
? a no??o de que um "direito" ? a conseq??ncia de um imperativo moral. Se, eticamente, devemos nos abster de executar um ato em rela??o a um ser, ent?o esse ser tem o "direito" de que o ato n?o seja executado. Por exemplo, se nossa ?tica nos diz que n?o devemos matar o pr?ximo, ent?o o pr?ximo tem o direito de n?o ser morto por n?s. Essa interpreta??o de direitos ?, de fato, intuitiva e a maioria das pessoas podem entender e concordar prontamente.

(? claro que os direitos assim interpretados podem ser codificados como direitos legais atrav?s de legisla??o apropriada). ? importante reconhecer que, embora haja base para dizer que os animais t?m direitos, isso n?o implica que eles tenham todos os direitos que os humanos possuem, ou tamb?m que os humanos possuam todos os direitos que os animais possuem.

Consideremos o direito humano de votar (na vis?o que temos aqui, esse direito deriva de um imperativo ?tico que d? aos humanos influ?ncia sobre a??es que influenciam suas pr?prias vidas).

Como os animais n?o t?m a capacidade racional de avaliar a??es e suas conseq??ncias, e a capacidade de compreender o conceito de democracia e elei??o, eles n?o t?m a capacidade de votar. Ent?o, por conseguinte, n?o h? nenhum imperativo ?tico que fa?a com que os animais votem, e assim, eles n?o
possuem o direito de votar. Similarmente, algumas aves t?m necessidade biol?gica muito forte de abrir e bater suas asas; pessoas capazes de entender isso sentem um imperativo ?tico de tornar poss?vel que essas aves possam abrir e bater suas asas.

Assim, pode ser dito que as aves t?m o direito de abrir e bater suas asas. Obviamente, tal direito n?o precisa ser concedido aos humanos. Os direitos que animais e humanos possuem, ent?o, s?o determinados pelos
seus interesses e capacidades. Animais t?m interesse em viver, evitar a dor, e at? mesmo buscar a felicidade (assim como os humanos). Como resultado dos imperativos ?ticos, eles t?m direitos de fazer essas
coisas (como os humanos tamb?m t?m). Eles poder?o exercer esses direitos vivendo sua vida em liberdade, livres de explora??o e abuso nas m?os dos humanos
DG

Veja tamb?m: 1, 2

4. Esses grupos de DA n?o s?o hip?critas de clamar direitos para os animais e n?o dar direitos aos insetos e as plantas?

Os argumentos hip?critas s?o usado de v?rias maneiras. A maneira mais comum ? a que segue: "? hipocrisia clamar direitos para uma vaca mas n?o para uma planta, portanto, vacas n?o devem ter direitos."

Argumentos desse tipo s?o freq?entemente usados contra os DA. N?o ? necess?ria muita an?lise para ver que isso ? um argumento fraco. Primeiro, algu?m pode dizer que a hip?tese A (animais t?m direitos) implica
que a hip?tese B (plantas e insetos t?m direitos) ? verdadeira. Se algu?m prop?e A e n?o prop?e B, esse algu?m ? hip?crita, mas isso n?o torna a hip?tese A necessariamente falsa. Certamente, propor A e n?o propor B leva ao questionamento da credibilidade da pessoa, mas n?o assegura nada quanto ? validade de A.

Segundo, a alega??o de hipocrisia ? freq?entemente infundada. No exemplo acima, h? base para se distinguir vacas e plantas (plantas n?o possuem sistema nervoso central), ent?o a acusa??o de hipocrisia ? injusta. Algu?m pode discordar do crit?rio, mas a pr?pria exist?ncia desse crit?rio anula a acusa??o de hipocrisia.
Finalmente, a acusa??o de hipocrisia pode ser reduzida na maioria dos casos ao simples "especismo". Por exemplo, a dita frase pode ser reescrita
assim:

"? hip?crita clamar pelos direitos de um humano mas neg?-los a uma planta, portanto, humanos n?o possuem direitos."

Para escapar desse m?todo de redu??o ao absurdo na primeira frase, a pessoa deve mostrar a diferen?a relevante entre vacas e humanos, em outras palavras, a pessoa deve justificar a concess?o de direitos para humanos e n?o para vacas. (Na quest?o 24, aplicamos o mesmo tipo de argumento contra a acusa??o de hipocrisia relacionada ao aborto. Para quest?es especificas relacionadas aos insetos e as plantas, veja as quest?es 39 a 46).

Por fim, devemos nos perguntar quem realmente ? o hip?crita. O seguinte texto de Michael W. Fox descreve o tratamento grosseiramente hip?crita que ? dado aos animais explorados em rela??o aos animais de
estima??o.
DG

Os animais para abate podem ser mantidos presos em grupos de cinco em uma ?nica gaiola pouco maior que uma folha de jornal, amarrados, castrados sem anestesia, ou marcados com um ferro incandescente. Um dono de cachorro seria processado por tratar um animal de estima??o dessa maneira; um presidente americano foi, de fato, censurado moralmente por meramente puxar as orelhas de seus dois c?es beagles.
Michael W. Fox (Vice-Presidente da Humane Society of US)

Veja tamb?m: 24, 39 - 46

5 Que direito tem os defensores dos DA de impor suas cren?as aos outros?

H? uma diferen?a grande entre imposi??o de um ponto de vista e fazer propaganda dele. Pessoas que ap?iam DA certamente n?o est?o impondo suas opini?es no mesmo sentido que, digamos, a Inquisi??o Espanhola imp?s sua vis?o do mundo, ou que a Igreja Cat?lica imp?s sob Galileu. N?s, contudo, sentimos o dever moral de apresentar nossas id?ias ao publico, e freq?entemente aos nossos amigos e conhecidos. H? grandes precedentes para isso: protestos contra a escravid?o, protestos contra a Guerra do Vietn?, condena??o do racismo, etc. Algumas pessoas podem ainda notar que a imposi??o mais grave ? daquele que explora e maltrata animais sobre suas v?timas inocentes e indefesas.
DG

Se liberdade existe, ela significa o direito de dizer ?s pessoas o que elas n?o querem ouvir.
George Orwell (escritor)

Eu nunca infernizo as pessoas. Eu s? digo a elas a verdade e elas acham que as estou infernizando.
Harry S. Truman (33o presidente americano)

Veja tamb?m: 11, 87 - 91

6. Os Direitos dos Animais n?o ? apenas mais uma onda "politicamente correta"?

Antes fosse! O termo "politicamente correto" geralmente refere-se a uma vis?o que est? de acordo com a opini?o geral da sociedade mas que algumas pessoas se sentem tentadas a discordar. Por exemplo, algumas pessoas podem querer discordar do tratamento igualit?rio entre as ra?as como uma coisa meramente "politicamente correta".

A proposta de DA, atualmente, est? ainda longe de ser uma id?ia amplamente adotada pela sociedade. Tamb?m, ? rid?culo achar que uma id?ia possa ser invalidada apenas rotulando-a de "politicamente correta" ou "politicamente incorreta".
DG

7. A defesa dos animais n?o ? apenas mais uma religi?o?

N?o. O dicion?rio define "religi?o" como a cren?a em uma ou mais for?as sobrenaturais. (Uma defini??o alternativa se refere ? devo??o a uma causa; e essa ? uma virtude que o movimento de DA se sente feliz em reconhecer.)

Pessoas que ap?iam os DA v?m de diferentes religi?es e v?rias filosofias diferentes. O que elas compartilham ? a cren?a na import?ncia da compaix?o para com os outros indiv?duos, sejam humanos ou n?o-humanos.
LK

8. Dar direitos aos animais n?o significa rebaixar os seres humanos?

Uma resposta valida a esta quest?o, ainda que humor?stica, foi dada por David Cowles-Hamar: "Humanos s?o animais, portanto direitos dos animais s?o direitos humanos!" De um modo mais serio, podemos observar que conceder direitos ?s mulheres e negros n?o rebaixa os homens brancos. Por analogia, ent?o, conceder direitos aos n?o-humanos n?o rebaixa os humanos. Pelo contr?rio, se formos moralmente consistentes e aumentarmos nosso circulo de compaix?o para os n?o-humanos, estaremos enobrecendo a ra?a humana. (Veja a quest?o 26 para outros argumentos relevantes.)
DG

A grandeza de uma na??o e seu progresso moral podem ser julgados pela maneira com que seus animais s?o tratados. Mahatma Gandhi (estadista e fil?sofo)

Primeiramente, ? a solidariedade com todas as criaturas que torna um homem verdadeiramente humano. - Albert Schweitzer (estadista, Nobel 1952)

Enquanto os homens massacrarem animais, eles (os homens) se matar?o uns aos outros. De fato, aquele que planta a semente da morte e da dor n?o pode colher alegria e amor. Pit?goras (matem?tico)

Veja tamb?m: 26

9. Hitler e Goebbels n?o eram vegetarianos e a favor dos direitos dos animais?

Esse argumento ? absurdo e praticamente n?o pode ser levado a serio. Quem questiona dessa maneira implica que j? que Hitler e Goebbels, alegadamente, tiveram opini?es de apoio ? defesa dos animais (ex.: Hitler foi vegetariano por algum tempo), os pontos de vista de DA devem estar errados ou ser duvidosos.

O problema com esse argumento ? simples: pessoas ruins e pessoas boas podem ambas acreditarem em coisas verdadeiras e corretas. Ou em outras palavras, s? porque uma pessoa tem uma cren?a errada (nazismo), isso n?o significa que todas as suas cren?as sejam erradas.

Alguns poucos exemplos s?o suficientes para demonstrar isso. Os nazistas adotaram campanhas contra o cigarro. Por causa disso, seria errado combater o fumo?

Pensadores em ?pocas antigas rejeitavam a id?ia de liberta??o dos escravos e o fim da discrimina??o dos negros. Por acaso, isso significa que elas estavam erradas em respeitar e conceder liberdade de outros grupos?

Tecnicamente, esse argumento ? classificado como "sofisma ignoratio elenchus", ou seja, argumenta??o a partir de pontos irrelevantes. E por fim, h? v?rios estudiosos que duvidam que Hitler e Goebbels alguma
vez apoiaram os DA de alguma maneira.
DG

Veja tamb?m: 54

10. Voc? realmente acredita que "um rato, um porco, um cachorro e uma crian?a s?o a mesma coisa"?

Levada ao p? da letra, essa no??o ? absurda. No entanto, essa frase foi descaradamente retirada de seu contexto original e mal-interpretada pelos oponentes dos DA. O contexto original da frase ? dado abaixo. Lido no seu contexto, fica claro que a frase n?o ? absurda.
DG

Quando se trata de ter um sistema nervoso central e a capacidade de sentir dor, fome e sede, um rato, um porco, um cachorro e uma crian?a s?o a mesma coisa. Ingrid Newkirk (ativista de DA)

Veja tamb?m: 47

OS ANIMAIS E A MORAL

11. N?o h? certo ou errado com rela??o a moral de cada um; eu tenho a minha e voc? tem a sua, ok?

Essa postura, conhecida como relativismo moral, ? bem antiga e era moda na virada do s?culo, quando os relatos dos costumes de sociedades de outras regi?es chegaram ? Europa. Esse relativismo caiu em desuso depois da Segunda Grande Guerra, embora tenha sido revivida em algumas ocasi?es. Segundo esse relativismo, as proposi??es ?ticas n?o s?o mais que declara??es de uma opini?o pessoal e, portanto, n?o t?m valor absoluto.

O principal problema com essa proposta ? que os relativistas ?ticos n?o podem denunciar praticas eticamente execr?veis como o racismo. Em que base eles v?o condenar (se ? que condenam) as id?ias de Hitler de pureza racial?

Ser? que dever?amos acreditar que ele estava falando uma verdade ?tica quando advogava a Solu??o Final?
Al?m da incapacidade de condenar as praticas de outras sociedades, os relativistas n?o podem contra-argumentar nem mesmo aqueles que participam da mesma sociedade. Eles n?o podem repreender nem mesmo algu?m que se propuser a produzir ra??o canina com carne humana vinda de seres humanos criados para isso, por exemplo, se esse algu?m achar que isso for moralmente justific?vel.

De fato, os relativistas n?o podem adotar o conceito de progresso moral da sociedade, j? que eles n?o tem uma base para julgar o progresso moral. Nem mesmo faria sentido perguntar a um relativista moral sua opini?o com rela??o a quest?es ?ticas como a eutan?sia, o infantic?dio, ou o uso de fetos humanos em pesquisas.

Diante desses argumentos, os relativistas algumas vezes argumentam que a verdade ?tica ? baseada nas cren?as de uma sociedade, e essa verdade ?tica n?o ? nada mais do que o reflexo dos costumes ou h?bitos de uma sociedade.

Abater animais ? aceit?vel no Ocidente, eles diriam, porque a maioria das pessoas pensam que ? aceit?vel.
Eles n?o possuem uma base firme nesse aspecto. Dever?amos portanto aceitar que a escravid?o era justa antes da aboli??o e injusta depois?

Todas as decis?es ?ticas poderiam ser decididas por pesquisa de opini?o p?blica? ? verdade que sociedades diferentes ter?o pr?ticas diferentes que podem ser vistas como ?ticas por uma e anti-?ticas por outra. No entanto, essas diferen?as resultam de diferentes circunstancias. Por exemplo, em um ambiente onde a mera
sobreviv?ncia ? crucial, onde h? escassez de comida, a pratica do lema "alimente as crian?as primeiro" poderia diminuir drasticamente as chances dos demais membros da fam?lia que contribuem para a busca de comida causando assim a extin??o da sociedade. Diante disso, o infantic?dio passivo (deixando de dar a comida escassa ?s crian?as para dar ?queles que buscam comida para aumentar as chances de que eles possam obter ainda mais comida para o restante do grupo) poderia ser o caminho mais vi?vel eticamente. A conclus?o ? que existe uma verdade ?tica (se fosse de outra forma, a ?tica se torna vazia e sem poder prescritivo).

Assim, aqueles que rejeitam os males da escravid?o, discrimina??o racial e preconceito de g?nero e aqueles que denunciam os males do especismo e defendem os DA tem muito em comum.
AECW

V?rios defensores dos DA (inclusive eu) acreditam que a moralidade ? relativa. Nos acreditamos que os DA s?o mais facilmente defendidos quando se argumenta a partir do ponto de vista do oponente, e defendidos mais facilmente do que propondo uma moralidade universal, m?tica e dif?cil de definir.

No argumento contra o absolutismo moral, h? uma obje??o simples: de onde vem essa moral absoluta? O absolutismo moral ? um argumento que vem de uma autoridade, um axioma. Se isso for verdadeiro, deve haver um meio de determinar a "verdade ?tica" e obviamente, n?o h?. Na aus?ncia de uma prova conhecida da "verdade ?tica", n?o sei como AECW pode concluir que ela existe.

Um exemplo de "m?todo de avaliar a moralidade" de uma pessoa ? pergunt?-la porque ela tem compaix?o com os seres humanos. Quase sempre ela vai concordar que sua compaix?o *n?o vem* do fato que:

1) humanos usam linguagem,
2) humanos comp?em sinfonias,
3) humanos podem planejar o futuro,
4) humanos tem uma cultura escrita, tecnol?gica, etc ...

Em vez disso, a pessoa vai concordar que essa compaix?o deriva do fato de que humanos podem sofrer, sentir dor, se ferir, etc. Ent?o fica bem f?cil mostrar que os animais n?o-humanos tamb?m podem sofrer, sentir dor, serem feridos, etc.

A inconsist?ncia moral arbitr?ria em n?o conceder o mesmo status moral aos n?o-humanos fica ent?o totalmente evidente.
JEH

H? uma opini?o que fica intermediaria ?s opini?es de AECW e JEH. Uma pessoa pode dizer que, do mesmo modo que a Matem?tica ? necessariamente baseada em um conjunto de axiomas que n?o podem ser provados, um sistema ?tico tamb?m o ?.

Na base do sistema ?tico est?o os axiomas morais, como esse: "toda dor desnecess?ria ? errada". Dado o conjunto de axiomas, os m?todos de pensamento (como dedu??o e indu??o), e os fatos emp?ricos, ? poss?vel
derivar hip?teses ?ticas. Nesse sentido ? que uma declara??o ?tica pode ser dita verdadeira. Claro, algu?m pode discordar dos axiomas, e certamente tal discord?ncia torna a ?tica "relativa", mas o conceito de verdade ?tica n?o deixa de ser significativo.

Felizmente, os axiomas ?ticos mais fundamentais parecem ser universalmente aceitos, normalmente porque eles s?o necess?rios para a sociedade funcionar.

Onde existirem diferen?as, elas podem ser elucidadas e discutidas, de uma maneira similar ao "m?todo de avaliar a moralidade" descrito por JEH.
DG

Para a pessoa cuja mente ? liberta, h? algo ainda mais intoler?vel no sofrimento dos animais do que no sofrimento dos humanos. Porque no caso dos humanos, pelo menos se admite que o sofrimento ? algo ruim e aquele que causa isso ? um criminoso.

Contudo, milhares de animais s?o desnecessariamente assassinados todos os dias sem sombra de remorso. E se algu?m protesta contra isso, acaba sendo ridicularizado. E isso por si s? ? um crime imperdo?vel.
Romain Rolland (autor, Nobel 1915)

Veja tamb?m: 5

12. Mas se os animais est?o sendo criados para serem consumidos; o que h? de errado nisso?

Essa quest?o parece ser uma vers?o mais disfar?ada da frase "Mas nos queremos comer carne, maltratar animais, etc, ent?o o que h? de errado nisso?". A id?ia de que um ato, por ser intencional, possa ser eximido
moralmente ? totalmente il?gica.

Mas pior que isso, talvez seja o fato de que tal cren?a ? perigosa pois pode servir de justificativa para algumas praticas universalmente condenadas. Para ver como ? isso, considere a seguinte frase baseada na
quest?o: "o sofrimento pode ser justific?vel desde que nos os criemos para faz?-los sofrer."

Deste modo, n?o seria poss?vel um argumento desse ser usado para defender um grupo de senhores de escravo, que criam e escravizam humanos e justificam isso dizendo "mas eles foram criados para serem nossos escravos"? Os nazistas n?o poderiam ter defendido sua matan?a dos judeus dizendo "mas n?s
os juntamos para mat?-los"?
DG

Que moral vergonhosa e digna de parias ? essa que se nega a reconhecer a ess?ncia eterna que existe em toda a criatura vivente e brilha com signific?ncia inescrut?vel para que todos os olhos capazes de ver o sol !
Arthur Schopenhauer (fil?sofo)

Veja tamb?m: 13, 61

13. Mas esses animais n?o existiriam se nos n?o os cri?ssemos para abate.

H? duas maneiras de interpretar essa quest?o. Primeiro, a pessoa pode estar se referindo a "esses animais" como esp?cie, e nesse caso o argumento poderia ser mais precisamente formulado como segue: "O nicho ecol?gico das vacas ? serem criadas para abate; elas obt?m a sobreviv?ncia da esp?cie nesse nicho em troca de n?s podermos us?-las."

Segundo, a pessoa pode estar se referindo a "esses animais" como indiv?duos, e nesse caso uma frase mais precisa poderia ser: "Esses indiv?duos bovinos que n?s cr?amos para comer n?o teriam tido uma vida se n?s n?o os cri?ssemos."

Lidaremos primeiro com a interpreta??o da esp?cie e depois com a interpreta??o dos indiv?duos. O argumento se aplica presumivelmente a todas as esp?cies de animais; para tornar as coisas mais concretas, tomaremos as vacas como exemplo no seguinte par?grafo.

? incorreto afirmar que as vacas somente poderiam continuar a existir se nos as cri?ssemos para consumo humano. Primeiro, hoje em dia em v?rias partes da ?ndia e em outros lugares, humanos e vacas convivem pacificamente e sem explora??o.

Recentemente ? que essa conviv?ncia foi corrompida pela explora??o unilateral que vemos hoje em dia. *Existe* um nicho para as vacas entre os extremos "abate/consumo" e "extin??o da esp?cie". (O leitor interessado pode procurar o livro Beyond Beef de Jeremy Rifkin que ? bastante esclarecedor.)

Segundo, v?rias organiza??es t?m programas de salvamento de animais da extin??o. N?o h? motivo para supor que vacas n?o poderiam ser atendidas por um programa desse.

O argumento de esp?cie tamb?m ? falho porque, de fato, a cria??o intensiva e extensiva de gado resulta em destrui??o de habitat e a perda de outras esp?cies. Por exemplo, a derrubada de ?rvores na Amaz?nia para cria??o de pastos certamente contribui para a extin??o de esp?cies. A cria??o de gado destr?i habitats em todos os continentes. Porque a pessoa que usa esse argumento parece t?o despreocupada com as outras esp?cies? Ser? que teria algo a ver com o fato de que ela quer continuar a comer carne bovina por mais
moralmente reprov?vel que isso seja?

E por fim, a teoria ?tica nos fornece um contra-argumento muito forte para o argumento de esp?cies. Argumentos similares ao de esp?cie podem ser desenvolvidos para justificar pr?ticas universalmente conden?veis. Por exemplo, considere uma sociedade que crie humanos para us?-los como escravos. Eles argumentariam que a ra?a destes escravos n?o existiriam se eles n?o os criassem para a escravid?o. O leitor aceitaria uma justificativa dessa?

Agora nos responderemos ? interpreta??o de indiv?duos. Uma resposta seria: "? melhor n?o nascer do que nascer para uma vida de mis?ria e morte prematura."

Para muitas pessoas, isso ? suficiente. No entanto, algu?m poderia argumentar que a afirma??o de que a vida ? miser?vel antes da morte n?o ? necessariamente verdadeiro.

Suponha que as vacas sejam bem tratadas antes de serem mortas sem dor e comidas. N?o ? verdade que as vacas, individualmente, teriam desfrutado sua curta vida se nos n?o as cri?ssemos para consumo? Mais ainda, e se compens?ssemos sua morte prematura fazendo outra vaca nascer?

Peter Singer acreditava no in?cio que esse argumento era absurdo porque n?o se sup?e que haja uma "turma" de almas bovinas esperando por a? at? nascerem. V?rias pessoas aceitam essa vis?o e a consideram suficiente, mas Singer agora rejeita esta id?ia porque ele entende que trazer um ser para a uma vida prazerosa ? causar um beneficio para este ser. (H? uma extensa discuss?o sobre esse t?pico na segunda edi??o de Liberta??o Animal). Ent?o como devemos proceder?

A chave do movimento pelos DA ? que humanos e n?o-humanos t?m o direito de n?o serem mortos por humanos. O problema ?tico pode ser claramente visto aplicando o mesmo argumento para os humanos. Consideremos o caso de um casal que d? nascimento a uma crian?a para canibaliz?-la com a idade de 9 meses, quando o segundo beb? nasceu. Um beb? de 9 meses n?o tem conhecimento racional de sua situa??o maior do que o de uma vaca, ent?o n?o h? raz?o para distinguir os dois casos. Mais ainda, certamente condenar?amos o casal. N?s os condenamos porque o beb? ? um indiv?duo para o qual nos conferimos o
direito de n?o ser morto. Porque o mesmo direito n?o ? concedido ? vaca? Suspeito de que a resposta seja: "somente porque a pessoa quer com?-la."
DG

Seria muito melhor que um ser n?o tivesse nunca existido, do que existir somente para suportar uma mis?ria ininterrupta. Percy Bysshe Shelley (poeta)

Veja tamb?m: 12

14. Os animais em cativeiro n?o tem uma vida mais feliz j? que eles est?o sendo alimentados e protegidos?

Quem pergunta isso assume duas coisas: primeiro que a felicidade ou contentamento vem apenas de ser alimentado e protegido, e segundo, assume que os animais estejam sendo realmente protegidos e alimentados. Ambas suposi??es podem ser questionadas. Certamente que os animais s?o alimentados, afinal eles devem ser engordados para o abate. Mas ? bem dif?cil dizer que de alguma maneira as galinhas de cria??o intensiva estejam sendo "protegidas". Elas n?o s?o protegidas de mutila??o pois seus bicos s?o cortados dolorosamente. Elas n?o s?o protegidas contra stress psicol?gico pois s?o mantidas em superlota??o sob
condi??es n?o naturais. E finalmente, elas n?o s?o protegidas dos predadores, porque elas est?o sendo abatidas e comidas por humanos.

Podemos tamb?m questionar a no??o de que para a felicidade basta apenas ser protegido e alimentado. Os escravos eram protegidos das condi??es de tempo e alimentados, no entanto, eles com certeza trocariam sua condi??o pela liberdade, mesmo diante das incertezas.

E tamb?m, um outro argumento ?tico pode ser relevante. Considere novamente o casal citado na quest?o 13. Eles alimentar?o e proteger?o o beb? at? o ponto em que eles o consumir?o. Ningu?m aceitaria uma justificativa dessa. Porque dever?amos aceitar essa justificativa para as galinhas?
DG

Veja tamb?m: 13

15. O uso de animais para servi?o como no caso dos burros de carga ? considerado explora??o cruel?

Uma abordagem simples a essa quest?o seria sugerir que todos devemos trabalhar para nosso sustento e que isso n?o seria diferente para os animais. O problema ? que nos olhamos para os animais como crian?as, isto ?, merecedores dos mesmos direitos e prote??o, e, como elas, incapazes de serem moralmente respons?veis.
E ainda assim, em condi??es devidas, n?o for?amos crian?as a trabalhar!

Contudo, podemos fazer a seguinte distin??o: os animais est?o permanentemente em seu estado de irracionalidade (isto ?, incapazes de consentir voluntariamente a trabalhar) enquanto as crian?as n?o ficam assim a vida inteira. Nos n?o impomos uma escolha de trabalho para uma crian?a porque ela precisa de tempo para se desenvolver at? a completa maturidade.

Com os animais, escolhemos para eles um papel que os permite contribu?rem, e em retorno, os alimentamos, os protegemos e provemos um habitat seguro, etc ... Se isso for feito com verdadeiro interesse de que suas
condi??es de trabalho sejam apropriadas (descanso, seguran?a, lazer, etc ...), isso seria uma forma de tutela bastante aceit?vel e ben?fica para ambos humano e animal. Essa ? uma proposta que n?o est? em conflito com os DA.
DG

16. A B?blia n?o confere ? Humanidade o dom?nio sobre os animais?

? verdade que a B?blia cont?m uma passagem que confere ? humanidade o dom?nio sobre o mundo animal. A import?ncia desse fato deriva de que muitas pessoas acreditam na B?blia como palavra de Deus e acreditam que a descri??o de Deus encontrada na B?blia corresponde ? autoridade moral suprema.

Deixando de lado o significado de "dom?nio" por um momento, podemos discutir a id?ia de buscar autoridade moral na B?blia. Primeiro, h? s?rios problemas de interpreta??o das passagens b?blicas, com v?rios vers?culos contradizendo uns aos outros, e v?rios estudiosos diferindo dramaticamente em suas opini?es sobre o significado de determinados vers?culos.

Mesmo que a B?blia seja uma fonte digna de consulta com rela??o ?s quest?es morais, h? problemas de interpreta??o. Segundo, h? v?rias alega??es sobre Deus sendo feitas pelas diversas culturas e religi?es deste mundo em que vivemos; algumas das descri??es de Deus incluem o requisito de respeitar a vida e n?o matar desnecessariamente.

Qual destas descri??es corresponde ? verdadeira autoridade moral?

Finalmente, como Tom Regan observou, v?rias pessoas n?o acreditam em Deus e assim, apelos a Sua autoridade moral n?o s?o consideradas pelos ateus. Para essas pessoas, a validade das alega??es sobre os julgamentos de Deus devem ser verificados com outros m?todos. Quais seriam esses m?todos de validar as afirma??es baseadas na B?blia?

Esses coment?rios se aplicam igualmente a outras alega??es sobre a aprova??o b?blica de praticas humanas como o consumo de animais.

Mesmo aceitando que a descri??o de Deus contida na B?blia corresponde ? Deus, podemos dizer que "dom?nio" ? um termo bastante vago, podendo significar "tutela" ou "guarda" dos animais. E ? bastante f?cil argumentar que uma tutela ou guarda apropriada consistiria em respeitar os animais em seu direito de viver de acordo com sua pr?pria natureza.

Por fim, h? uma distancia enorme entre conceder o dom?nio e aprovar a explora??o brutal dos animais. Certamente, n?o h? nada no vers?culo citado da B?blia aprovando a crueldade e o abuso dos animais, nem explicitamente, nem implicitamente.
DG

17. Moral ? uma constru??o puramente humana (animais n?o compreendem a moral); isso significa que aplicar nossa moral aos animais n?o faz sentido.

A falha desse argumento pode ser facilmente demonstrada fazendo uma substitui??o simples: bebes e crian?as pequenas n?o compreendem a moral, isso significa que aplicar nossa moral ?s crian?as n?o faz sentido?

Claro que faz. Nos evitamos o sofrimento de crian?as e beb?s pelas mesmas raz?es que evitamos o sofrimento de adultos. ? irrelevante que eles n?o sejam capazes de conceitualizar um sistema moral e
seus benef?cios.

A distin??o relevante ? formalizada pelo conceito de "agentes morais" e "pacientes morais" (papeis ativo e passivo moral). Um agente moral ? um indiv?duo que possui a habilidade de conceitualiza??o para lidar com princ?pios morais e us?-los para tomar suas decis?es, e tendo tomado uma decis?o, tem o livre arb?trio para agir de acordo com sua decis?o moral.

Por essa habilidade, ? justo que os agentes morais sejam responsabilizados pelos seus atos. O agente moral no paradigma humano ? o homem ou a mulher adulta normal.

Pacientes morais, pelo contrario, n?o possuem as capacidades que os agentes morais tem e assim n?o podem ser responsabilizados pelos seus atos de maneira justa. Contudo, eles ainda possuem a capacidade de sofrer e portanto ainda s?o objetos de considera??o pelos agentes morais.

Os beb?s, as crian?as pequenas, os deficientes mentais, os loucos e os animais n?o-humanos s?o exemplos de pacientes morais. Dado que os animais n?o-humanos s?o pacientes morais, eles s?o parte do universo de considera??o moral, e portanto faz sentido ter a mesma considera??o moral com os animais que temos com os humanos.
DG

Veja tamb?m: 19, 23, 36

18. Se os ativistas de DA est?o t?o preocupados com a matan?a, porque eles n?o se tornam frutarianos?

Matan?a, por si s?, n?o ? a preocupa??o central da filosofia de DA, que se preocupa com evitar sofrimento e dor desnecess?rios. Assim, devido ao fato de que plantas n?o sofrem nem sentem dor, a filosofia de DA n?o implica frutarianismo (uma dieta em que somente frutas s?o comidas porque elas podem ser colhidas sem matar a planta que as d?).
DG

Veja tamb?m: 42 - 46

19. Animais n?o se importam conosco; porque dever?amos nos importar com eles?

Essa opini?o significa que dever?amos dar direitos apenas ?queles que forem capazes de respeitar os nossos direitos, o que ? conhecido como o argumento da reciprocidade. Esse argumento n?o convence porque tanto nossa sociedade n?o age dessa maneira, como tamb?m porque n?o seria uma boa maneira de agir.

Pela simples observa??o de que concedemos direitos a um grande numero de indiv?duos que n?o podem respeitar nossos direitos, esse argumento perde sua forca. Esses indiv?duos incluem pessoas idosas, pessoas com doen?as degenerativas, pessoas com trauma cerebral irrevers?vel, retardados, bebes e crian?as.

Uma institui??o que, por exemplo, tem por rotina sacrificar tais indiv?duos para testar um novo fertilizante seria certamente considerada criminosa e um atentado hediondo aos direitos destes indiv?duos. A frase original tamb?m ? fraca como prescri??o ?tica. As futuras gera??es de humanos n?o t?m como agir reciprocamente com rela??o ? nossa preocupa??o com o meio-ambiente. Assim, seria eticamente aceit?vel, sob essa vis?o, que pass?ssemos a n?o nos preocupar em deixar um planeta mais salubre para as futuras gera??es.

A falha desse ponto de vista reside em n?o se distinguir entre dois pap?is: Agente moral e a sua capacidade de compreender e respeitar os direitos de outros. Paciente moral e a sua capacidade de se beneficiar desses direitos. Um indiv?duo pode ser um benefici?rio de direitos sem ser um agente moral.

Por exemplo, se tiv?ssemos que excluir algu?m de um determinado curso acad?mico, nos n?o poder?amos citar que essa pessoa tem sardas no rosto. Nos poder?amos sim justificar que essa pessoa n?o tem os pr?-requisitos acad?micos (ter feito o curso que antecede o atual, ou ter experi?ncia profissional, etc). A primeira justificativa ? irrelevante, a segunda ? relevante.

Sob essa perspectiva, podemos justificar a diferen?a de tratamento entre os dois indiv?duos (humano ou n?o-humano) com uma diferen?a objetiva que seja *relevante* para o tratamento.

Similarmente, quando consideramos o direito de ser livre da dor e sofrimento, o fato de ser um agente moral ? irrelevante; ser um paciente moral ? que ? relevante.
AECW

Assumir que os animais n?o se importam conosco ? bastante question?vel. Animais de estima??o s?o conhecidos por buscar ajuda quando seus donos est?o em perigo. H? animais que confortam seus donos quando eles est?o aflitos ou angustiados. Outros demonstram pesar quando seus companheiros humanos morrem.
DG

Veja tamb?m: 17, 23, 36

20. Uma casa est? em chamas e um c?o e um beb? est?o dentro. Qual voc? salvaria primeiro?

A escolha de quem salvar primeiro n?o diz nada a respeito das decis?es ?ticas que temos que tomar. Eu poderia decidir salvar o meu filho antes de salvar o seu, mas isso n?o significaria que eu poderia fazer experimentos no seu filho, ou explorar o seu filho de alguma outra maneira. E al?m disso, n?o estamos em
uma situa??o de emerg?ncia. No dia a dia, nos podemos escolher agir de maneira a proteger os direitos de ambos c?es e beb?s.
LK

Como qualquer outra pessoa nessa situa??o, eu salvaria aquele ao qual eu estivesse mais apegado emocionalmente. Mais provavelmente eu salvaria o beb?. Algu?m poderia preferir salvar seu pr?prio e estimado c?o antes de salvar o beb? de uma pessoa que ele n?o conhece. No entanto, como disse LK, isso
n?o informa nada sobre a validade de quaisquer princ?pios ?ticos.
DVH

21. E se eu estivesse usando um animal que j? estivesse morto?

H? duas maneiras de interpretar essa quest?o. Primeiro, a pessoa pode estar dando a desculpa "mas eu n?o matei o animal", segundo, a pessoa pode estar perguntando a respeito da moralidade em usar o corpo de um animal que morreu naturalmente (ou por alguma outra causa n?o associada com a demanda por produtos animais, como por exemplo, um atropelamento).

Para a primeira interpreta??o, nos devemos rejeitar a desculpa. O assassinato de animais para obter sua carne, por exemplo, ? feito sob pedido (atrav?s da demanda do mercado), e com o apoio financeiro (atrav?s do pagamento) dos consumidores finais. Essa cumplicidade ? indisfar??vel. A sociedade n?o admite inoc?ncia naqueles que compram mercadorias roubadas s? porque "eles n?o cometeram o roubo".

Para a segunda interpreta??o - o uso de animais mortos naturalmente - n?o parece haver dificuldades morais envolvidas. V?rias pessoas n?o usariam produtos animais assim obtidos por motivos est?ticos. (Quantas pessoas estariam dispostas a usar membros ou peles de pessoas falecidas?) Certamente, as mortes naturais n?o poderiam satisfazer a grande demanda de produtos animais que existe hoje em dia; produtos sint?ticos e n?o-animais seriam necess?rios.

Outras pessoas poderiam evitar o uso de animais mortos naturalmente porque elas sentem que isso encorajaria a demanda por produtos animais em outras pessoas, demanda essa que poderia ser satisfeita por m?todos escusos.
DG

[Al?m disso, consumir os produtos sint?ticos equivalentes aos produtos de origem animal seria um bom incentivo ? industria de produtos alternativos, o que conseq?entemente favoreceria a diminui??o do consumo de produtos animais, tanto influenciando outros consumidores quanto fazendo a industria sint?tica ter ganhos de produtividade (o que leva a pre?os mais baixos para o produto sint?tico). Nota do Tradutor]

Essa pode ser vista como uma quest?o de respeito pelos mortos. A maior parte dos humanos sente repulsa ? id?ia da viola??o de sepulturas por essa raz?o. Animais mortos naturalmente deveriam, sob essa vis?o e no m?nimo, serem deixados em paz em vez de serem reciclados como parte de um processo industrial. Inclusive, no Egito antigo, o costume era a mumifica??o dos gatos.
AECW

Voc? acabou de comer um alimento de origem animal, mas por mais que o matadouro esteja escrupulosamente a quil?metros de distancia, ainda h? cumplicidade.
Ralph Waldo Emerson (escritor)

22. Onde se define o limite dos DA: mam?feros, insetos, bact?ria?

A filosofia de DA afirma que os direitos s?o concedidos ?s criaturas que possuem a capacidade de sentir dor, sofrer ou "desfrutarem sua vida". Tal capacidade definitivamente n?o ? encontrada em uma bact?ria. Decididamente, essa capacidade ? encontrada nos mam?feros. H? debate sobre animais como moluscos e artr?podes (incluindo insetos).

Cada um deve decidir, baseado nas evidencias dispon?veis e de acordo com sua consci?ncia, onde a linha deve ser tra?ada para aderir ao principio de DA descrito na primeira senten?a e observando que toda a morte e sofrimento desnecess?rios n?o ? moralmente justific?vel. As quest?es 39 e 43 discutem algumas das evid?ncias relevantes para se tra?ar esse limite.
DG

Veja tamb?m: 39, 43

23. Se matar ? errado, n?o dever?amos impedir os predadores de matar os outros animais?

Esse ? um dos argumentos mais interessantes contra os DA. Nos impedimos pacientes morais humanos de ferir os outros, isto ?, nos impedimos crian?as de baterem umas nas outras, ent?o porque n?o far?amos o mesmo pelos pacientes morais n?o-humanos (veja na quest?o 17 a defini??o de paciente moral)?

Antes de tudo, isso deve ser pensado ainda mais seriamente porque a atividade predat?ria resulta em um dano s?rio: a morte.

Uma primeira resposta consiste em notar que predadores precisam matar para sobreviver e que impedi-los de matar resulta, conseq?entemente, em mat?-los.

Claro que poder?amos argumentar que a interven??o em grande escala para impedir a atividade predat?ria ? completamente imposs?vel e carece de praticidade, mas isso n?o serve como argumento moral.

Suponha que aceitemos que devamos impedir um gato de matar um p?ssaro. E em seguida, descobrimos que o p?ssaro ? predador de v?rios tipos de cobras.

Assim, poder?amos ser levados a concluir que na verdade n?o dever?amos ter impedido o gato de matar o p?ssaro. A conclus?o ? que nos humanos n?o temos o conhecimento e a vis?o global para fazer todos os c?lculos e descobrir todas as conseq??ncias da nossa interfer?ncia na cadeia predat?ria.

A resposta ? que nossa interven??o no sentido de impedir as atividades predat?rias acabariam por destruir os ecossistemas dos quais a biosfera depende, prejudicando toda a vida na Terra. Em milh?es de anos, a biosfera desenvolveu ecossistemas complexos que dependem das atividades predat?rias para seu funcionamento cont?nuo e est?vel. Uma interven??o de larga escala para impedir os predadores causaria um preju?zo incalcul?vel nesses ecossistemas, com resultados devastadores para a vida na biosfera.

Mesmo que aceitemos a id?ia de que dever?amos impedir os predadores (e nos n?o concordamos com essa id?ia), n?o se pode concluir a partir disso que estar?amos justificados em explorar os pacientes morais para o nosso proveito.

Quando deixamos de impedir um genoc?dio em um pais distante, isso n?o implica em que nos devamos apoiar esse genoc?dio. Similarmente, se n?o impedimos as atividades predat?rias, isso n?o pode servir de justificativa
para a explora??o de animais.
DG

Veja tamb?m: 17, 19, 36, 64

24. O movimento de DA ? contra o aborto? Se n?o ? contra o aborto, isso n?o seria uma hipocrisia?

Freq?entemente s?o feitas tentativas de vincular os ativistas de DA a um ou outro lado da discuss?o sobre o aborto. Tais tentativas s?o infundadas. Alega??es de que apoiar a ?tica dos DA significa ter uma determinada opini?o sobre os direitos de um embri?o n?o fazem sentido, a menos que algu?m tenha argumentos para nos convencer de que ser defensor dos direitos humanos levaria a ter uma determinada opini?o sobre o aborto. Ser? que ? imposs?vel uma pessoa consistentemente condenar a tortura, a servid?o e outras pr?ticas
b?rbaras sem ter uma opini?o definida sobre o aborto?

Os defensores dos DA prop?em que os direitos atualmente concedidos aos humanos sejam entendidos a todas as criaturas nos casos moralmente relevantes.

Por exemplo, se a sociedade n?o aceita que seres humanos no papel de pacientes morais possam ser aniquilados em nome da ci?ncia, ent?o se pode concluir logicamente que animais n?o-humanos deveriam receber a mesma prote??o. (Veja a quest?o 17 para uma breve explica??o sobre a diferen?a entre paciente e agente moral.)

Pelo outro lado, o aborto ainda ? motivo de debate. N?o faz sentido esperar que o movimento de DA reflita outra coisa que n?o o mesmo amplo espectro de opini?es encontrados na nossa sociedade, com respeito ao aborto.

Os fil?sofos de DA est?o satisfeitos em proporcionar motivos suficientes para a atribui??o de direitos aos indiv?duos, motivos esses que atualmente explicam os direitos humanos sem tanta controv?rsia. O movimento dos DA n?o incentiva e nem deixa de incentivar que ampliemos nosso circulo de prote??o aos fetos tamb?m.
AECW

H? v?rias opini?es diferentes entre os que prop?em os DA a respeito do assunto aborto versus DA. Muitos acreditam, como AECW, que o assunto aborto e DA n?o est?o relacionados, e que a quest?o ? irrelevante para determinar a validade dos DA. Outros, como eu, pensam que o aborto certamente ? relevante para os DA.

Afinal de contas, a concess?o de direitos para os animais (e humanos) ? baseada na sua capacidade de sofrer e poder desfrutar sua vida. Parece claro que os fetos nos est?gios finais de desenvolvimento podem sofrer com o procedimento de aborto. Certas respostas fisiol?gicas, como batimentos card?acos acelerados e a exist?ncia de um sistema nervoso central ap?iam essa opini?o.

Tamb?m pode ser argumentado que o feto est? a caminho de ser um indiv?duo portador de direitos e que o aborto vai, portanto, prejudicar esse indiv?duo. Alguns alegam que, ao contrario, esse argumento ? invalido para assinalar direitos, mas esse ? um interessante ponto filos?fico que tamb?m est? sujeito a questionamento.

Por exemplo, suponhamos que uma pessoa est? em coma e que, dado um certo tempo, vai se recuperar - a pessoa tem o potencial de voltar ? consci?ncia novamente. Essa pessoa perde os direitos enquanto est? em coma?

Mesmo que existam argumentos que prop?em que o aborto n?o ? relevante para os DA, esses argumentos n?o deduzem necessariamente que o aborto ? errado. A raz?o para isso ? que ? poss?vel dizer que os direitos do feto est?o em conflito com os direitos da mulher, e que os direitos da mulher prevalecem.

Nem todos v?o concordar com isso, mas essa ? uma postura consistente e n?o hip?crita que n?o contradiz a filosofia de DA. Veja a quest?o 4 para uma analise dos argumentos de hipocrisia em geral.
DG

Veja tamb?m: 4

25. A teoria ?tica de contrato moral n?o demonstra que os animais n?o tem direitos?

O contrato moral ? uma teoria ?tica que tenta caracterizar nossa moralidade por meio de acordos mutuamente ben?ficos, ou contratos. Por exemplo, ela explicaria nossa recusa em agredirmo-nos uns aos outros dizendo que ter?amos um contrato impl?cito: "voc? n?o me agride e eu n?o vou agredir voc?".

A relev?ncia do contrato moral para os DA vem da suposi??o de que os animais n?o-humanos s?o incapazes de participar de tais contratos, acompanhada da alega??o de que os direitos somente podem ser concedidos ?queles que podem participar desses contratos. A grosso modo, isso quer dizer que animais n?o poderiam ter direitos porque eles n?o teriam a capacidade racional de consentir com um contrato que exigisse que eles respeitassem os direitos dos humanos.

O argumento do contrato moral ? talvez a tentativa mais organizada de refutar a proposta de DA; portanto, ? importante consider?-la detalhadamente. Seria bem f?cil escrever um livro sobre o assunto, mas temos que nos limitar ? considera??o dos argumentos b?sicos e seus problemas. Os leitores que acharem este texto incompleto ou que quiserem algo mais rigorosamente explicado poder?o consultar a literatura j? indicada.

Come?amos notando que a teoria do contrato moral n?o oferece uma descri??o muito evidente do nosso comportamento e motiva??o morais. Imagine que perguntemos a uma pessoa comum por que ela pensa que ?
errado roubar seu vizinho. Ser? que ela responderia que "ela n?o roubando vai evitar que o vizinho a roube depois"? Provavelmente n?o, em se tratando de uma pessoa com escr?pulos. Nem tampouco ela iria responder que ela e o vizinho possuem um acordo impl?cito para n?o roubarem um do outro.

Em vez de invocar alguma esp?cie de contrato, as pessoas normalmente alegar?o alguma variante do principio de n?o-agress?o; isto ?, elas n?o roubariam porque isso prejudicaria o vizinho. Similarmente, nos n?o
ensinamos ?s crian?as que a raz?o pela qual elas n?o devam roubar seja porque assim os outros n?o v?o roub?-las.

Uma outra maneira de explicitar a disson?ncia entre a teoria do contrato moral e nosso comportamento real ? perguntar se, quando uma pessoa arrisca sua pr?pria vida para salvar o filho de um estranho, essa pessoa
estaria fazendo isso como resultado de uma obriga??o contratual. Certamente, quando algu?m faz isso, ? em resposta ? afli??o de algu?m e n?o um resultado de obedi?ncia a um contrato.

A teoria do contrato moral ent?o pode ser vista como uma teoria que falha em explicar o nosso comportamento moral. Na melhor das hip?teses, ? uma teoria que alguns poderiam recomendar como sendo prefer?vel (seria vista como prefer?vel por alguns porque os permitiria negar direitos aos n?o-
humanos, justificando a continuidade da explora??o dos animais).

Sem d?vida, a obje??o mais seria ao contrato moral ? que ela pode ser usada para sancionar acordos que seriam universalmente condenados. Considere um grupo das pessoas muito ricas que se unem e criam um
contrato entre si cujo efeito ? assegurar que a riqueza seja mantida sob o controle deles. Eles combinam que at? mesmo as t?ticas mais repressivas ser?o usadas para assegurar que as massas sejam mantidas na pobreza. Pela exist?ncia desse contrato, eles poderiam agir dessa maneira? Contratos similares podem ser criados para excluir outras ra?as, sexos, etc.

John Rawls tenta contornar esse problema com a suposi??o de que os contratantes devem come?ar de uma "posi??o inicial" na qual eles n?o est?o encarnados como seres e devem formar o contrato antes, sem saber as
circunstancias individuais em que eles encarnar?o. Assim, ele argumenta que j? que um indiv?duo nessa posi??o inicial n?o saberia, por exemplo, se ele ser? rico ou pobre, esse indiv?duo n?o formaria contratos baseados em tal crit?rio.

Diante disso, se pode imaginar quantas desculpas e remendos s?o criados e improvisados para ajustar uma teoria deficiente.

Mas mais importante que isso, ? que podemos usar esse mesmo argumento de posi??o inicial a favor da proposta de DA. Se os indiv?duos nesta posi??o inicial est?o realmente sem saber as circunstancias do seu destino particular, eles devem assumir que eles podem ser encarnados tamb?m como animais. Dado isso, o contrato que fosse feito deveria incluir a prote??o aos animais!

Um outro problema com o dispositivo de Rawls ? que as probabilidades podem ser tais que mesmo sob ignor?ncia das condi??es futuras, alguns contratos poder?o surgir que ser?o vistos como injusto por muitas pessoas. Se a chance de ser encarnado como um senhor de escravos ? de 90 por cento, um contrato permitindo a escravid?o poderia surgir, j? que a maioria dos indiv?duos perceberiam uma maior chance de ser encarnado como senhor de escravos. Assim, o dispositivo de Rawls falha at? mesmo em alcan?ar seu objetivo.

Tamb?m ? dif?cil ver como a teoria do contrato moral pode permitir a mudan?a do status quo. Como os contratos que negam liberdade aos escravos e direitos aos exclu?dos podem ser renegociados?

Essa teoria tamb?m ? incapaz de representar os direitos que damos ?queles que s?o incapazes de formar contratos, isto ?, crian?as, idosos senis, deficientes mentais e at? animais at? certo ponto. v?rios dispositivos
foram criados para levar em conta a atribui??o de direitos a esses indiv?duos. N?o cabe aqui lidar com todos esses dispositivos. Em vez disso, endere?amos uns poucos deles.

Um argumento valido, que apela para o interesse daqueles que possuem direitos, ? o seguinte: por exemplo, uma pessoa A n?o mata o filho de outra B porque sabe que B tem um interesse que seu filho viva e A n?o gostaria de que B violasse seus interesses. Mas e se ningu?m se importasse com seus pr?prios filhos? Esse sistema tornaria o uso e o abuso uma coisa justa? Claro que n?o.

Um outro problema ? que v?rias pessoas expressam seu interesse em proteger todos os animais. Isso seria uma condi??o para que outras pessoas n?o usassem e n?o maltratassem animais. Mesmo sendo um resultado bom para os proponentes de DA, isso enfraquece o argumento de que o contrato moral justifica o uso e a crueldade com os animais.

Outros acham que os indiv?duos devam "experimentar" at? que eles sejam capazes de respeitar o contrato. Mas e aqueles que n?o nunca ser?o capazes, como os idosos senis? E porque n?o poder?amos deixar os animais "experimentarem"?

Alguns argumentam por uma hip?tese de "direitos reduzidos". Crian?as recebem um conjunto de direitos reduzidos para proteg?-las delas pr?prias, etc ... O problema ent?o ? que a redu??o dos direitos dos animais hoje em
dia est? totalmente fora de propor??o. Nos n?o aceitamos que experimentos sejam feitos em crian?as ou que elas sejam mortas para uso industrial por terem seus direitos reduzidos. Porque ent?o dever?amos
permitir esses usos extremos com os n?o-humanos?

Alguns sugerem que ? irrelevante que um dado indiv?duo possa participar de um contrato; o que seria importante ? que eles tenham a capacidade te?rica para isso. No entanto, as gera??es futuras ter?o a capacidade mas obviamente n?o poder?o interagir de forma rec?proca com a nossa gera??o, e assim a base da teoria de contrato moral ? abalada (a menos que nos certific?ssemos de que n?o ter?amos obriga??es morais de deixar um planeta habit?vel para as futuras gera??es).

Peter Singer pergunta "por que limitar a moralidade para aqueles que tem a capacidade de participar de contratos, quando na verdade n?o h? possibilidade para eles participarem?"

H? problemas pr?ticos com a teoria de contrato moral. Por exemplo, qual seria nossa rea??o se um indiv?duo renunciasse sua participa??o em quaisquer contratos morais impl?citos, e declara que ele assim est? justificado em praticar o que outros chamariam de atos imorais? Haveria um meio de repreend?-lo? E o que nos far?amos a respeito de viola??es do contrato? Se um indiv?duo rouba de nos, ele rompeu o acordo e nos, segundo essa teoria, ficar?amos livres para agir. Assim, estar?amos moralmente justificados em roubar dele tamb?m ou fazer algo pior?

Em suma, a teoria do contrato moral falha porque:
a) n?o representa o nosso comportamento e motiva??es morais, exercidos no mundo real, hoje em dia;
b) permite que contratos injustos possam ser criados;
c) n?o explica o porque de concedermos direitos ?queles que n?o tem capacidade de participar de contratos morais;
d) tem conseq??ncias que n?o podem ser resolvidas de maneira pratica.

E finalmente, h? uma base melhor para a nossa ?tica - o principio da n?o-agress?o. ? simples, universal, n?o precisa de dispositivos improvisados e confere com o verdadeiro principio moral observado na humanidade.
TA/DG

Veja tamb?m: 11, 17, 19, 96

QUEST?ES PRATICAS

26 H? problemas mais urgentes do que os DA, tais como a pobreza, as crian?as do nosso pais, etc.; voc? n?o tem nada melhor a fazer?

Essa quest?o assume que ? mais importante ajudar humanos do que ajudar n?o-humanos. Alguns caracterizariam isso como um argumento "especiista" (veja a quest?o 1). ? poss?vel, entretanto, invocar a no??o de que a vida dos humanos ? mais preciosa e argumentar que h? maior sofrimento e perda associada com a crueldade e negligencia com humanos do que com animais. Isso levaria a acreditar que seria melhor empregarmos nossas energias lutando por causas exclusivamente humanas em vez de animais. No entanto, mesmo aceitando essa no??o, h? v?rias raz?es sensatas para empregarmos nosso tempo e energia na quest?o dos DA.

V?rias das conseq??ncias dos DA s?o altamente ben?ficas para os humanos. Por exemplo, interromper a produ??o e consumo de produtos animais resultaria numa melhoria significativa da sa?de geral da nossa popula??o, al?m de que a destrui??o do meio-ambiente seria reduzida em grande parte. Tamb?m, o apoio ? compaix?o com os animais tem toda a chance de render dividendos sob a forma de maior compaix?o com os humanos. Tom Regan explica isso da seguinte maneira:

... o movimento dos DA *? parte* do movimento pelos direitos humanos. N?o ? contra os direitos humanos. A teoria na qual os DA se baseiam ? a base dos direitos humanos tamb?m. Assim, aqueles envolvidos com o
movimento dos DA s?o parceiros na luta pelo respeito aos direitos humanos - os direitos da mulher, das minorias, dos trabalhadores, etc... O movimento dos DA ? constru?do com a mesma "argamassa" moral que o dos direitos humanos.

E por fim, as atividades requeridas pela proposta de DA envolvem gasto de energia m?nimo. O que pedimos ?s pessoas ? que elas N?O fa?am algumas coisas: n?o comam carne, n?o explorem animais por divers?o, n?o use couro ou peles, etc ...

Essas a??es negativas n?o interferem com a nossa capacidade de nos importarmos com os humanos. Em alguns casos, elas levam as pessoas na realidade a terem mais tempo e recursos para promover atividades em prol da humanidade (por exemplo, o tempo que seria gasto indo ca?ar ou visitar zool?gicos e circos, o dinheiro que seria gasto em churrascos, roupas de couro, peles, etc ...).
DG

Viver uma vida livre de crueldade n?o ? expediente de tempo integral; ao contrario, ? um modo de fruir a vida. Quando vou ao mercado, eu verifico os ingredientes e se o produto foi testado em animais. Essas coisas consomem apenas alguns minutos do meu dia. Sobra bastante tempo para ajudar ambos humanos e n?o-humanos.
JLS

Eu sou a favor dos direitos animais bem como dos direitos humanos. Essa ? a proposta de um ser humano integral.
Abraham Lincoln (16o presidente americano)

Em meu pensamento, a vida de um cordeiro n?o ? menos importante que a vida de um ser humano.
Mahatma Gandhi (estadista e fil?sofo)

Nossa tarefa deveria ser nos libertarmos ... aumentando o nosso circulo de compaix?o para abarcar todas as criaturas viventes, toda a natureza e sua beleza.
Albert Einstein (f?sico, Nobel 1921)

Veja tamb?m: 1, 87, 95

27. Se todo mundo se tornasse vegetariano e desistisse de ter animais dom?sticos, o que aconteceria com todos esses animais?

A medida que o vegetarianismo cresce, o numero de animais criados para alimenta??o gradualmente diminuiria, pois n?o haveria mercado para eles. Similarmente, uma diminui??o gradual iria acompanhar a diminui??o da demanda pela cria??o de animais dom?sticos. Em ambos os casos, esses animais que restariam seriam melhor cuidados por uma sociedade que demonstrasse maior compaix?o.
LK

Veja tamb?m: 75

28. A cria??o de animais em pastos impr?prios para a agricultura aumenta a disponibilidade de alimentos; como algu?m pode ser contra isso?

H? ?reas no mundo onde a cria??o de gado ? poss?vel mas a agricultura n?o ?. Se as condi??es fossem tais que as pessoas n?o pudessem comprar as colheitas de outros lugares e precisassem criar gado para sobreviver, poucos questionariam essa pratica. No entanto, tais ?reas s?o bem poucas e pequenas em compara??o com as regi?es f?rteis e semi-?ridas que s?o na realidade usadas para cria??o de gado intensivo, e essa produ??o n?o contribui significativamente para o abastecimento mundial. (Algumas pessoas argumentariam que ? moralmente prefer?vel n?o viver em tais ?reas). Na verdade, o erro ? a cria??o de gado em regi?es de solo f?rtil ou semi-?rido. O uso de tais ?reas para a cria??o de gado reduz o abastecimento
mundial de alimentos. Keith Acker escreveu em seu livro "A Vegetarian Sourcebook":

Terra, energia e recursos h?dricos necess?rios ? pecu?ria variam de 10 a 1000 vezes mais do que o necess?rio para produzir a quantidade equivalente de alimentos vegetais. E a cria??o de gado n?o apenas utiliza toda essa quantidade, como tamb?m esgota esses recursos. Basta verificar os dados hist?ricos. A maior parte da eros?o do solo, esgotamento dos recursos h?dricos e desmatamento - fatores que amea?am a base do nosso sistema alimentar - s?o resultados dessa forma especialmente destrutiva de produ??o de alimentos.

A cria??o de gado tamb?m ? a grande causa da derrubada de arvores tanto historicamente como atualmente (entre 1967 e 1975, dois ter?os dos 70 milh?es de acres de florestas derrubadas foram utilizadas para pecu?ria).

Entre 1950 e 1975 a ?rea de pasto criado por m?os humanas na Am?rica Central mais que duplicou e quase tudo ? custa das florestas tropicais. Embora essa tend?ncia tenha diminu?do, ainda continua ? taxas alarmantes
de forma ininterrupta.

A pecu?ria requer grandes ?reas de pasto e a conseq??ncia dos excessos e eros?o do solo s?o problemas ecol?gicos muito s?rios. Em estimativas otimistas, 60% do pasto nos EUA ? excessivamente utilizado, resultando em bilh?es de toneladas de solo perdido a cada ano. A quantidade de terra f?rtil perdida at? hoje est? em cerca de 75%, e destes, 85% est? diretamente associada com a cria??o de gado. A cria??o de gado em pastos ? a maior causa dos desertos criados pelo homem.

Algumas pessoas poderiam dizer que a cria??o em pasto tem sido substitu?da pelo paradigma de "?rea de engorda". Esses sistemas levam o gado para uma ?rea de engorda com alimenta??o ? base de gr?os. Embora
isso de fato reduza a ?rea de pasto, n?o a elimina completamente, e o esquema de ?rea de engorda ainda constitui um uso totalmente ineficiente das ?reas de cultivo (para alimentar um humano com carne requer 16 vezes a mesma quantidade em gr?os que seriam necess?rios se consumidos diretamente). Estimativas indicam que nos EUA, 80% do milho e 95% da aveia produzida ? para alimentar o gado.
TA

Eu cresci em uma fazenda de gado - por isso que tornei vegetariana. A carne n?o presta para os animais, nem para o meio ambiente e nem para a sua sa?de.
k.d. lang (m?sica)

29 Se tentarmos eliminar todos os produtos animais, estaremos voltando ? Idade da Pedra; quem vai querer isso?

Pelo contrario ! A depend?ncia de produtos animais ? que poderia ser vista como um retorno ?s tecnologias e ? mentalidade da Idade da Pedra. Por exemplo, na Idade da Pedra as pessoas tinham que vestir peles em
regi?es de clima frio para evitar o congelamento. J? n?o ? mais assim, gra?as aos sistemas de aquecimento e a pronta disponibilidade de tecidos fabricados pelo homem a partir de vegetais.

Se formos retratar a idade moderna, a principal caracter?stica seria o maior grau de liberdade e de op??es tornadas poss?veis pelos avan?os tecnol?gicos e progresso social. Os povos da Idade da Pedra tinham poucas op??es e assim eram forcadas a usar animais para alimenta??o, vestu?rio e materiais.
Hoje em dia temos abundancia de escolha com alimentos melhores, vestu?rio melhor e materiais mais eficientemente produzidos e de maior qualidade, nenhum dos quais dependem do sofrimento e explora??o dos animais.
TA

Parece que a ?nica Idade da Pedra que estamos correndo o risco de criar ? essa constitu?da pela destrui??o continua dos habitats naturais em favor da selva de concreto criada com cimento Portland !
DG

Veja tamb?m: 60, 62, 95

30 ? praticamente imposs?vel eliminar todos os produtos animais do nosso consumo; n?o adianta nada evitar se voc? ainda poder? estar causando o sofrimento e a morte de um animal sem saber.

Sim, ? bastante dif?cil eliminar todos os produtos animais do nosso consumo, t?o dif?cil quanto eliminar todas as mortes acidentais e danos causados pelas nossas atividades humanas normais. Mesmo assim, isso n?o justifica uma "temporada de abuso e maus-tratos aos animais". Um objetivo razo?vel, diante da realidade atual, ? minimizar os danos causados. O importante ? que isso bloquearia grande parte do sofrimento.
DG

Veja tamb?m: 57 - 58

31 V?rias das tradi??es culturais e costumes populares, bem como empregos, seriam perdidos se nos par?ssemos de explorar animais.

Consideremos primeiro a quest?o dos costumes e tradi??es. A grande verdade ? que alguns costumes e tradi??es merecem mesmo acabar. H? v?rios exemplos na Historia: escravid?o, combates entre gladiadores romanos, tortura, execu??es publicas, queima de bruxas, queima de livros, racismo, etc... Adicionalmente, os proponentes dos DA citam a explora??o e a escravid?o animal.

O homem ? uma criatura totalmente adapt?vel. A perda de um costume como os citados acima n?o resultou em nenhum mal para a humanidade. O mesmo pode ser esperado da elimina??o da explora??o animal. Na verdade, a humanidade provavelmente seria beneficiada por esse salto evolutivo em rela??o ? compaix?o em suas quest?es humanas.

Com respeito aos empregos, os aspectos econ?micos ser?o discutidos na quest?o 32. Resta ent?o notar que para uma pessoa, o que est? em quest?o ? apenas um emprego, que pode ser substitu?do por outro emprego moralmente mais justific?vel. Para um animal, o que est? em quest?o ? a elimina??o da tortura, explora??o e a
possibilidade de uma vida mais satisfat?ria, livre da opress?o e brutalidade humana.
DG

As pessoas normalmente dizem que os humanos sempre comeram animais, como se essa fosse uma justificativa para se continuar essa pratica. De acordo com essa l?gica, n?o dever?amos tentar impedir alguns criminosos de assassinar outras pessoas, j? que isso tem sido feito desde o inicio dos tempos.
Isaac Bashevis Singer (escritor, Nobel 1978)

Veja tamb?m: 32

32. A industria de produtos animais ? um grande negocio; a economia n?o seria afetada se essa industria acabasse?

N?o podemos justificar uma a??o baseada na sua lucratividade. V?rios crimes e pr?ticas que vemos como repugnantes t?m sido ou continuam a ser lucrativas: com?rcio de escravos, explora??o trabalhista, venda de beb?s, tr?fico de drogas, estelionatos de todos os tipos, prostitui??o, pornografia infantil, etc.

Um bom exemplo disso, e que tamb?m levanta outro ponto a ser considerado, ? a industria do cigarro. ? uma industria multibilion?ria, e mesmo assim esfor?os vigorosos tem sido feitos de v?rios lados para acabar com esse negocio. O principal problema com o cigarro reside em seus efeitos colaterais, isto ?, as grandes conseq??ncias e mortes que o tabagismo produz, o que facilmente supera o lucro imediato.

H? efeitos colaterais para a explora??o animal tamb?m. Entre os mais significativos est?o a polui??o e desmatamento associado com a pecu?ria em larga escala. Como vimos na quest?o 28, essas praticas atuais constituem um uso inadequado dos recursos do planeta. ? mais prov?vel que a economia seja afetada se essas praticas continuarem !

Finalmente, os lucros associados com as industrias baseadas em animais vem da demanda e influencia do mercado. N?o h? motivo para supor que essa demanda n?o seja gradualmente redirecionada para outras industrias. Em vez de bife de primeira, poder?amos ter macarr?o de primeira, prote?na vegetal de primeira, etc. A demanda gastron?mica da humanidade n?o desaparecer? com o fim da carne.

Similarmente, os empregos associados ?s industrias animais podem ser gradualmente redirecionados ?s industrias que surgiriam para repor as industrias animais. (O atual vice-presidente americano, Al Gore, fez uma afirma??o parecida em rela??o ?s reclama??es sobre a perda de empregos se a ind?stria madeireira fosse interrompida. Ele comentou que o movimento ambiental abriria um grande campo de trabalho criando empregos que n?o estavam dispon?veis anteriormente.)
DG

? minha convic??o que o jeito vegetariano de viver, apenas com seu efeito sobre o temperamento humano, influenciaria a humanidade mais beneficamente.
Albert Einstein (f?sico, Nobel 1921)

Veja tamb?m: 28, 31

ARGUMENTOS BIOL?GICOS

33 Humanos s?o o apogeu da evolucao; isso nos d? o direito de usar os animais como bem entendermos.

Esse ? um dos v?rios argumentos que tentam delinear conclus?es ?ticas a partir de observa??es cientificas. Nesse caso, a "ci?ncia" empregada ? question?vel, e a conclus?o ?tica ? duvidosa. Vamos primeiro examinar o aspecto cientifico.

O ponto de vista expresso na frase ? de que a evolu??o tem criado uma escala de aptid?o, com os insetos e outras esp?cies "inferiores" na parte de baixo, e humanos (? claro!) no topo. Essa id?ia se originou como parte de um sistema evolucion?rio chamado Lamarckismo, que hoje em dia est? desacreditado.

A teoria de sele??o natural de Charles Darwin desbancou esse sistema. O esquema de Darwin prop?e, em vez de uma escala, um circulo radial de esp?cies, cada qual evoluindo para se adaptar melhor ao seu meio-ambiente, na linha de seu raio. A tend?ncia do circulo ? de aumentar seu raio com novas esp?cies descendentes melhor adaptadas os seu nicho (representado pelo raio).

Sob essa vis?o, a id?ia de apogeu se torna question?vel: sim, os humanos se adaptaram melhor ao seu nicho ecol?gico (muitos discordariam disso, mencionando que os m?todos humanos atuais de uso dos recursos naturais levar? ao esgotamento e destrui??o de seu habitat), mas as bact?rias se adaptaram bem ao seu nicho. Poder?amos realmente dizer que humanos est?o melhor adaptados ao seu nicho do que as bact?rias? Essa compara??o faria sentido em nichos t?o diferentes?

Provavelmente, o que a pessoa tinha em mente quando usou a palavra "apogeu" ? que os humanos dominam uma determinada habilidade, e que uma escala pode ser tra?ada avaliando essa habilidade. Por exemplo, na escala de capacidade mental, os humanos se situam muito acima da bact?ria. Mas uma escolha de habilidades diferentes pode levar a um resultado diferente. As bact?rias se situam no "apogeu" quando algu?m olha para a sua fecundidade reprodutiva. Aves se situam no "apogeu" quando algu?m avalia a capacidade de
voar.

Agora, examinemos o aspecto ?tico, deixando de lado a id?ia arbitraria de apogeu evolutivo. Digamos que os humanos estejam no topo da escala de intelig?ncia. Isso nos d? o direito de fazer o que bem entendermos com os animais, simplesmente alegando que eles s?o menos racionais que nos? Se dissermos sim, abrimos uma "caixa de Pandora" cheia de problemas para nos mesmos, humanos.

Isso significaria que humanos mais inteligentes poderiam explorar os humanos mais inteligentes como bem entenderem? Dever?amos ser escravos dos Einsteins do mundo? Considerando uma habilidade diferente, pode o forte abusar do mais fraco? Somente uma pessoa imoral concordaria com esse principio.
AECW

Veja tamb?m: 34, 37

34. Os seres humanos est?o no topo da cadeia alimentar; isso n?o justificaria matar e comer qualquer criatura?

N?o; porque assim canibais na nossa sociedade poderiam defender sua pratica hedionda com o mesmo argumento. O fato de podermos fazer algo n?o significa que tenhamos o direito de faz?-lo. N?s temos um grande poder sobre as outras criaturas, mas grandes poderes trazem grandes responsabilidades, como qualquer pai ou m?e vai confirmar.

Humanos est?o no topo da cadeia alimentar porque ESCOLHERAM comer animais n?o-humanos. Assim, a frase da pergunta sugere ser verdadeira, mas se escolhermos n?o comer animais, n?o estar?amos no topo da cadeia alimentar.

A id?ia de que ser superior em uma habilidade confere direitos sobre os que s?o inferiores nessa habilidade foi desmentida na quest?o 33.
AECW

Veja tamb?m: 33

35 Animais s?o apenas maquinas; porque se importar com eles?
-----------------------
S?culos atr?s, o fil?sofo Ren? Descartes desenvolveu a id?ia de que todos os animais n?o-humanos s?o aut?matos que n?o podem sentir dor. Seguidores de Descartes acreditavam que se um animal gemia, era devido apenas a um reflexo, como uma rea??o que se obt?m de um boneco mec?nico. Conseq?entemente, eles n?o viam raz?o para usar anestesia nos experimentos com animais. Os observadores horrorizados eram advertidos para n?o prestarem aten??o aos urros dos animais sendo cortados vivos.

Essa id?ia ? agora refutada pela ci?ncia atual. Animais n?o s?o mais "meras maquinas" da mesma forma que humanos n?o s?o meras maquinas. Tudo o que a ci?ncia aprendeu sobre as outras esp?cies indica similaridades biol?gicas entre humanos e n?o-humanos. Como Charles Darwin escreveu, as diferen?as entre humanos e outros animais s?o diferen?as de grau e n?o diferen?as de tipo. De acordo com a teoria Darwinista, ambos humanos e n?o-humanos evolu?ram em milh?es de anos com ?rg?os e sistemas nervosos similares. N?o h? motivo para pensar que os animais, especialmente os mam?feros, n?o tenham uma vida mental e emocional similar (porem em menor grau) ? que os humanos tem.
LK

36. Na natureza, animais matam e comem uns aos outros; porque ent?o isso seria errado para os humanos?

Animais predadores devem matar para comer. Humanos, ao contrario, tem uma escolha; nos n?o precisamos comer carne para sobreviver. Humanos s?o diferentes dos animais n?o-humanos porque s?o capazes de conceber e agir de acordo com um sistema de princ?pios morais; portanto, nos n?o podemos procurar orienta??o moral no comportamento dos animais. A filosofia de DA estabelece que ? t?o errado para um humano matar e comer uma criatura n?o-humana quanto ? errado matar e comer um outro ser humano.

Para demonstrar o absurdo de buscar orienta??o moral no mundo animal, considere as seguintes variantes da quest?o apresentada:

"Na natureza, os animais roubam comida uns dos outros; porque ent?o roubar seria errado para os humanos?"

"Na natureza, os animais matam e comem humanos; porque ent?o matar e comer outro ser humano seria errado para os humanos?"
DG

Veja tamb?m: 23, 34, 64

37. A sele??o natural e o Darwinismo est?o operando sobre o mundo; isso n?o significa que tentar superar essas forcas ? in?til?

Ao assumir que os conceitos de DA colidem de alguma maneira com os mecanismos explicados pelo Darwinismo, a pessoa padece de fatalismo moral seletivo: nosso senso de moralidade obviamente n?o ? modelado por leis de sele??o natural. Porque ent?o, se sentir incapaz diante de alguns de seus efeitos e n?o diante de outros?

O machismo, a xenofobia e o desejo de guerra est?o presentes em v?rias sociedades humanas. Dever?amos cogitar que forcas misteriosas universais est?o por tr?s disso, e que todas as tentativas de deter tais tend?ncias
deveriam ser abandonadas? Ou, mais diretamente, quando pessoas ficam doentes, dever?amos abandon?-las
porque "a lei da sobreviv?ncia" exige? N?o, nos n?o abandonamos as pessoas doentes; e n?o estamos preocupados em combater a sele??o natural.

N?o h? motivo para acreditar que as implica??es praticas da filosofia dos DA tornariam os humanos menos adapt?veis. Pelo contr?rio, e por raz?es explicadas em outras partes desta lista de perguntas e respostas, o respeito aos direitos dos animais resultaria em benef?cios colaterais para os humanos, tais como praticas de agriculturas auto-sustent?veis e melhor pol?tica de sa?de e meio-ambiente.
AECW

O advento do Darwinismo levou a uma troca da id?ia de organismos individuais pela antiga id?ia de esp?cies.
O individualismo moral implicado pela filosofia de DA substitui a id?ia de que organismos deveriam ser tratados de acordo com suas capacidades individuais pela (antiga) id?ia de que ? a esp?cie do animal que importa. Assim, o individualismo moral, na verdade, combina bem com a teoria evolucionaria.
DG

Veja tamb?m: 63 - 62

38. A filosofia de DA n?o est? em oposi??o ? filosofia ambiental (como descrita no livro "Deep Ecology")?

N?o. A filosofia e objetivos de DA s?o complementares aos objetivos e filosofia do movimento ambientalista atual. Isso fica claro atrav?s de v?rias das respostas contidas nesta lista e de consultas a v?rios dos livros indicados na quest?o 92. Michael W. Fox v? o movimento DA e o ambientalismo como dois aspectos de uma dial?tica que reconcilia a preocupa??o quanto aos direitos dos indiv?duos (humanos ou n?o) com a
preocupa??o com a integridade da biosfera.

Alguns argumentam que a moralidade baseada nos direitos individuais ? necessariamente oposta ? moralidade baseada no ponto de vista hol?stico- ambiental, isto ?, a santidade da biosfera, ou, a biosfera vista como sagrada.

No entanto, pode ser desenvolvida a partir disso uma ?tica ambientalista que atribui alguns direitos a todos os indiv?duos inclusive inanimados. Tal ?tica, que demonstra respeito aos indiv?duos que comp?em a biosfera,
tamb?m demonstraria respeito ? biosfera como um todo e, desta forma, conseguindo os objetivos do ambientalismo hol?stico. Fica claro que o ponto de vista dos direitos n?o est? necessariamente em conflito com a vis?o hol?stica.

Em referencia ao conceito de filosofia ecol?gica e a alega??o de que ela tem um parecer negativo com rela??o aos DA, Fox acredita que tais alega??es s?o infundadas. O seguinte texto foi extra?do de "Inhumane
Society", escrito por Michael W. Fox.
DG

Partid?rios da ecologia profunda (ou filosofia da ecologia) ap?iam a preserva??o da abundancia e diversidade das plantas e animais nos ecossistemas naturais ...

Os fil?sofos ecologistas deveriam se opor ? explora??o industrializada para fins lucrativos da vida selvagem porque [...] ? um desvio ecol?gico tremendo, porque favorecendo umas esp?cies em lugar de outras, as popula??es se desequilibram e a extin??o das esp?cies indesejadas seria inevit?vel.

No seu livro "Deep Ecology", os autores Bill Devall e George Sessions [...] criticam o fil?sofo de direitos dos animais Tom Regan, o qual de acordo com outros de mesmo pensamento "expressaram a preocupa??o de que uma ?tica ecol?gica hol?stica [...] resulta em um tipo de totalitarismo ou fascismo ecol?gico [...]"

No entanto, em um ap?ndice do livro, George Sessions sugere que os fil?sofos deveriam procurar solu??es n?o-totalitarias [...] e que, provavelmente, isso vai requerer algum tipo de ?tica ecol?gica hol?stica na qual a integridade de todos os indiv?duos (humanos e n?o-humanos) seja respeitada".

Ironicamente, ao mesmo tempo que os autores s?o t?o cr?ticos ao movimento de DA, eles citam Arne Naess ([...]considerado o fundador da filosofia ecol?gica) [...] Por exemplo, Naess declarou que "a id?ia intuitiva de
igualdade bioc?ntrica ? que todas as coisas na biosfera tem igual direito de viver e florescer e alcan?ar suas pr?prias formas de desenvolvimento e auto-realiza??o [...]"
Michael W. Fox (Vice-Presidente da Humane Society of US)

[A filosofia da ecologia ou ecologia profunda, consiste em uma ?tica filos?fica criada com base na sacraliza??o do relacionamento entre todos os seres que comp?em a biosfera.

Ela prop?e alcan?ar a auto-realiza??o de todos os seres e a igualdade bioc?ntrica, isto ?, a prote??o dos direitos que todas as coisas naturais tem de existir (ecossistemas, paisagens, vida, etc). Isso seria feito atrav?s do questionamento do papel do Homem no planeta, do combate ?s praticas n?o-sustentaveis, da reducao do consumo humano, da conserva??o e restaura??o dos ecossistemas e de atos dedicados ao planeta.

A filosofia ecol?gica questiona os fundamentos dos conceitos que as sociedades ocidentais tem da natureza, al?m de criticar os ecologistas ditos burocr?ticos de terno e gravata. Seus proponentes defendem a a??o direta, n?o-violenta, de sabotagem e desobedi?ncia civil com atos como se amarrar em arvores, sentar na frente dos tratores, etc. ? uma ?tica bem popular entre os ambientalistas americanos, mas ainda est? longe de ser a ideologia ecol?gica dominante.

O termo "Ecologia Profunda" foi cunhado por Arne Naess em 1973 para separar sua proposta da assim chamada "Ecologia Rasa", isto ?, a abordagem ecol?gica comum que n?o se pergunta o porqu?. Sua proposta ? de que a ecologia deve ir mais a fundo, ao n?vel filos?fico e adotando uma abordagem espiritual ? natureza.

O grupo ambientalista mais conhecido que prop?e a Ecologia Profunda ? o "Earth First!".

Mais explica??es podem ser encontradas na seguinte pagina: www.envirolink.org/enviroet...dex2.html - Nota do Tradutor]

INSETOS E PLANTAS

39. E os insetos? Eles tamb?m t?m direitos?

Antes de considerar a quest?o dos direitos, vamos primeiro responder ? quest?o "e os insetos?". Estritamente, insetos s?o animais invertebrados da classe Insecta, tendo um estagio adulto caracterizado por 3 pares de patas, um corpo segmentado com 3 divis?es principais, e ?s vezes dois pares de asas. Adotamos essa defini??o mais abrangente, a qual inclui outros invertebrados similares como aranhas, centop?ias e carrapatos.

Insetos possuem um sistema nervoso com g?nglios, ao contr?rio do sistema nervoso central dos vertebrados. Tal sistema ? caracterizado por agregados de neur?nios, chamados g?nglios, que s?o especializados e associados com a parte do corpo onde eles se situam.

H? interconex?es entre os g?nglios mas essas conex?es n?o funcionam tanto como uma via de integra??o do corpo todo, mas apenas para a coordena??o local do segmento do corpo. Por exemplo, as ondas de movimento das pernas em uma centop?ia s?o mediados pelas conex?es entre os v?rios segmentos. Em algumas esp?cies, os g?nglios cef?licos s?o grandes e complexos o bastante para permitir um comportamento mais complexo, como os da lagosta e do polvo. O choco, ou "cuttlefish", (n?o ? um inseto mas ? um outro invertebrado com um sistema nervoso de g?nglios) ? considerado por alguns quase t?o inteligente quanto um c?o.

Insetos s?o capazes de aprendizado primitivo e exibem o que muitos caracterizam como intelig?ncia. Aranhas s?o conhecidas por suas habilidades, mas desconsiderar tudo isso como instinto ? bem discut?vel.
Certamente, as abelhas s?o capazes de aprender de uma maneira limitada. Quando se oferece uma recompensa por pousarem em um poleiro de uma determinada cor, elas sempre voltam primeiro ao poleiro daquela cor. Elas aprendem a localiza??o do alimento e transmitem essa informa??o aos seus companheiros. O aprendizado, no entanto, tende a ser altamente especializado e aplicado somente a dom?nios limitados.

Al?m de uma vida mental primitiva como a descrita acima, h? algumas evidencias de que insetos podem experimentar dor e sofrimento. O sistema nervoso da minhoca, por exemplo, segrega uma substancia opi?cea quando a minhoca ? ferida. Respostas similares s?o vistas em vertebrados e isso ? amplamente aceito como um mecanismo de atenua??o da dor.

Por outro lado, as substancias opi?ceas est?o tamb?m implicadas em fun??es n?o associadas com a fun??o analg?sica, como a regula??o de temperatura e controle de apetite. Mas mesmo assim, a ocorr?ncia da secre??o quando algum tecido ? ferido ? bem sugestiva. As minhocas tamb?m se retorcem vigorosamente
quando impaladas em um anzol.

Como poss?vel contra-argumento a isso est?o outros fatos observados. Por exemplo, o abd?men de uma vespa pode ser cortado enquanto ela estiver se alimentando e a cabe?a as vezes continua a sugar o n?ctar (pode-se presumir assim que n?o haja sofrimento?).

Singer cita 3 crit?rios para decidir se um organismo tem a capacidade de sentir dor:
1) h? indica??es no comportamento?
2) h? um sistema nervoso apropriado?
3) h? utilidade em sentir dor com rela??o ? evolu??o da esp?cie?
Esses crit?rios parecem ser satisfeitos p?los insetos, embora de uma maneira primitiva.

Agora estamos equipados para decifrar a quest?o dos direitos dos insetos. Algu?m pode argumentar que a quest?o n?o seria t?o importante como para os outros animais porque n?o existiram industrias baseadas na explora??o de insetos. Isso n?o ? verdade; muitas industrias existem que s?o baseadas na produ??o de mel,
produ??o de seda, produ??o de corantes a base de joaninhas, e, ? claro, a destrui??o em massa de insetos atrav?s do uso de inseticidas.

Mesmo que o argumento seja verdadeiro, isso n?o nos impediria de sermos consistentes com a aplica??o dos nossos princ?pios a todos os animais. Insetos s?o parte do reino animal e alguns argumentos especiais seriam necess?rios para exclu?-los da proposta geral dos DA.

Algumas pessoas tra?ariam uma linha a partir de um certo n?vel de complexidade do sistema nervoso, isto ?, somente ? animais capazes de condicionamento poderiam ser concedidos direitos. Outros poderiam implicar com essa divis?o e coloc?-la mais acima ou mais abaixo. Uns estabeleceriam uma escala de capacidade de sentir dor e sofrer. Outros assinalariam uma marca nessa escala, abaixo da qual os direitos n?o poderiam ser
concedidos. Essa marca incluiria ou excluiria os insetos e invertebrados inferiores? Ou n?o deveria haver marca nenhuma? Esse ? um dos problemas que tem sido ativamente debatidos pela comunidade de DA.

Pessoas que tentam viver sem crueldade provavelmente ir?o tentar tra?ar essa linha divis?ria o mais baixa poss?vel, por via das duvidas, onde duvidas houverem. Certamente, uma pessoa pode evitar a crueldade desnecess?ria aos insetos. Os problemas pr?ticos envolvendo a concess?o de direitos aos insetos s?o explicadas nas pr?ximas duas quest?es.
DG

Eu quero expressar fraternidade e identidade n?o apenas com os seres chamados humanos, mas com toda as formas de vida, at? mesmo com aquelas que se arrastam pela terra.
Mahatma Gandhi (estadista e fil?sofo)

O que deveria definir essa linha divis?ria insuper?vel? [...] A quest?o n?o ? "eles podem pensar?" nem tampouco "eles podem falar?", mas sim "eles podem sofrer?"
Jeremy Bentham (fil?sofo)

[O "cuttlefish", mais conhecido em Portugal como "choco", ? um cefal?pode, isto ?, um molusco marinho predador que possui tent?culos ao redor da boca, que diante do perigo, podem emitir um jato de tinta ou mudar de cor. Outros cefal?podes conhecidos s?o a lula, o nautilo e o polvo. Para ver fotos do choco, visite os sites:
www.heptune.com/cutfish.html
is.dal.ca/~ceph/TCP/index.html

Nota do Tradutor]

Veja tamb?m: 22, 40 - 41, 47

40. Ser? que eu tenho que ter cuidado para n?o pisar em formigas?

Os Jainistas da ?ndia diriam que sim. Alguns de seus membros mais devotados usam mascaras de gaze para evitar inalar e matar pequenos insetos e micr?bios. N?o importando o quanto sejamos cuidadosos, nos causaremos sofrimento como efeito colateral da nossa sobreviv?ncia. O objetivo ? evitar sofrimento desnecess?rio e minimizar o sofrimento que causamos.

Isso est? muito distante de praticar crueldade de prop?sito ou por capricho: estamos nos referimos ao habito que alguns tem de arrancar as asas dos insetos por divers?o ou de queimar um formigueiro por prazer.

Essa quest?o ? deixada ? consci?ncia de cada um. Talvez ningu?m precise ficar olhando em volta procurando formigas para n?o pisar, mas tendo visto uma, e sendo f?cil mudar o passo para evit?-la, qual ? o problema em faz?-lo?
DG

Veja tamb?m: 39, 41

41 H? evid?ncias de consci?ncia em insetos, mas voc? chega ao absurdo de dizer ?s pessoas para n?o matarem insetos?

Conceder direitos aos insetos n?o significa que mat?-los seja sempre conden?vel. Como em todos os casos em que um ser ? amea?ado, a regra da autodefesa se aplica. Se insetos est?o amea?ando o bem-estar de
algu?m de uma maneira n?o trivial, a filosofia de DA n?o sugere que seja errado elimin?-los.

Os pesticidas e herbicidas s?o freq?entemente usados para a destrui??o em massa das popula??es de insetos. Mesmo que isso possa ser defendido com base no principio de autodefesa, todos devem se conscientizar de que o uso de inseticidas causa um impacto destrutivo no meio ambiente ou em outros animais inofensivos, e por fim, ? nossa pr?pria sa?de. Veja a quest?o 59 para mais informa??es sobre o uso de inseticidas.

N?o ? absurdo tentar minimizar o total do sofrimento que nos causamos.
DG

Nos dever?amos come?ar a pensar nas moscas e outros insetos lutando para se libertar de um papel pega-moscas pois h? alternativas mais humanas.
Michael W. Fox (Vice-Presidente da Humane Society of US)

Veja tamb?m: 39 - 40, 59
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42. N?o ? hipocrisia matar e comer plantas?

Seria hipocrisia SE o mesmo crit?rio ou um conjunto de caracter?sticas moralmente relevantes que ? usado para justificar os DA fossem tamb?m aplic?veis ?s plantas.

Os crit?rios citados pelo movimento dos DA s?o "dor e sofrimento" e "capacidade de desfrutar de uma vida". Uma avalia??o de como as plantas se enquadram nesse crit?rio leva ?s seguintes conclus?es:

Primeiro, a ci?ncia de hoje indica que plantas n?o possuem nada que se assemelhe ao sistema nervoso central ou qualquer outro sistema com capacidades t?o complexas quanto a de sofrimento consciente ou de sentir
dor.

Segundo, n?o h? necessidade evolucionaria de plantas sentirem dor. Animais, sendo moveis, se beneficiam da habilidade de sentir dor; plantas n?o. As leis naturais n?o deram origem, assim gratuitamente, a
um mecanismo de possibilidades t?o complexas como a de sentir dor a menos que houvesse um beneficio para a sobreviv?ncia do organismo.

O primeiro aspecto ? explicado em maior detalhe nas quest?es 43 e 44. O argumento geral de hipocrisia ? discutido na quest?o 4.
TA

Veja tamb?m: 4, 39 - 44

43 Mas como voc? pode provar que as plantas n?o sentem dor?

Para que n?o esque?amos de onde o racioc?nio est? partindo, vamos primeiro relembrar a proposta central dos DA.

Como outros animais compartilham conosco certos atributos morais relevantes, nos concedemos direitos a eles. Os dois atributos morais relevantes s?o:
a) nossa capacidade de sentir dor e sofrer, e
b) nossa capacidade de "usufruir a vida", isto ?, de existir de tal maneira que o nosso bem-estar ou mal-estar ? importante para nos.

Ambas essas qualidades requerem a exist?ncia de estados mentais. Tamb?m ? digno de nota que, para falar de "estados mentais" da maneira apropriada, nos devemos considerar que tais estados s?o evidencia de que uma consci?ncia existe.

? insuficiente assinalar estados mentais somente porque um ser aparenta ter um objetivo. V?rios objetos materiais se comportam como se tivessem um objetivo, como veremos a seguir.

Termostatos reagem a varia??es de temperatura no ambiente e respondem de maneira a restaurar o estado inicial "preferido". N?o podemos a partir disso, alegar que os termostatos tem a capacidade
de "sentir" ou "perceber" algum tipo de "dor" t?rmica.

Ent?o como vamos atribuir a exist?ncia de estados mentais a outros seres, ou at? a humanos segundo esse crit?rio? Nos n?o podemos deduzir que algo sente dor simplesmente pela presen?a de um comportamento que funciona em dire??o a um determinado estado preferido. Tampouco pela presen?a de um comportamento que funcione com o sentido de evitar um determinado estimulo - que seria visto
como a causa da dor, no caso do termostato: o desvio da temperatura inicial. Mesmo pondo estes termos entre aspas, n?o evitamos o absurdo desse argumento.

Assim fica claro que o crit?rio baseado nas rea??es de evitar ou se defender de um estimulo n?o ? suficiente e nem necess?rio para se afirmar que um ser ? capaz de ter um estado mental equivalente ?
sentir dor.

A ci?ncia, incluindo as ci?ncias biol?gicas, est?o comprometidas com a postura do materialismo cientifico, ou fisicismo (veja "The Metaphysical Foundations of Modern Science", E. A. Burtt, 1924), isto ?, estas ci?ncias assumem que a mat?ria seria a ?nica coisa existente e que a mat?ria seria o elemento primordial do Universo.

Essa postura n?o impede que se admita a exist?ncia de qualidades como mente, consci?ncia e sensa??o (ou at? mesmo o livre-arb?trio), mas assume que todas essas qualidades s?o dependentes da exist?ncia
da mat?ria organizada de alguma forma.

A grosso modo, ? como dizer que se n?o h? um computador, n?o haver? nada para os programas rodarem. Se n?o h? um c?rebro intacto vivo, n?o haveria mente. Tamb?m deve ser dito que mesmo as teorias contempor?neas do dualismo mente-mat?ria tamb?m assumem que os estados mentais dependem da presen?a de mat?ria organizada.

Para definir o argumento rapidamente, dizemos que as fun??es cognitivas como a consci?ncia e a mente emergem da mat?ria organizada o suficiente para isso.

[Isto, em outras palavras, seria dizer que a ci?ncia parte da suposi??o de que o principio espiritual, se existir, ? originado pela mat?ria. Ou seja, segundo o materialismo cientifico o principio espiritual n?o existiria independente da mat?ria e n?o preexistiria ? mat?ria. Nota do Tradutor]

Do mesmo modo que a respira??o ? uma fun??o de um complexo sistema de ?rg?os referidos como aparelho respirat?rio, assim tamb?m a consci?ncia ? uma fun??o das capacidades de processamento de informa??o imensamente complexas de um sistema nervoso.

Segundo essa vis?o, seria poss?vel, em teoria, que os computadores do futuro, dado um grau suficiente de organiza??o das pecas (mat?ria) e da l?gica de programa??o, poderiam exibir uma consci?ncia ou algo equivalente.

Mesmo que tais computadores n?o existam, sabemos que certos organismos viventes nesse planeta possuem a complexidade necess?ria para a exist?ncia desses estados mentais.

Em teoria, plantas poderiam possuir um estado mental como a dor, mas somente se algum tecido vegetal de alguma planta fosse complexo o bastante para justificar o aparecimento de estados mentais de consci?ncia e dor.

[Em outras palavras, as plantas s?o organismos simples demais para que possamos afirmar que elas tem consci?ncia.
Nota do Tradutor]

N?o h? evidencia morfol?gica de que tal complexidade exista em plantas. Plantas n?o tem estruturas especializadas necess?rias para o surgimento de estados mentais. Isso n?o ? dizer que elas n?o possam exibir rea??es complexas, mas pensar que plantas sentem dor baseando-se nessas rea??es seria extrapolar o
significado delas.

Com rela??o a todos os mam?feros, p?ssaros e r?pteis, nos sabemos que eles possuem uma estrutura neural complexa o suficiente para habilit?-los a sentir dor, al?m da vantagem evolutiva de possuir tais estados de consci?ncia.

Eles possuem ?rg?os sensoriais complexos e especializados, possuem estruturas especializadas de processamento de informa??o e de gera??o de comportamentos baseados nas integra??es, reorganiza??es e representa??es mentais das informa??es obtidas do ambiente externo.

A atribui??o da dor sentida nesses animais est? bem justificada. Mas, n?o est? t?o bem justificada para as plantas.
TA

O absurdo (e freq?entemente ingenuidade) daqueles que acreditam que plantas sentem dor podem ser facilmente expostas com as duas quest?es a seguir:
1) Voc? concorda que animais como o c?o e o gato devem receber anestesia antes de uma cirurgia? (a resposta seria sim)
2) Voc? concorda que plantas devam receber anestesia antes de podar?
DG

Veja tamb?m: 42, 44

[PS.: Pessoalmente, acho esse argumento question?vel pois parte do pressuposto de que a postura do materialismo cientifico est? correta.]

44. N?o h? estudos que demonstram que plantas podem gritar, etc.?

Como algo que n?o tem cordas vocais pode gritar? Talvez a quest?o seja se as plantas tem alguma maneira de expressar sentimentos ou emo??es. Essa no??o foi popularizada pelo livro "The Secret Life of Plants", escrito por Tompkins e Bird em 1972. O livro descreve "experimentos" nos quais se alega que as plantas responderam ? ferimentos e at? mesmo aos pensamentos e emo??es dos humanos envolvidos. As respostas
consistiam de mudan?as na condutividade el?trica de suas folhas.

A verdade ? que nada resultou quando se tentaram reproduzir esses experimentos. Para algumas avalia??es sobre o experimento, veja a revista Science, 1975, 189:478 e o The Skeptical Inquirer, 1978, 2(2):57.

Mas e as plantas que respondem ? presen?a de um inseto invasor? Isso significa que as plantas "sentem" dor? Nenhum livro publicado ou artigo em revistas cientificas tem sido citado para apoiar a alega??o de que "plantas sentem dor".

H? dados interessantes sugerindo que as plantas reagem a ferimentos nos tecidos locais e at? mesmo emitem mol?culas que servem para estimular os mecanismos de defesa das plantas vizinhas. Mas isso implica que as plantas sintam dor e sofram? Onde estariam os experimentos repetidos e as cita??es e revis?es da comunidade cientifica sobre esse alegado fato? N?o h? nenhum.

Mas mesmo assim, consideremos a forma da l?gica empregada p?los que defendem a hip?tese de as plantas sentirem dor:

Premissa 1: Plantas respondem ? impress?es "sensoriais".
Premissa 2: Como definido no dicion?rio, qualquer coisa que responde ? impress?es sensoriais ? senciente.
Conclus?o: Plantas s?osencientes.

Premissa 3: Seres sencientes tem consci?ncia de impress?es sensoriais.
Conclus?o 2: Plantas tem consci?ncia de impress?es sensoriais.

Premissa 4: Ser consciente de um estimulo nocivo ? desagrad?vel.
Conclus?o 3: Est?mulos nocivos ?s plantas s?o desagrad?veis, isto ?, dolorosos.

H? um grande desvio l?gico nesse racioc?nio. O significado do termo "senciente" muda da premissa 2 ("responde ? impress?es sensoriais") e a premissa 3 ("consciente de impress?es sensoriais").
Assim, o equivoco no uso da palavra "senciente" ? usado para chegar ? conclus?o 3. Tamb?m houve um equivoco na interpreta??o da palavra "dolorosos" ("desagrad?vel" ? uma coisa diferente de "doloroso").
TA

Se pud?ssemos, s? por um momento, assumir (falsamente) que as plantas sentem dor, poder?amos facilmente alegar que eliminando a cria??o intensiva de animais em fazendas, nos reduzir?amos o total da dor causada ?s plantas, o que leva ? conclus?o ir?nica de que a tese de que as plantas sentem dor confirma a postura de DA. Isso ? discutido em maiores detalhes na quest?o 46.
DG

Veja tamb?m: 42 - 43, 46

45 Mesmo que as plantas n?o sintam dor, voc? n?o as est? privando de suas vidas? Porque isso n?o ? o bastante para conceder status moral ?s plantas?

A filosofia de DA estabelece o respeito somente ?s criaturas sencientes. Plantas s?o apenas algumas das v?rias criaturas viventes e n?o-sencientes. Ser consistente e atribuir status moral ?s plantas levaria uma pessoa a conceder o mesmo status ? toda a vida. Pode-se achar que uma filosofia que abrange toda a vida no planeta seja a melhor, mas a concess?o de status moral ? todas as criaturas viventes leva a pontos de vista implaus?veis.

Por exemplo, a preocupa??o com a vida levaria algu?m a se opor ? distribui??o de espermicidas, at? mesmo em casos de superpopula??o. A moralidade de qualquer relacionamento sexual poderia ser questionada tamb?m, j? que milhares de c?lulas de esperma morrem em cada ato. Tamb?m, a imensa variedade de formas de vida cria dificuldades, como por exemplo, no caso dos v?rus de computador, que alguns poderiam dizer que est?o "vivos". Algu?m poderia conced?-los status moral?

H? quest?es at? mesmo no caso das plantas. O uso de herbicidas em um jardim seria defendido. E se matar plantas ? errado, porque meramente pod?-las n?o seria errado tamb?m?

Os problemas levantados acima n?o s?o tentativas de desencorajar esfor?os para o desenvolvimento de uma ?tica do meio ambiente global. Apenas apontamos que conceder status moral a todas as criaturas viventes ? dificultoso.

Contudo, algumas pessoas tentam, de fato, argumentar que tirar a vida de um ser ? algo que deveria ser minimizado na medida do poss?vel e isso constitui um tipo de status moral concedido ?
vida.

? o interessante ? que tal vis?o, longe de ser contra a proposta dos DA, na verdade ap?ia ela. Para entender o porque veja a quest?o 46.
AECW

Veja tamb?m: 46, 59

46. N?o seria melhor comer os animais, assim sacrificar?amos um menor numero de seres vivos.

H? dois problemas com essa afirma??o. Primeiro, assume-se que dev?amos minimizar a matan?a, mas como explicado na quest?o 18, a morte n?o ? a preocupa??o central dos DA. Em vez disso, a proposta dos DA se preocupa com a dor e o sofrimento, nenhum dos quais pode ser atribu?do ?s plantas.

Segundo, a pessoa se esquece que o gado deve ser alimentado com plantas, e assim o consumo de animais ? na verdade o consumo de vegetais processados atrav?s dos animais. O problema disso ? que passar vegetais p?los animais antes de comermos (sob a forma de carne animal), ? um processo totalmente ineficiente com perdas t?picas de 80 a 90% de energia. Assim, pode se dizer que se a preocupa??o ? com a matan?a por si, a dieta vegetariana ainda ? a prefer?vel (pelo menos sob o paradigma atual de cria??o e engorda de gado).
DG

Veja tamb?m: 18, 28, 45

47. A natureza ? continua e isso significa que n?o se pode definir um limite de que animais devemos conceder direitos. O seu limite n?o ? melhor do que o meu limite.

A maioria das pessoas aceita que a diversidade da natureza constitui um continuo. Darwin declarou que as diferen?as s?o de grau e n?o de tipo. O que devemos nos preocupar ? com a cren?a de que n?o se pode definir um limite de at? onde devemos conceder direitos.

Por exemplo, mesmo que haja um continuo quanto ao uso da forca, desde o tratamento da m?e com o beb? at? o tratamento infernal dado em campos de concentra??o, fica evidente que os direitos humanos est?o sendo violados em um caso e no outro n?o. As pessoas sabem que h? um ponto no meio entre os dois
extremos.

Da mesma maneira, mesmo que as qualidades relevantes para a atribui??o de direitos sejam encontradas em diferentes medidas no reino animal, podemos definir um limite a partir de um certo ponto.

A sociedade age da mesma maneira hoje em dia quando define esse limite incluindo somente os humanos. Tal limite n?o pode ser defendido logicamente se existem algumas criaturas abaixo do limite que possuem as qualidades relevantes at? em maior grau do que os humanos (por exemplo, um chimpanz?' adulto teria uma vida mental de maior grau do que a de um humano em coma, mas mesmo assim a sociedade protege somente o humano da experimenta??o medica). Portanto, qualquer limite que seja definido, ele deve incluir alguns animais n?o humanos na concess?o de direitos.

Mais ainda, a dificuldade de estabelecer um limite n?o justifica que estabele?amos um limite incorreto. Ao contr?rio, essa dificuldade significa que, do ponto de vista ?tico, o limite deve ser tra?ado:
a) cuidadosamente,
b) para baixo em caso de duvidas.

O limite definido p?los oponentes dos DA viola princ?pios morais tidos como cr?ticos para a viabilidade de qualquer sistema ?tico, e devido a alguns n?o-humanos possu?rem caracter?sticas moralmente relevantes em compara??o com alguns humanos, devemos chegar a conclus?o que a situa??o atual n?o atende nenhum dos requisitos e que devemos progredir em dire??o ? uma vis?o moral que engloba tanto criaturas humanas quanto criaturas n?o-humanas.

Em adi??o a isto, deve ser notado que quando ? tra?ado um novo limite mais de acordo com a moral, n?o devemos nos sentir justificados em explorar ou destruir os seres que estiverem abaixo desse limite. ? desej?vel que tenhamos uma postura moral que preste considera??o aos interesses e bem-estar de todas as criaturas, sejam elas portadoras de direitos ou n?o.
AECW

A id?ia de que o continuo da natureza torna imposs?vel a defini??o de um limite a quem dar direitos ? facilmente refutada. Por exemplo, a concentra??o de ?lcool no sangue ? um continuo de zero a 100%, mas a sociedade define o limite em 0,10% para caracterizar um motorista alcoolizado, e isso ? tremendamente
mais sensato do que definir um limite em 0,00000001%.
DG

Veja tamb?m: 22, 39 - 41

ANIMAIS EM FAZENDAS

48. Os animais s?o abatidos t?o rapidamente que eles n?o sentem nenhuma dor e nem sabem que est?o sendo mortos. O que h? de errado em fazer isso?

Essa opini?o s? pode ser aceita por aqueles que ainda n?o tomaram conhecimento dos m?todos modernos de produ??o de carne. Muito estresse ocorre durante o transporte no qual milh?es de animais morrem miseravelmente a cada ano. E o m?todo de linha de produ??o aplicado ao processo de abate e corte faz com que os animais lutem por suas vidas ? medida que eles sentem a agonia do medo da morte. Somente as pessoas que nunca viram o processo de abate poderiam dizer que esses animais n?o sentem dor ou n?o est?o cientes de que est?o sendo mortos.

Uma das coisas que muitas pessoas desconhecem ? que as aves de consumo n?o recebem os benef?cios de um tratamento humano. As galinhas poedeiras n?o s?o atordoadas antes do corte. Igualmente para os animais destinados ? comida Kosher (veja a quest?o 49).

Mas mesmo que nenhum sofrimento existisse, a matan?a de animais sens?veis e inteligentes em grande escala (mais de 6 bilh?es a cada ano s? nos EUA) n?o pode ser considerada moralmente correta, especialmente sabendo que hoje em dia j? foi demonstrado que comer carne animal, al?m de desnecess?rio, ? prejudicial ?s pessoas. Os mam?feros n?o s?o como o milho ou a cenoura.

Trat?-los como se fossem coisas ? perpetuar uma moralidade fraca, a qual ? baseada n?o em racioc?nio, mas em mera tradi??o.
DVH

Mesmo o processo de abate autom?tico n?o ? t?o limpo quanto se imagina. Todos esses m?todos tem dado margem ? duvidas se eles deveriam ser considerados realmente humanos. Por exemplo, considere a eletrocuss?o do animal. Nos damos anest?sicos ?s pessoas que precisam passar pela terapia de eletrochoque devido aos seus efeitos dolorosos. Os animais n?o tem esse beneficio.

Considere a pistola pneum?tica, que requer uma habilidade consider?vel para disparar o proj?til de maneira fatal na cabe?a do animal. Poucos possuem a habilidade necess?ria e v?rios animais sofrem com a inaptid?o com que o processo ? executado.

Considere o abate para os alimentos Kosher, onde o animal ? i?ado e sangrado at? a morte sem anestesia previa. No processo de i?ar um animal pesando centenas de quilos, as juntas s?o rompidas e a morte ? ainda mais dolorosa, lenta e consciente. A id?ia de uma morte limpa e indolor ? uma fantasia pregada por aqueles interessados em continuar essas pr?ticas.
DG

49. O que s?o as granjas industriais e o que h? de errado com elas?

As granjas industriais s?o um processo industrial que aplica a filosofia de produ??o em massa ? cria??o animal. Animais s?o considerados n?o como seres sencientes individuais, mas como meios para um objetivo - ovos, carne, couro, etc. O objetivo ? maximizar a produ??o e lucro.

Os animais s?o manipulados atrav?s de m?todos de cria??o, alimenta??o, confinamento, produtos qu?micos para acelerar a produ??o de ovos, engorda mais r?pida ou produ??o de carne com menos gordura.

Os custos s?o minimizados por meio da reutiliza??o de carca?as em ra??es, economia de espa?o por animal, economia de forragem (que fica amassada e precisa ser limpa), e outras pr?ticas.

A produ??o de ovos ? talvez a forma mais conhecida. As galinhas poedeiras s?o mantidas em gaiolas de tamanho m?nimo, que permite pouco ou nenhum movimento e bloqueia os padr?es de comportamento
naturais. As galinhas tem seus bicos cortados dolorosamente e as vezes s?o tiradas as suas unhas tamb?m para impedir que as galinhas sejam feridas em uma gaiola apertada. N?o h? assoalho nas gaiolas, assim os excrementos caem pela grade em uma calha - portanto, as galinhas ficam em p? em cima do arame da gaiola.

As gaiolas s?o empilhadas umas em cima das outras em fileiras compridas, e s?o mantidas dentro de um galp?o com controle de temperatura. As galinhas s?o ent?o usadas como um mecanismo de transforma??o de ra??o em ovos. Depois de uma vida curta e sofrida, elas s?o processadas para sua carne ou s?o recicladas
(transformadas em ra??o de galinha).

Outra t?cnica t?pica usada em granjas industriais s?o usadas na produ??o de su?nos, onde os animais s?o mantidos em cercados de concreto sem nenhuma forragem de palha ou terra, sem poderem se mover mais do que poucos cent?metros, para assegurar a "melhor" carne de porco. Quando a leitoa d? filhotes, eles ent?o s?o mantidos de tal modo que o ?nico contato entre eles e a m?e s?o pelas tetas.

A produ??o de vitela obedece a um processo de confinamento similar. Os bezerros s?o mantidos em caixas estreitas que os impedem de virar; eles s?' podem ficar em p? ou se deitar. Eles s?o mantidos no escuro sem nenhum contato com outros animais.

As granjas industriais ultrajam as pessoas por causa do tratamento que ? dado aos animais; eles s?o mantidos em condi??es n?o-naturais em termos de espa?o, comportamento e intera??es com outros animais.
Manter animais nessas circunstancias n?o ? cruel apenas com os animais, mas extrai toda a humanidade daqueles envolvidos, tanto no processo de produ??o como de consumo.

Tamb?m, o uso de produtos qu?micos, farmac?uticos e horm?nios para maximizar a produtividade, acelerar a produ??o e reduzir os problemas de sa?de freq?entes em animais expostos ? condi??es t?o extremas, podem prejudicar a sa?de dos consumidores humanos.
JK

Veja tamb?m: 12, 14, 32, 48, 50

50 Mas o gado n?o pode ser criado em granjas industriais, ent?o eu posso comer carne de vaca, certo?

Ainda hoje em dia, a cria??o de gado n?o chegou aos extremos infligidos a outros animais - as vacas ainda pastam. Contudo, os capit?es da industria da carne est?o sempre considerando novas possibilidades de estenderem suas t?cnicas, ? medida que a tradicional pequena fazenda se torna uma mem?ria de tempos
antigos e a cria??o de gado se torna uma industria maior e mais complexa, competindo pelo capital tanto dos consumidores quanto dos investidores.

As praticas de cria??o de gado como a concentra??o de reses em ?reas de engorda, suplementa??o da dieta e controle de crescimento j? est?o sendo implementados. Prev?-se que outras t?cnicas sejam introduzidas com o tempo.

No entanto, como foi discutido na quest?o 49, n?o ? apenas o m?todo de cria??o que ? preocupante. O transporte at? o abatedouro, que normalmente ? uma longa jornada em condi??es abarrotadas sem acesso ? comida e nem ?gua, e a espera no abatedouro seguido do processo de abate s?o por si pr?prios brutais e prejudiciais a qualquer ser vivente.

E o processo de abate n?o ? sempre limpo ou indolor (veja a quest?o 48).
JK

Nos desafiamos a alega??o de que o gado n?o pode ser criado em granjas industriais; simplesmente isso n?o ? verdade. Mesmo que fosse, tampouco justificaria matarmos e comermos vacas.

Uma vis?o abrangente das granjas industriais inclui as praticas que for?am adapta??es (atrav?s da cria??o) que aumentam a "produtividade" por animal. Tais aumentos em produtividade s?o quase sempre ?s custas de maior sofrimento dos animais em quest?o. Essa vis?o abrangente certamente inclui o gado bovino, ambos criados para carne e para leite. A cria??o de vitelas ? uma pratica de granjas industriais. David Cowles-Hamar a descreve como segue:

"Os bezerros s?o mantidos em isolamento em caixas de 1,5 x 0,6 m dentro das quais eles n?o podem nem mesmo se virar. Eles s?o mantidos no escuro a maior parte do tempo. As caixas n?o s?o forradas (para evitar que eles a comam a palha) e sua dieta ? apenas um liquido sem ferro nem fibras para manter sua carne
an?mica e p?lida. Depois de 3 a 5 meses eles s?o abatidos."

As fazendas de leite tamb?m s?o consideradas granjas industriais. Aqui v?o alguns fatos importantes:

- Bezerros s?o tirados da m?e com 1 a 3 dias causando afli??o terr?vel a ambos bezerro e vaca; v?rios dos bezerros v?o para a produ??o de vitelas.

- Mais de 170.000 bezerros morrem a cada ano, s?' nos EUA, devido a praticas deficientes de agricultura e maus tratos nos mercados.

- As vacas s?o ordenhadas por 10 meses e s?o forcadas a produzir 10 vezes o leite que um bezerro normalmente consumiria.

A freq?ente inflama??o das tetas, conhecida como mastite, ? o resultado mais comum disso. - Vacas s?o alimentadas com uma dieta com alto teor de prote?nas para aumentar a produ??o; mas mesmo isso as vezes n?o ? o bastante e o organismo bovino ? forcado a metabolizar seus tecidos, levando ? acidose e a conseq?ente fraqueza. Cerca de 25% das vacas s?o acometidas desses problemas. - Em cerca de 5 anos de idade, a vaca ? dita "gasta" e exaurida, e vai para o abate. A vida normal de uma vaca seria 20 anos.

Enfim, n?o podemos aceitar que se n?o fosse poss?vel criar gado ao estilo das granjas industriais, isso seria justificativa para mat?-lo e com?-lo. David Cowles-Hamar explica da seguinte maneira:
"A id?ia de que animais deveriam pagar por sua liberdade com sua vida ? uma sandice moral".
DG

Veja tamb?m: 14, 48 - 49

51. Mas n?o ? verdade que as vacas n?o produziriam leite e as galinhas n?o poriam ovos se n?o estivessem contentes?

Isso n?o ? verdade. A lacta??o ? uma resposta fisiol?gica que se segue ao dar nascimento a prole. A vaca n?o pode evitar dar leite da mesma forma que ela n?o pode evitar a produ??o de urina. O mesmo ? verdade para as galinhas e a ovula??o; a postura de ovos ? manipulada com a cria??o seletiva de galinhas, com condi??es cuidadosamente reguladas que simulam uma esta??o de ver?o continua, e com uma dieta controlada.

Para entender isso ainda melhor, considere que nas ultimas 5 d?cadas, as condi??es em que as galinhas vem sendo mantidas se tornaram cada vez menos naturais e mais confinadas (veja a quest?o 49), e ainda assim a produ??o de ovos aumentou v?rias vezes. As galinhas v?o continuar a por ovos mesmo quando
feridas seriamente; elas n?o conseguem evitar.
DG

Veja tamb?m: 49, 52, 55

52. As galinhas p?em ovos n?o fertilizados que se n?o fossem aproveitados seriam desperdi?ados.
-----------------------
Sim, mas n?o h? justificativa para impor um regime b?rbaro e cruel nas galinhas projetado para aumentar artificialmente sua produ??o de ovos. Se a pessoa estiver imaginando que ? moralmente correto usar os ovos postos por galinhas criadas soltas, a verdade ? que a produ??o de ovos n?o ? t?o paradis?aca como alguns imaginam (veja a quest?o 55). Tamb?m, esse tipo de produ??o de ovos s?' pode atender a uma fra??o m?nima da demanda atual.
DG

Veja tamb?m: 49, 51, 55

53 Mas n?o ? verdade que de outra maneira os animais n?o teriam vida melhor?

Se algu?m criasse uma ra?a de humanos para a escravid?o, as pessoas aceitaria essa desculpa de que os escravos n?o saberiam que existe uma vida melhor? A verdade ? que EXISTE vida melhor, e esses animais est?o sendo impedidos de viv?-la.
DG

N?o ter conhecido nada melhor n?o alivia os sofrimentos do animal. Seus instintos fundamentais permanecem e a frustra??o desses instintos ? uma grande parte de seu sofrimento. H? muitos exemplos: a vaca leiteira que nunca poder? criar seus bezerros, a galinha poedeira que nunca poder? ciscar ou abrir suas asas, a
leitoa que nunca poder? construir seu ninho ou fu?ar por comida, etc. De qualquer maneira, os humanos frustram o desejo mais fundamental de todos - o de viver.
David Cowles-Hamar

54. Os fazendeiros e os habitantes da roca n?o sabem mais que os habitantes da cidade sobre como tratar os animais?

Esse argumento ? freq?entemente usado pelos fazendeiros (e seus familiares). Tipicamente, eles alegam que, em virtude de estarem pr?ximos de seus animais na fazenda, eles possuiriam algum conhecimento especial.

Quando se pede que eles apresentem seu conhecimento, para justificar a explora??o que fazem dos animais ou para desmentir a dor e sofrimento dos animais, somente apresentam os mesmos argumentos cansativos que j? tem sido endere?ados nesta lista de perguntas e respostas. Em suma, esse "conhecimento especial"
n?o existe.

Tamb?m vale lembrar que esses fazendeiros que exploram os animais tem um forte interesse na continuidade de suas praticas. Algu?m poderia acreditar que um dono de industria de corte de arvores saberia melhor que os outros, como as florestas deveriam ser tratadas?

Tecnicamente, esse argumento ? um exemplo de "sofisma gen?tico". Id?ias deveriam ser avaliadas por seus pr?prios termos e n?o quanto a quem originou a id?ia.
DG

55. N?o seria justific?vel comer produtos de animais criados soltos (free-range ou org?nico)?

O termo "org?nico" ou "free-range" ? usado para indicar um m?todo de produ??o no qual os animais (alegadamente) n?o seriam produzidos com os m?todos das granjas industriais, mas em vez disso, seriam dadas as condi??es para que eles expressassem seu comportamento natural por completo. Algumas pessoas julgam dessa forma que esses produtos seriam eticamente aceit?veis.

H? dois problemas a serem considerados: primeiro, onde os animais criados organicamente s?o abatidos, e segundo, onde e como os produtos s?o extra?dos dos animais (ovos e leite)?

? comum em ambos os casos que se escondam suas condi??es por meio do rotulo "org?nico". Muito do que se passa por "org?nico" n?o ? melhor que o que ? feito nas granjas industriais; uma visita a uma "fazenda de ovos org?nicos" torna isso obvio (veja coment?rios de MT abaixo).

Nutricionalmente, os produtos animais "org?nicos" n?o s?o melhores do que os equivalentes produzidos pelas fazendas- fabricas, os quais contribuem ou s?o respons?veis por uma lista de doen?as bem extensa.

Para o caso de animais criados soltos mas abatidos para o uso, devemos perguntar o porqu? de um animal criado solto ser mais merecedor de uma morte in?til do que outro animal? Ao longo desta lista, nos temos argumentado que os animais tem direito de viver livres da brutalidade humana. Essa brutalidade n?o pode ser
desculpada por concedermos uma vida curta mais feliz. David Cowles-Hamar explica isso da seguinte maneira: "A id?ia de que animais deveriam pagar por sua liberdade com suas vidas ? uma sandice moral".

Uma outra coisa a pensar ? sobre o casal descrito no fim da quest?o 13. Se seus bebes s?o criados "organicamente" ou soltos, ent?o seria justific?vel "abat?-los"?

Para o caso dos produtos de animais criados soltos, podemos identificar pelo menos 4 problemas:
1) continua sendo um uso ineficiente de recursos aliment?cios,
2) continua sendo uma atividade prejudicial ao meio ambiente,
3) animais s?o mortos t?o logo se tornem "improdutivos",
4) os animais devem ser substitu?dos; os machos n?o- reprodutivos s?o mortos ou v?o para as granjas industriais (o pior exemplo disso ? o destino dos bezerros machos nascidos de vacas leiteiras; v?rios v?o para a produ??o de vitela).
BRO

O que h? de errado com os ovos org?nicos de galinhas criadas soltas? Para obter as galinhas poedeiras voc? deve ter ovos f?rteis e metade dos ovos s?o de pintos machos. Esses s?o mortos instantes depois que nascem (por g?s venenoso, esmagamento, sufocamento, descompress?o, ou afogamento), ou criados em lojas de animais para o abate ser feito pelo pr?prio consumidor, quando atingirem o peso apropriado.

Ent?o, para cada galinha poedeira criada solta no quintal de uma fazenda, um galo nascido da mesma leva est? sofrendo em um galp?o de aves para abate ou j? foi morto ou jogado fora para morrer no lixo. E quem acha que a galinha escolheria ter que pagar sua estadia na fazenda com um ovo inf?rtil por dia? Todos os anos, s?' na Inglaterra, mais de 35 milh?es de pintos machos com um dia de idade s?o mortos. Eles s?o usados principalmente como fertilizante ou jogados nos "lix?es" das cidades.

As galinhas s?o abatidas assim que sua produ??o cai (normalmente depois de 2 anos; sua vida natural ? de 5 a 7 anos). Tamb?m, v?rios produtores classificados como "org?nicos" ou "free-range" n?o o s?o realmente. Eles tem apenas grandes galp?es com portas para fora e como a comida e a ilumina??o est?o dentro, as galinhas raramente se aventuram fora dos galp?es.
MT

Veja tamb?m: 13, 49 - 50, 52

56 H? alguma coisa errada em consumir mel?

Abelhas morrem na produ??o de mel, e no pior caso, a colm?ia inteira pode ser destru?da se o apicultor n?o estiver disposto a proteg?-las em caso de clima frio ou frente fria.

N?o ? todo apicultor que faz isso, mas a pratica comum ? que se considera todos os seres viventes como objetos meramente materiais que n?o tem valor intr?nseco por si pr?prios al?m do valor comercial nos pudermos extrair deles.

A insemina??o artificial das abelhas envolvendo a morte do zang?o ? a pratica comum para a gera??o de novas abelhas-rainhas. O m?todo praticado na obten??o de esperma do zang?o ? arrancando a cabe?a do inseto (a decapita??o provoca um impulso el?trico em seu sistema nervoso que causa uma resposta sexual). A parte de baixo do zang?o decapitado ? ent?o espremida para fazer sair o esperma. O liquido resultante ?
colhido em uma seringa hipod?rmica.
MT

[Alguns fatos sobre a apicultura no Brasil s?o que:

1) As abelhas que produzem mel s?o "importadas", ou seja, n?o pertencem a fauna brasileira. Eles tem provocado um enorme impacto na sobreviv?ncia de esp?cies nativas de abelhas e vespas, devido a competi??o por p?len e n?ctar. Talvez muitas dessas esp?cies nativas j? foram extintas devido a gan?ncia dos produtores de mel.

2) Alguns apicultores matam parte dos zang?es, para aumentar a efici?ncia, alegando que os zang?es n?o "trabalham" apenas comem o mel. A ci?ncia ainda n?o descobriu se os zang?es tem alguma fun??o na colm?ia, al?m de fecundar a rainha (o que ocorre uma vez por ano).

3) Dependendo das condi??es clim?ticas, a produ??o de mel pode ser baixa. Nesse caso o apicultor n?o deve retirar todo o mel, pois durante o inverno as abelhas v?o precisar dessa reserva. Entretanto, alguns apicultores gananciosos retiram todo o mel. Resultado: morte na certa de toda a colm?ia durante o inverno ou per?odos de chuvas prolongados.

4) Para perpetua??o da esp?cie, as abelhas costumam criar uma nova rainha (ou melhor, uma princesa). Isso ocorre no final do inverno. Ent?o, a princesa pode tornar-se a nova rainha da colm?ia, expulsando a atual ocupante do trono, ou pode migrar. Nas duas situa??es elas levam consigo simpatizantes, ou seja, uma boa
parte da popula??o da colm?ia. Resultado: menos abelhas oper?rias, menor produ??o de mel. Solu??o de alguns apicultores: matar a princesa, quando esta ainda est? na forma larval (que ? facilmente identific?vel). Em agosto ? o m?s de revistar as colm?ias para ca?ar as princesinhas (em forma de larva).

5) Em 1999, apareceu no Brasil uma nova t?cnica para produ??o de p?len (que tem uma vem tendo uma demanda crescente no mercado). Eles for?am (artificialmente) as abelhas a extra?rem apenas o p?len das flores (as abelhas necessitam do p?len e do n?ctar: o p?len ? a fonte de prote?na e o n?ctar, que resulta no mel, ? a fonte energ?tica). Resultado: num raio de 8 km, que ? o alcance das abelhas africanizadas, as abelhas extraem todo o p?len existente nas flores, fazendo com que todas as outras esp?cies de insetos que necessitam de p?len morram do fome, incluindo as abelhas africanizadas de outros apicultores vizinhos
que produzem mel da maneira tradicional.

6) No meio da floresta h? muitos animais silvestres que se alimentam de mel e abelhas. Exemplo: tatus e iraras. H? apicultores que instalam armadilhas, capturam e matam estes mam?feros, alegando preju?zos.

Germano Woehl Jr.]

Veja tamb?m: 22, 39 - 41

57 Os m?todos de colheita, transporte, etc. da agricultura n?o causa a morte de alguns animais?

O racioc?nio de quem pergunta isso provavelmente ? de que j? que nas atividades de agricultura executamos a??es que podem resultar em mortes de animais, n?o dever?amos condenar a??es como a cria??o e o abate de animais porque elas seriam para a produ??o de alimentos. Como confrontar esse argumento?

? claro que algumas mortes acidentais e n?o-intencionadas de animais podem resultar das praticas de agricultura. Tamb?m ? ainda mais claro que a pecu?ria tamb?m produz mortes.

O motivo para se aceitar a??es que levam a mortes acidentais n?o implica em aceitarmos a??es que levam a mortes intencionais. Um meio poss?vel de medir a intencionalidade ? perguntar se o sucesso de uma a??o ? medida pela extens?o de seu resultado. No nosso caso, o sucesso da agricultura n?o ? medido pelo numero de mortes acidentais, enquanto o sucesso da pecu?ria ? medido pelo numero de animais produzidos para abate e consumo.

Tendo demonstrado que n?o h? como justificar algo intencional baseado em algo acidental, podemos at? mesmo questionar o que pode justificar as mortes acidentais. Devemos notar que a quest?o n?o ? especifica de DA, mas se aplica ? moralidade geral.

A resposta b?sica ? que os direitos dos inocentes podem ser violados em certas circunstancias. Se os direitos estiverem genuinamente em conflito, um principio razo?vel ? violar os direitos da minoria para atender os direitos da maioria. Contudo, quando se faz tal resolu??o atendendo ? maioria, h? a responsabilidade de assegurar que o preju?zo para a minoria seja minimizado.

Certamente, a agricultura ? prefer?vel ? pecu?ria nessa quest?o, pois h? mais danos acidentais devido ao numero muito maior de planta??es necess?rias para a pecu?ria (versus plantar para alimentar a popula??o diretamente com os vegetais) e as mortes intencionais dos animais abatidos.

Por fim, algumas pessoas podem argumentar em favor dos m?todos de agricultura org?nica ou m?todos que exijam mais participa??o humana e reduza o numero de animais acidentados. Como algu?m j? disse antes, nos temos a responsabilidade de sobreviver, mas podemos tamb?m sobreviver de maneira respons?vel !
DG

Veja tamb?m: 58 - 59

58. A agricultura moderna requer que tiremos animais de seu habitat para dar espa?o ?s planta??es; isso n?o seria uma viola??o dos direitos dos animais?

Tirar animais de seus habitats para agricultura ? um exemplo em menor grau das a??es discutidas na quest?o 57, a qual lida com a morte de animais resultante de agricultura.

Um tema constante ? que o vegetarianismo em vez do consumo de carne, e agricultura em vez de pecu?ria, tendem a minimizar o sofrimento total. Por exemplo, mais terras s?o necess?rias para abastecer a produ??o animal do que para abastecer o consumo humano direto de vegetais para a mesma capacidade nutricional. Assim, a produ??o animal causa maiores danos ? vida selvagem que a agricultura para consumo humano. Hoje em dia n?o temos como eliminar os efeitos adversos, mas podemos tentar minimiz?-los.
DG

Veja tamb?m: 57, 59

59. Os fazendeiros n?o podem combater as pestes e pragas (insetos e mam?feros predadores das plantas de cultivo)?

Poder?amos simplesmente dizer que menos pestes ter?o que ser combatidas tendo uma dieta vegetariana e que a matan?a n?o ser? necess?ria para o controle de pestes, mas como o assunto ? interessante, responderemos mais por completo.

Essa ? uma quest?o similar ? quest?o 57 no sentido de que a seq??ncia mais prov?vel ? de que a pessoa tente questionar o porqu? de matar pestes por causa de alimento ser mais aceit?vel do que matar animais por alimento.

O que essa quest?o difere da quest?o 57 ? que as mortes dos animais (nesse caso, as pestes) n?o s?o acidentais porque as pestes s?o combatidas intencionalmente.

Podemos responder a isso de duas maneiras. Primeiro, podemos argumentar que essa morte ? justific?vel, e segundo, podemos argumentar que isso n?o seria necess?rio e deveria ser evitado. Vamos examinar ambas as alternativas.

Tipicamente, nossos sistemas morais permitem que exce??es sejam feitas ao imperativo de n?o prejudicar os outros. A maior dessas exce??es ? a de autodefesa. Se nos somos amea?ados, teremos o direito de usar a forca para resistir ? amea?a.

Na medida que as pestes s?o uma amea?a ao nosso suprimento de alimento, nossos habitats ou nossa sa?de, estaremos justificados em nos defender. Temos a responsabilidade de usar a forca na medida certa, mas ?s vezes isso significa uma a??o fatal para as criaturas que nos amea?am.

Apesar do argumento de autodefesa, a morte das pestes e pragas podem ainda ser vistas como erradas, e nesse caso, podemos afirmar que a agricultura ainda ? prefer?vel ? pecu?ria porque envolve minimizar o necess?rio combate ?s pragas (por raz?es descritas na quest?o 57).

No entanto, talvez prevalecendo sobre esses argumentos, o fato de que o uso de pesticidas, fertilizantes sint?ticos e herbicidas n?o apenas ? desnecess?rio, como extremamente danoso ao planeta, e deveria portanto ser evitado. Vamos primeiro examinar a quest?o da necessidade, seguida da quest?o dos danos ambientais.

David Cowles-Hamar escreveu: "Por milhares de anos, povos de todo o mundo tem usado m?todos de agricultura baseados em ecossistemas naturais onde as popula??es de pestes em potencial s?o auto-
reguladas. Essas id?ias est?o agora sendo exploradas na agricultura org?nica e permacultura".

Michael W. Fox escreveu: "O gerenciamento de pestes integrado e melhor conserva??o das ?reas selvagens ao redor das terras de cultivo, para permitir que os predadores naturais possam se incumbir das pestes, s?o melhores alternativas, do ponto de vista ambiental, do que o uso continuo de pesticidas".

A verdade ? que h? alternativas efetivas para o combate com o uso de agrot?xicos. Al?m dos m?todos de cultivo descritos acima, v?rios problemas de pragas podem ser prevenidos, e isso certamente ? a melhor abordagem.

Por exemplo, algumas das maiores pestes s?o o resultado da introdu??o humana acidental ou intencional de animais em um habitat onde n?o h? predadores que ajudem a controlar sua popula??o. Teremos que ser mais cuidadosos a respeito disso.

Um outro exemplo ? o uso de raticidas. Uma abordagem mais efetiva e menos danosa para o meio ambiente seria manter os lugares limpos, tapar os buracos e usar armadilhas de aprisionamento n?o-letais para posterior devolu??o ao habitat selvagem.

Os efeitos do uso intensivo de agroqu?micos no meio ambiente s?o muito s?rios. Ele resulta em polui??o dos len??is aqu?ticos. Ele resulta nas mortes colaterais de esp?cies ben?ficas e inofensivas. O desenvolvimento eventual de pragas mais resistentes requer o uso de qu?micos ainda mais fortes com efeitos ainda mais s?rios sobre o meio ambiente.

Os agrot?xicos ficam normalmente mais concentrados nos produtos animais do que nos vegetais. Assim, em defesa esclarecida do nosso pr?prio interesse, dever?amos substituir o consumo de animais ! E as culturas org?nicas e alternativas correlatas substituiriam os agrot?xicos em favor de m?todos mais naturais e sustent?veis.
DG

[Permacultura ? uma nova vis?o da agricultura comum, em que um dos objetivos ? a redu??o total do desperd?cio de energia e materiais, tanto humanos quanto ambientais. Seu objetivo ? projetar ou criar
sistemas que imitem a natureza, que contenha e decomponha todos os subprodutos e transforme problemas em solu??es. A palavra permacultura foi inventada por Bill Mollison e David Holmgren em 1978 e divulgada em seu livro "Permaculture One". Foi formada das palavras "permanente" e "agricultura" e em sua origem
significava agricultura permanente, e mais tarde evoluiu para englobar as estrat?gias para uma agricultura mais permanente, isto ?, uma agricultura que fosse sustent?vel. Para conhecer mais visite as paginas a seguir:
www.ozemail.com.au/~askpv/Pm-intro.htm csf.colorado.edu/perma/yankee_intro.html
Nota do Tradutor]

Veja tamb?m: 57 - 58

COURO, PELES E A MODA

60 O que h? de errado com o couro e como podemos evit?-lo?

A maioria dos artigos de couro s?o feitos de subprodutos dos abatedouros, e outros s?o produzidos, isto ?, o animal ? criado e morto somente para extrair sua pele. Assim, a compra de produtos de couro contribui para os lucros desses estabelecimentos e tamb?m aumenta a demanda nos abatedouros.

A edi??o de Novembro/Dezembro de 1991 do Vegetarian Journal constava do seguinte texto: "Sob o aspecto do meio ambiente, o processo de transformar a pele dos animais em couro ? uma pratica poluente com alto gasto de energia. Basicamente, a produ??o de couro envolve deix?-lo absorver produtos qu?micos, curtir, tingir, secar e retocar.

Mais de 95% do couro produzido apenas nos EUA ? curtido com cromo. Os dejetos que precisam ser tratados s?o relacionados ao processo de absor??o e curtimento. Todos os dejetos contendo cromo s?o
considerados perigosos pelas agencias governamentais de prote??o ambiental.

V?rios outros poluentes usados no processamento do couro est?o associados com riscos de sa?de e ambientais. Tamb?m, muitos pensariam que o couro ? biodegrad?vel, mas a fun??o primaria do agente usado
no curtimento ? estabilizar as fibras de col?geno e prote?na de modo que o couro deixa de ser biodegrad?vel."
MT

Para alternativas ao uso do couro, consulte a lista de perguntas e respostas sobre Alternativas ao Couro (Leather Alternatives FAQ) mantida por Tom Swiss (tms@tis.com).
DG

[A lista de perguntas e respostas sobre Alternativas ao Couro pode ser encontrada nas seguintes paginas:
www.bcpl.net/~tms/leathe...natives.html
arrs.envirolink.org/Faqs+Ref...ther.html
www.cat.pdx.edu/~alf/html/...er-alt.html

E h? ainda outra lista mantida por Michael Keevican e Sina Arnold na seguinte p?gina: www.vrg.org/nutshell/leather.htm
Nota do Tradutor]

61. Posso aceitar que o uso de armadilhas ? imoral, mas e as fazendas de cria??o de animais para pele?

Deixando de lado o fato de que os animais sacrificam suas vidas s? pela vaidade humana, ainda temos v?rias obje??es ? cria??o de animais para peles. Um engano freq?ente ? pensar que os animais n?o sofrem nas fazendas de cria??o de animais para peles.

Isso ? completamente falso. Esses animais sofrem uma vida de mis?rias e frustra??o, privados de suas necessidades mais b?sicas. Eles s?o mantidos em min?sculas gaiolas de arame sujas e abarrotadas. s?o desnutridos, sofrem doen?as contagiosas e s?o expostos a um tremendo stress.

Nestas fazendas, os animais s?o forcados a suprimir seus instintos naturais. Castores, que vivem na ?gua, s?o obrigados a viver em ch?o de cimento. Minks (que s?o usados nos casacos de "vison") tamb?m passam a maior parte do tempo na ?gua, seu habitat natural, o que mant?m sua saliva??o, respira??o e temperatura
corporal estabilizada. Tamb?m s?o, por natureza, animais solit?rios. No entanto, nestas fazendas, eles s?o forcados a viver em contato pr?ximo com outros animais. Freq?entemente, isso acarreta comportamento destrutivo, mordendo-se uns aos outros. ?s vezes chegam at? ao canibalismo.

Os m?todos usados nestas fazendas n?o refletem os interesses e bem-estar dos animais, mas sim o interesse prim?rio do peleteiro: o lucro. O fim do sofrimento destes animais chega com a morte, a qual, para preservar a qualidade da pele, ? infligida com crueldade e brutalidade extremas. A fuma?a de motores de autom?vel ? bombeada em uma caixa contendo os animais. Essa fuma?a n?o ? sempre letal, e os animais ?s vezes se contorcem de dor ? medida que sua pele ? arrancada enquanto vivos.

Uma outra pratica de execu??o, normalmente usada em animais maiores, ? a eletrocuss?o. Os peleteiros prendem grampos aos l?bios do animal e inserem hastes de metal em seu anus. O animal ? ent?o eletrocutado. Tamb?m s?o usadas c?meras de descompress?o, torcedura do pesco?o e envenenamento.

A cria??o de animais pelos humanos com um prop?sito especifico n?o podem desculpar uma vida inteira de sofrimento e dor que esses animais suportam.
JLS

Crueldade ? uma moda que devemos deixar passar.
Rue McClanahan (atriz)

A impiedade com que sacrificamos nosso senso de dec?ncia para maximizar os lucros na cria??o de animais define um mesmo padr?o de crueldade contra os pr?prios humanos.
Jonathan Kozol (escritor)

Veja tamb?m: 12, 14, 48 - 49

62. O que h? de errado com a seda, a l? e os travesseiros com penas (geralmente de ganso)?

O que est? errado com a l?? Cientistas ao longo dos anos tem criado uma ovelha, a ra?a Merino, que tem a pele exageradamente enrugada. Quanto mais rugas, mais l?.

Infelizmente, grandes lucros s?o raramente em favor dos interesses da ovelha. Na Austr?lia, peles mais enrugadas significam mais suor e maior suscetibilidade aos ataques das moscas, uma condi??o horr?vel que resulta da infesta??o de larvas nas dobras da pele super-enrugada da ovelha. Para contrabalan?ar isso, os
fazendeiros executam uma opera??o sem anestesia, na qual s?o cortadas se??es da pele em volta do anus, deixando uma ferida dolorosa e ensang?entada.

Sem a interfer?ncia humana, as ovelhas cresceriam l? o bastante para se protegerem do tempo, mas as t?cnicas de cria??o cientifica asseguraram que esses animais se tornassem aberra??es produtoras de l?.

Sua sobrecarga artificial de l? (normalmente metade de seu peso corporal) traz um sofrimento adicional durante os meses de ver?o, quando elas morrem freq?entemente de calor.

Tamb?m, um milh?o de ovelhas morrem a cada ano, apenas na Austr?lia, de exposi??o ao frio depois de serem tosquiadas. Cada ano, na Austr?lia, 10 milh?es de cordeiros morrem antes de completar alguns dias de idade. Isso acontece devido ao numero incontrol?vel de ovelhas em rela??o ao numero de tratadores. Da l? inglesa, 27% ? "l? de pele", que ? puxada da pele dos cordeiros e ovelhas abatidos.

O que est? errado com a seda? ? a pratica de ferver os casulos que ainda contem a larva viva da mariposa, para obter a seda. Isso produz linhas de seda mais compridas do que se a larva fosse permitida sair do casulo. O bicho-da-seda pode sentir dor, recua e se contorce quando ferida.

O que h? de errado com os estofamentos a base de penas de ganso? O processo de arrancar as penas do ganso vivo ? generalizado. As aves aterrorizadas s?o levantadas pelo pesco?o, com suas pernas amarradas, e ent?o s?o arrancadas todas suas penas. Os gansos tem de suportar a dor dos ferimentos e depois de sua prova??o, s?o atirados para perto das outras vitimas at? que chegue novamente sua vez. Essa tortura que ? descrita como "extremamente cruel" pelos cirurgi?es veterin?rios, e at? mesmo os pr?prios criadores de gansos, come?a quando o ganso tem apenas 8 semanas de vida. ? ent?o repetida em intervalos de 8
semanas por 2 ou mais vezes e depois as aves s?o abatidas.

As aves mais "sortudas" s?o depenadas mortas, isto ?, s?o abatidas primeiro e ent?o depenadas.
MT

CA?A E PESCA

63. Nos humanos somos ca?adores/coletores naturais; voc? n?o est? tentando reprimir um comportamento natural do ser humano?

Sim. Se n?o reprim?ssemos certos "comportamentos naturais" n?o ter?amos uma sociedade civilizada. Considere que ca?ar qualquer coisa que se move (ex.: o cachorro ou o cavalo do vizinho) e pegar qualquer coisa que se deseje (ex.: o carro ou o dinheiro do vizinho) seriam uma express?o do comportamento natural humano.

At? mesmo a satisfa??o desmedida dos apetites sexuais ou ferir uma pessoa em um acesso de f?ria ou inveja seriam comportamentos naturais. Em uma sociedade civilizada, nos restringimos nossos impulsos naturais de duas maneiras: as leis escritas do pais e as leis n?o-escritas da moralidade. E isso se aplica a ca?ar. ? ilegal em v?rios lugares do mundo e muitas pessoas consideram a ca?a por esporte uma coisa imoral.
DVH

V?rias pessoas questionariam essa suposi??o de que humanos s?o ca?adores naturais. Em v?rias sociedades, as pessoas vivem bem e contentes sem ca?ar. Na nossa pr?pria sociedade, a maioria n?o ca?a, n?o porque estejam reprimindo sua natureza - simplesmente n?o h? desejo ou vontade de ca?ar. Aqueles povos que ca?am freq?entemente demonstram alguns conflitos ?ntimos a esse respeito, como fica evidenciado nos mitos e rituais que servem para legitimar a ca?a, purificar o ca?ador, etc. ... Isso sugere que ca?ar n?o ? algo natural, mas algo que vai contra uma parte mais profunda da nossa natureza que ? o desejo de n?o ferir.
BL

"The squirrel that you kill in jest, dies in earnest."
Henry David Thoreau (poeta e ensa?sta)

Veja tamb?m: 37, 64 - 67

64 O mundo ? feito de presas e predadores; n?o somos apenas mais um predador?

N?o. Nosso comportamento ? bem pior que o de "apenas mais um predador". Nos matamos os outros n?o apenas para nos alimentarmos, mas tamb?m por esporte (recrea??o!), para a satisfa??o da nossa curiosidade, pela moda, para entretenimento, por conforto e por conveni?ncia.

Nos tamb?m nos matamos uns aos outros por territ?rio, riqueza e poder. Tamb?m torturamos e atormentamos antes de matar. Conduzimos carnificinas de vastas propor??es na terra e nos oceanos. Nenhuma outra esp?cie se comporta de maneira compar?vel e somente os humanos est?o destruindo o equil?brio da natureza.

Ao mesmo tempo, a matan?a de animais n?o-humanos ? tamb?m desnecess?ria, j? que os predadores n?o-humanos matam e consomem apenas o necess?rio para a sua sobreviv?ncia. Eles n?o tem escolha: ou matam ou morrem de fome.

A ?nica coisa que realmente nos separa dos outros animais ? a nossa capacidade moral, e isso tem o potencial de elevar o nosso status acima de o de "apenas mais um predador". Os n?o-humanos n?o possuem essa capacidade, ent?o n?o dever?amos procurar inspira??o ou orienta??o moral com os n?o-humanos.
DVH

Veja tamb?m: 37, 63, 67

65 A ca?a n?o serve para controlar as popula??es de animais silvestres que de outra maneira aumentariam muito?

Ca?adores normalmente afirmam que suas praticas beneficiam suas vitimas. Uma varia??o do tema ? a de que seus atos impedem a superpopula??o, o que salvaria os animais de morrerem de fome ("uma bala limpa na cabe?a ? prefer?vel a morrer lentamente de fome").

A seguir s?o mostrados alguns fatos e quest?es sobre a ca?a e o "controle de popula??o" das esp?cies selvagens que revelam o que realmente acontece.

Os animais mais preferidos para a ca?a, como os cervos, s?o fisiologicamente adaptados para sobreviver ? escassez de comida sazonais. S?o os animais mais jovens que sofrem mais o impacto da fome. Entre adultos, os mais velhos e doentes tamb?m passam fome.

Mas os ca?adores n?o procuram somente esses animais em risco de morrer de fome; em vez disso, eles v?o atras dos animais mais fortes e bonitos (para obter o m?ximo de carne e um trof?u mais atraente). Os ca?adores ent?o invocam as forcas da sele??o natural contra a esp?cie que eles alegam defender.

Os ca?adores restringem suas atividades de ca?a ?quelas esp?cies que s?o atrativas pela sua carne ou como trof?u. Se os ca?adores estivessem realmente preocupados com a prote??o da esp?cie contra a fome, porque eles n?o prestam seu "servi?o" com os gamb?s ou os ratos? E porque a ca?a n?o ? limitada ao per?odo de escassez, se a ca?a como objetivo prevenir contra a fome?

O real motivo para que os cervos n?o sejam ca?ados no inicio da primavera e no fim do inverno - que ? quando a escassez ocorre - ? que as carca?as teriam menos gordura, e portanto, bem menos interessantes para os consumidores de sua carne. Tamb?m, a ca?a seria impopular para os ca?adores devido ? neve, a lama e aos insetos.

As assim chamadas pol?ticas de "controle de popula??o" s?o na verdade programas de elimina??o dos predadores e cria??o artificial de habitats e recursos adicionais para o aumento da popula??o da esp?cie ca?ada. Porque eliminar as esp?cies dos predadores naturais se eles seriam um mecanismo natural e ecologicamente eficiente para o controle da popula??o dos cervos?

Porque tais atividades como queimadas, corte de arvores, desfolia??o qu?mica, inunda??es, e derrubadas s?o empregadas para aumentar a popula??o de animais de ca?a, se a ca?a teria como objetivo a redu??o das popula??es para impedir a fome?

A verdade ? que as agencias de controle tentam obter o m?ximo de animais de ca?a. Os respons?veis pelas agencias e os ca?adores matam de prefer?ncia os animais machos, uma estrat?gia projetada para manter as popula??es em alta. Se a superpopula??o fosse realmente uma preocupa??o deles, eles matariam preferencialmente as f?meas.

Uma outra pratica comum que derruba o sofisma de que as agencias de controle tem como objetivo a redu??o de popula??o para evitar a fome ? a cria??o de animais de ca?a em cativeiro. Por exemplo, no estado de Nova York, o Departamento de Conserva??o Ambiental botem fais?es criados em cativeiro e
ent?o os solta em ?reas freq?entadas pelos ca?adores.

Para cada animal morto por um ca?ador, dois outros s?o feridos seriamente e deixados para sofrer uma morte lenta. Dadas essas estat?sticas, fica claro que a ca?a falha at? mesmo em atingir seu alegado objetivo - a redu??o do sofrimento.

A esp?cie alvo dos ca?adores, ambos os herb?voros e seus predadores, tem sobrevivido em equil?brio por milh?es de anos, mas hoje em dia, os ca?adores e representantes das agencias de controle tem insistido de que essas esp?cies precisam ser "controladas". A fun??o legitima dessas agencias de controle seria preservar de maneira vi?vel as popula??es e ecossistemas naturais. E para completar esse quadro, os ca?adores matam
centenas de outros seres humanos a cada ano.

Por fim, ainda h? um argumento ?tico a considerar. Milhares de seres humanos morrem de fome a cada dia. Dever?amos assumir que os ca?adores seriam um deles e mat?-los de uma vez? Certamente que n?o. A ?tica dos DA afirma que a mesma considera??o que se d? aos humanos deveria ser dada aos
animais de ca?a.
DG

A menos que a ca?a seja parte de um processo controlado de eliminar o excesso de popula??o, n?o ? prov?vel que beneficie em nada a manuten??o da popula??o. O numero e distribui??o dos animais abatidos pelos ca?adores n?o est?o relacionados com quaisquer problemas de m? distribui??o da esp?cie, mas
sim com as prefer?ncias dos ca?adores.

Na verdade, a ca?a, seja por "prazer" ou lucro, tem um hist?rico associado com a extin??o de esp?cies, em vez de impedir a superpopula??o. Um exemplo seria o b?falo na Am?rica do Norte. Com o advento do "controle de popula??o" moderno, vemos uma transi??o para sistemas projetados para aumentar artificialmente as popula??es de certas esp?cies, provendo mais "trof?us" para os ca?adores.

A necessidade de controle populacional geralmente surge tanto da introdu??o de esp?cies n?o-nativas que se tornaram pragas ou de animais nativos que est?o competindo por recursos (como o canguru, que compete com a ovelha e o gado). Esses desequil?brios geralmente tem origem humana.

? mais apropriado que examinemos nosso uso dos recursos, e tomemos a??es mais respons?veis no nosso relacionamento com a natureza, em vez de buscar uma "solu??o" para problemas criados por nos mesmos atrav?s da pratica moralmente duvidosa de ca?ar.
JK

... o publico norte-americano ? que paga a despesa dos programas de controle de predadores que causam o mortic?nio sistem?tico de animais. Guaxinins, a raposa vermelha, esquilos e gamb?s s?o alguns poucos dos v?rios predadores que comem ovos e que s?o capturados e destru?dos em nome dos programas de controle de esp?cies". Gaivotas s?o baleadas, raposas-beb?s s?o envenenadas e coiotes s?o mortos por franco-atiradores de cima de seus avi?es e helic?pteros. Essa destrui??o em massa acontece em terras do governo que foram reservadas para proteger a vida silvestre !
Humane Society of the United States

A pr?tica de aumentar a popula??o dos animais de ca?a desmascara a ret?rica de "ajuda humanit?ria" aos animais. Somente por uma distor??o perversa do ideal de ajuda humanit?ria ? que se aceita praticas com o objetivo explicito de garantir que haver? um maior numero de animais a serem destru?dos ! Com amigos "humanit?rios" como esse, com certeza os animais silvestres n?o precisam de nenhum inimigo.
Tom Regan (fil?sofo e ativista dos DA)

A cura real para os nossos problemas ambientais ? entender que a nossa tarefa ? salvar e recuperar a M?e Natureza ... Estamos enfrentando um inimigo formid?vel nessa ?rea. S?o os ca?adores ... e convenc?-los a deixar suas armas guardadas vai ser muito dif?cil.
Jacques Cousteau (ocean?grafo)

Veja tamb?m: 66

66. A arrecada??o proveniente da venda de licen?as para ca?a n?o s?o a maior fonte de renda para as agencias de controle e restaura??o ambiental?

J? vimos na quest?o 65 que as praticas descritas como "controle de popula??o" s?o na verdade designados para o aumento da popula??o de animais para ca?a. Visto sob esse prisma, a conex?o entre as taxas de licen?a e as agencias ambientais parecem mais uma rela??o incestuosa do que uma construtiva em favor do
interesse publico. A seguir s?o mostrados os fatos de interesse sobre o assunto.

Somente 7% da popula??o norte-americana ca?a, mas mesmo assim, todos financiam a ca?a atrav?s de programas e servi?os de ca?a. As licen?as cobrem apenas uma fra??o do custo destes programas a n?vel nacional. Por exemplo, os programas do US Fish and Wildlife Service consomem at? 90% dos proventos
gerais obtidos com os impostos. A n?vel estadual, as taxas de ca?a formam a maior parte, e uma parte significativa ? obtida dos fundos federais obtidos dos impostos sobre armas e muni??o. Esses fundos s?o distribu?dos para os estados baseando-se no numero de ca?adores em cada estado ! Assim fica f?cil ver como esses programas s?o projetados para satisfazer apenas os ca?adores.

? importante lembrar que os representantes das agencias estaduais s?o nomeados, n?o eleitos, e seus sal?rios s?o pagos com o dinheiro da compra de licen?as. Isso assegura que esses representantes considerem os ca?adores como seus clientes.

David Favre, Professor de Lei Ambiental no College of Law de Detroit, descreve a situa??o como segue:

O objetivo prim?rio de v?rias pessoas nessas agencias estaduais deve ser algo como "Como posso oferecer uma melhor ca?ada para os ca?adores do nosso estado?" A literatura est? repleta de pesquisas de opini?o e prefer?ncias dos ca?adores como tentativas de servir a esse grupo de pessoas.

...Tr?s fatores sustentam o status quo dentro de cada agencia. Primeiro, como na maioria das agencias burocr?ticas, as pessoas hesitam em questionar seus pr?prios programas ... Segundo, al?m da burocracia normal, a maioria das agencias tem um grupo consider?vel de fortes defensores da ca?a no estado. A posi??o deles n?o ? neutra, mas extremamente apoiadora da ?tica de ca?a e n?o se pode esperar que eles considerem quest?es maiores.

Finalmente, e por v?rios motivos ainda mais importante, ? o mecanismo de financiamento ... J? que uma grande parte dos fundos que sustentam o departamento e pagam os sal?rios vem dos ca?adores e pescadores, h? uma forte tend?ncia de que a agencia n?o considere os interesses p?blicos gerais, mas apenas
o interesse de seus financiadores, os ca?adores e pescadores do estado. Se a sua fonte financeira ? dependente da atividade de ca?a, obviamente poucos v?o questionar os problemas ?ticos e ecol?gicos disso.

Muitos concordam que esse esquema de sustento constitui-se em uma prostitui??o das reservas ecol?gicas publicas para o beneficio de poucos. Podemos criar alternativas para esses esquemas. Outros usu?rios de parques e recursos naturais, como os caminhantes, observadores de p?ssaros, entusiastas do ambiente silvestre, eco-turistas, etc. poderiam prover acesso aos fundos necess?rios para uma restaura??o verdadeira do habitat e controle da fauna, n?o esse tipo pervertido de esquema que s?' atende as vontades dos ca?adores.

Com rela??o ? aquisi??o e prote??o do meio ambiente, organiza??es como a Nature Conservancy desempenham um importante papel. Elas podem fazer muito mais uma fra??o dos impostos colhidos atualmente para subsidiar a ca?a (US$ 500 milh?es por ano).
DG/JK

Veja tamb?m: 65

67. Ca?ar ? correto, desde que seja para comer.

Algumas pessoas acreditam que onde os fazendeiros ou pequenos propriet?rios de terras criam, mant?m e abatem seus pr?prios animais para consumo pr?prio haveria alguma raz?o para eles comerem sua carne.

Isso poderia ser aceit?vel somente se fosse uma quest?o de vida ou morte humana. A ca?a n?o se enquadra nesse argumento porque a morte n?o ? "limpa", e o ca?ador n?o tem nenhum envolvimento no nascimento e cria??o do animal.

No entanto, como os argumentos desta lista demonstram, h? um contexto maior no qual essas a??es tem de ser avaliadas. Animais s?o criaturas sencientes que compartilham de muitas das nossas caracter?sticas. A quest?o n?o ? se ? aceit?vel comer um animal (que talvez tenha sido ca?ado e morto), mas se isso ? um ato apropriado - espreitar e assassinar um animal, ou comer o produto morto por uma outra pessoa. Isso ? uma a??o apropriada para um humano supostamente racional e ?tico?
JK

Essa quest?o nos lembra da quest?o 12, onde ? sugerido que a morte e o consumo de um animal ? justificado porque o animal ? criado para esse prop?sito. O processo que leva ao consumo ? usado para justificar o consumo. Nessa quest?o, o consumo ? usado para justificar o processo que possibilita o consumo. Ambas as tentativas de argumenta??o s?o totalmente il?gicas. Imagine-se explicando ? policia que eles n?o deveriam prend?-lo porque voc? s?' espreitou e matou uma pessoa porque voc? queria com?-la.
DG

Veja tamb?m: 12, 21, 63 - 64

68 Peixes s?o "burros", igual os insetos; o que h? de errado em pescar?

Os peixes possuem um sistema nervoso complexo com um c?rebro e uma espinha dorsal similar aos outros vertebrados. Eles n?o s?o t?o inteligentes como os humanos em rela??o a viver em um ambiente f?sico-social como o nosso, mas s?o bastante bem-sucedidos e eficientes em seu pr?prio ambiente.

Estudos comportamentais indicam que eles exibem formas complexas de aprendizado, como condicionamento, aprendizado em s?rie reversa, probabilidade e aprendem a evitar os perigos. V?rias autoridades no assunto duvidam de que haja uma grande diferen?a qualitativa entre as capacidades de aprendizado em peixes e em ratos.

V?rias pessoas que pescam comentam sobre o desafio de pescar, da competi??o entre eles e o peixe (n?o se trata de pesca com rede). Isso sugere que existe consci?ncia e intelig?ncia no peixe em um n?vel no m?nimo suficiente para desafiar o pescador.

A morte infligida pela pesca - uma asfixia lenta tanto na rede como depois de um per?odo extenso de luta contra o anzol fincado em algum lugar dentro de sua cabe?a - ? dolorosa e sofr?vel para um animal senciente. Aqueles que duvidam que os peixes sentem dor deveriam tentar explicar o porqu? seus c?rebros emitem substancias opi?ceas e possuem receptores para elas; esses s?o os conhecidos mecanismos de atenua??o
da dor em outros vertebrados.
JK

Algumas pessoas acreditam que ? normal pescar desde que eles sejam retornados ? ?gua. Mas, quando se para pensar, ? como se a pessoa estivesse judiando do peixe. Tamb?m, ao manipular o peixe, as pessoas
retiram uma substancia importante que o protege contra doen?as. O anzol pode ser engolido, levando ? complica??es, e mesmo se n?o acontecer isso, o anzol quando ? puxado deixa uma les?o que pode levar a uma infec??o.
JSD

Veja tamb?m: 22, 39

ANIMAIS PARA ENTRETENIMENTO

69. Os zool?gicos n?o contribuem para salvar esp?cies de extin??o?

Os respons?veis pelos zool?gicos freq?entemente alegam que eles s?o "arcas", que podem preservar esp?cies cujo habitat tenha sido destru?do, ou que tenham sido exterminadas por outras raz?es (como a ca?a).

Eles sugerem que podem manter a esp?cie em cativeiro at? que a causa da extin??o tenha sido remediada, e ent?o eles reintroduziriam com sucesso os animais no meio selvagem, resultando em uma popula??o saud?vel, auto-sustentada. Os zool?gicos defendem sua exist?ncia contra o questionamento feito pelo movimento dos DA desta maneira.

Contudo, h? v?rios problemas com esse argumento. Primeiro, o numero de animais necess?rios para manter um patrim?nio gen?tico vi?vel pode ser bem alto, e nunca se sabe ao certo. Se o patrim?nio gen?tico for muito pequeno, o desenvolvimento em cativeiro pode resultar em suscetibilidade ? doen?as, defeitos cong?nitos e muta??es prejudiciais; a esp?cie pode ficar t?o enfraquecida que j? n?o seria mais vi?vel no ambiente selvagem.

Algumas esp?cies s?o extremamente dif?ceis de criar em cativeiro: mam?feros marinhos, v?rias esp?cies de p?ssaros e assim por diante. Pandas, que tem sido o foco de esfor?os de desenvolvimento em cativeiro
por v?rias d?cadas em zool?gicos de todo o mundo, s?o not?rios pela dificuldade de desenvolv?-los em cativeiro. Com tais esp?cies, os zool?gicos, por estarem tirando animais do meio selvagem para abastecer
seus programas de cria??o em cativeiro, est?o prestando um desservi?o exaurindo a popula??o selvagem.

O conceito de restaura??o de habitat ? pleno de dificuldades criticas. Os animais amea?ado pela ca?a ilegal (elefantes, rinocerontes, pandas, ursos e mais) nunca estar?o a salvo em seu habitat enquanto existirem armas de fogo, necessidade material e disposi??o para consumir partes de animais.

As esp?cies amea?adas por contamina??o qu?mica (como esp?cies de aves vulner?veis ? pesticidas e ? venenos a base de chumbo) n?o poder?o ser liberadas enquanto n?o pararmos de usar essas substancias, e at? que tenha passado o tempo necess?rio para as toxinas sejam recicladas pelo meio ambiente. E como os metais pesados e alguns pesticidas s?o ambos persistentes e bioacumulativos, isso significa v?rias d?cadas
ou s?culos antes que seja seguro reintroduzir os animais.

Mesmo se esses problemas puderem ser superados, ainda h? dificuldades com o processo de reintrodu??o. Problemas como o costume no conv?vio com humanos, a necessidade de ensinar os animais a voar, ca?ar,
construir tocas e ninhos e criar seus filhotes s?o obst?culos s?rios, e devem ser resolvidos individualmente para cada esp?cie.

O limite ? pequeno quanto ao numero de esp?cies que a rede global de zool?gicos podem preservar, mesmo sob as perspectivas mais otimistas. Grandes restri??es s?o impostas pela falta de espa?o nos zool?gicos,
seus recursos financeiros e a necessidade de um patrim?nio gen?tico vi?vel para cada esp?cie.

Por exemplo, poucos s?o os zool?gicos que mant?m mais que dois indiv?duos da mesma esp?cie para mam?feros grandes. A necessidade de preservar v?rias centenas de uma esp?cie de animal em particular est? al?m dos recursos at? mesmo dos maiores zool?gicos e mesmo todos zool?gicos no mundo sofreriam press?es at? por abrigar umas poucas d?zias.

Compare isso com a efici?ncia das grandes reservas ecol?gicas, as quais podem manter popula??es vi?veis do todo complexo de esp?cies com interfer?ncia humana m?nima. As grandes reservas mant?m cada esp?cie no ecossistema de maneira predominantemente auto-suficiente, ao mesmo tempo que mant?m as criaturas em seus habitats naturais sossegadas.

Se os recursos financeiros (ambos governamentais e de caridade), e a experi?ncia dos bi?logos, atualmente consumidos pelos zool?gicos, fossem redirecionados para a preserva??o e gerenciamento do habitat, poder?amos ter uma preocupa??o bem menor quanto ? restaura??o de habitats e preserva??o das esp?cies cujo habitat foi destru?do.

A escolha dos zool?gicos como meios de preserva??o das esp?cies, al?m de ser caro e de efic?cia duvidosa, tem problemas ?ticos s?rios. Manter animais em zool?gicos os prejudica, negando a liberdade de movimento e associa??o, que ? importante para os animais sociais e frustra v?rios de seus padr?es naturais de comportamento, deixando-os no m?nimo, com monotonia, e no pior caso, neur?ticos.

Ao mesmo tempo que nos possamos sentir que h? algum beneficio que justifique mant?-los em cativeiro (a esp?cie ser preservada para algum dia ser reintroduzida no meio selvagem), isso n?o ? um beneficio compensador para os animais individualmente. As tentativas de preserva??o de esp?cie por meio de cativeiro tem sido descritas como o sacrif?cio do gorila individual para salvar o gorila abstrato (isto ?, o conceito abstrato de gorila).
JE

70. Os animais n?o vivem mais nos zool?gicos do que viveriam no meio selvagem?

Em alguns casos, isso ? verdadeiro. Mas ? irrelevante. Suponha que um zool?gico decida exibir seres humanos. Eles seq?estram um campon?s de um pais de terceiro mundo e o p?e para exibi??o. Devido
? alimenta??o regular e os cuidados com a sa?de providos pelo zool?gico, o campon?s vai viver mais em cativeiro. Essa pratica seria aceit?vel? Um compromisso entre a quantidade de vida versus a qualidade de vida n?o ? sempre decidido em favor da quantidade.
DG

71. Como as pessoas v?o conhecer os animais silvestres e aprender sobre eles sem os zool?gicos?

Para ganhar um conhecimento verdadeiro e mais completo sobre os animais, as pessoas devem observ?-los em seus habitats naturais. Tipicamente, as condi??es sob as quais os animais s?o mantidos em zool?gicos distorcem seu comportamento de forma significativa.

H? v?rias alternativas praticas aos zool?gicos para objetivo educacional. Existem v?rios document?rios sobre a natureza exibidos regularmente na televis?o, e tamb?m dispon?veis em videocassetes.

Programas especiais em rede publica de TV, bem como v?rios dos canais a cabo, como o Discovery Channel, fornecem informa??es precisas sobre os animais em seus habitats. Tamb?m, revistas como a National Geographic publicam artigos soberbamente ilustrados. E, ? claro, as bibliotecas publicas s?o
uma mina de ouro de informa??es.

Zool?gicos normalmente maltratam os animais, mantendo-os em pequenas baias ou jaulas. Isso ? injusto e cruel. Os instintos e o comportamento naturais desses animais s?o suprimidos pela forca. Como pode algu?m observar animais selvagens sob essas circunstancias e dizer honestamente que saiu mais instru?do?
JLS

Todas as boas coisas s?o naturais e de gra?a. Henry David Thoreau (ensa?sta e poeta)

Veja tamb?m: 69 - 70

72. O que h? de errado com os circos e rodeios?

Tratar animais como objetos para nossa divers?o ? trat?-los sem o respeito que eles merecem. Quando degradamos os mam?feros mais inteligentes desta maneira, nos agimos como nossos ancestrais agiram em s?culos passados.

Eles n?o sabiam nada a respeito da intelig?ncia, sensibilidade, emo??es e necessidades sociais; eles s?' viam feras brutas. Continuar essas velhas tradi??es, mesmo se n?o houvesse crueldade envolvida, significa que insistimos em permanecer ignorantes e insens?veis.

Mas a crueldade existe e ? inerente nesses espet?culos. Nos rodeios, n?o h? exibi??o a menos que o animal esteja assustado ou sentindo dor. Nos circos, os animais sofrem mais antes e depois do espet?culo. Eles suportam as puni??es durante o treinamento e s?o sujeitos a sofrimento f?sico e emocional durante o transporte.

Eles s?o forcados a viajar dezenas de milhares de quil?metros a cada ano, ?s vezes em calor ou frio extremos, com tigres vivendo em jaulas apertadas e elefantes acorrentados em ambientes empoeirados. Para os donos de circo, os animais s?o apenas mercadorias de consumo, que s?o substitu?das quando est?o
gastas.
DVH

David Cowles-Hamar escreveu da seguinte maneira em seu livro "The Manual of Animal Rights":

Como era previs?vel, muita "persuas?o" ? necess?ria para conseguir esses espet?culos, e para atingir esse objetivo, os circos empregam v?rias t?cnicas. Essas t?cnicas incluem a priva??o de alimento, priva??o de companhia, intimida??o, morda?as, focinheiras, drogas, sistemas de puni??o e recompensa, correntes, chicotadas, espetadas, choques e o barulho das armas de fogo ...

Os animais de circo sofrem problemas mentais e f?sicos similares aos animais de zool?gico, exibindo o estereotipo do comportamento associado a esses problemas ... Sintomas f?sicos incluem feridas das algemas, herpes, doen?as no f?gado e nos rins, e ?s vezes morte ... V?rios dos animais ficam tanto fisicamente
como mentalmente adoecidos.
DG

O rodeio, como importado do rodeio americano, consiste em competi??es de amarrar, se manter montado e dirigir animais. Apesar de o publico s?' testemunhar os mais ou menos 8 segundos em que os animais s?o expostos, h? centenas de horas de treinamento n?o-supervisionado.

Tamb?m, o estresse de viagens constantes, normalmente em ve?culos sem ventila??o apropriada, e praticas descuidadas de retirada dos ve?culos, alimenta??o e limpeza dos animais durante a viagem contribuem para uma vida de mis?ria para esses animais.

Como a metade da pontua??o do pe?o ? baseada nos pinotes do cavalo ou boi, os pe?es provocam os pinotes puxando uma tira que ? amarrada bem apertado em volta do lombo do animal. Choques el?tricos e esporas tamb?m s?o usadas para estimular o comportamento bravio.

As feridas v?o desde arranh?es e ossos quebrados at? a paralisia, traqu?ias rompidas e morte. As espinhas dorsais dos novilhos podem se quebrar quando s?o forcados ? uma parada s?bita a quase 50 km/h. A pratica de jogar esses animais no ch?o durante esses eventos j? causou a ruptura dos ?rg?os internos,
levando a uma morte lenta e agonizante.

O Dr. C. G. Haber, um veterin?rio com 30 anos de experi?ncia como inspetor de carnes do Departamento de Agricultura dos EUA, declarou: "O pessoal do rodeio manda seus animais para esses lugares de abate onde ... eu tenho visto o gado t?o extensivamente maltratado que as ?nicas partes onde a pele ainda estava presa ao corpo era a cabe?a, o pesco?o, as pernas e a barriga. Tenho visto animais com seis a oito costelas quebradas, na espinha e ?s vezes perfurando os pulm?es. Tenho visto quantidades de dois a tr?s gal?es de sangue acumulado sob a pele arrancada."
JSD

73. Mas n?o ? verdade que os animais s?o bem cuidados? Se n?o fossem, eles n?o executariam os espet?culos ...

Consulte as quest?es 72 e 74 para descobrir que os animais usados para entretenimento, em geral, n?o s?o bem cuidados. Faz s?culos que as pessoas sabem que a puni??o pode induzir os animais a trabalhar para elas. O sistema de justi?a criminal ? baseado na racioc?nio humano em conectar o ato criminoso ou falho
com uma puni??o. V?rias religi?es tamb?m pregam, entre outros aspectos, o medo da puni??o. O medo faz com que a maioria das pessoas tente agir corretamente.

O mesmo ? verdadeiro para os animais. V?rios anos de experimentos de psicologia, desnecess?rios e repetitivos, feitos com as caixas de Skinner (entre outros aparatos) tem demonstrado que os animais
aprendem a fazer coisas, ou agir de certa maneira (isto ?, por condicionamento) para evitar choques el?tricos ou outro tipo de puni??o.

Os animais precisam de ter suas necessidades b?sicas alimentares atendidas, sen?o adoecem e morrem, mas eles n?o precisam estar "felizes" para executar certos atos; o medo de uma puni??o ou o desejo de uma recompensa (como a comida) os obrigam a fazer o que os humanos querem.
JK

Veja tamb?m: 14, 51, 72, 74

74. E as corridas de cavalo e de galgos?

Corridas s?o um exemplo do abuso humano dos animais meramente por entretenimento, sem se importar com as condi??es ou necessidades dos animais. O prazer das corridas deriva primariamente das apostas sobre o resultado da corrida.

Ao mesmo tempo que algumas pessoas expressam interesse no lado animal da equa??o, a maior parte dos que gostam de corridas n?o est?o interessados nos animais, mas sim nas apostas; a audi?ncia das corridas de cavalos tem decrescido dramaticamente ? medida que op??es de apostas fora dos j?quei clubes tem surgido.

Ao mesmo tempo que os melhores c?es e cavalos s?o mantidos em boas condi??es, para a maioria dos animais, esse n?o ? o caso. Mesmo que os padr?es m?nimos de cuidado tenham que ser cumpridos,
outros fatores s?o introduzidos para atingir a melhor performance (ou em certos casos para trapacear uma corrida assegurando que um determinado animal perca): drogas, est?mulos el?tricos, chicotadas,
etc.

V?rias dessas praticas s?o ilegais (inclusive o sangramento de c?es), mas h? relatos freq?entes de v?rias t?cnicas ilegais que est?o sendo usadas. A l?gica sugere que onde o volume de dinheiro sendo
transferido ? t?o grande quanto o das corridas, h? grande propens?o de que algu?m tente favorecer o seu pr?prio lado.

Para os cavalos, especialmente, a pr?pria pista oferece perigos; quedas e fraturas s?o comuns em ambas as corridas de obst?culos e de velocidade. Normalmente, os cavalos enfraquecidos ou contundidos s?o
dopados para que continuem a correr, com o risco de contus?es ainda mais serias.

E para finalizar tudo, se o animal n?o for um sucesso, ou n?o ter o desempenho esperado, ele ? descartado. Cavalos podem ter sorte de ir para um lugar onde eles sejam bem tratados e respeitados, mas uma op??o bem comum ? a de transform?-los em produtos (sab?o, ra??o, etc. ...).

Recentemente, uma nova pratica fraudulenta tem sido denunciada: os donos dos cavalos de corrida as vezes assassinam seus cavalos que n?o atingem seu "potencial", ou que j? passaram da sua "?poca boa", e ent?o registram a perda para receberem o dinheiro do seguro.
JK

Os cavalos de corrida s?o propensos a uma doen?a chamada "hemorragia pulmonar induzida por exerc?cio" (EIPH em ingl?s). Ela ? caracterizada pela presen?a de sangue nos pulm?es e na traqu?ia do cavalo ap?s
intenso exerc?cio. Um estudo na Austr?lia descobriu que 42% dos 1.180 cavalos examinados estavam sofrendo do EIPH.

Uma grande porcentagem dos cavalos de corrida sofrem de defici?ncia de locomo??o. As fraturas no joelho s?o comuns, assim como ligamentos torcidos, juntas tortas e ulceras na canela. As corridas de obst?culos s?o projetadas para fazer os cavalos ca?rem, o que ?s vezes resulta na morte do cavalo, seja por um pesco?o
quebrado ou por alguma contus?o "incur?vel", e nesse caso, o cavalo ? sacrificado por um veterin?rio.
David Cowles-Hamar

Veja tamb?m: 72 - 73


ANIMAIS DE ESTIMA??O

75. E quanto a ter animais de estima??o?

Em um mundo perfeito, todos os nossos esfor?os seriam no sentido de proteger os habitats de outras esp?cies no planeta e nos poder?amos manter uma pol?tica de n?o-interferencia, na qual nos n?o trar?amos
outras esp?cies para o conv?vio familiar, mas permitir?amos a elas se desenvolverem por si pr?prias no ambiente selvagem.

Contudo, nos estamos muito longe dessa utopia e como humanos respons?veis devemos lidar com os resultados da domestica??o de animais. J? que v?rios animais domesticados para serem animais de estima??o tem sido criados mas n?o h? lugar para eles, a maioria dos defensores dos DA n?o v?em nada errado em t?-los como animais de estima??o. Na verdade, ? comum que o defensor dos DA d? abrigo
a mais desses animais de companhia do que a media ! Similarmente, os animais domesticados para fun??es na agricultura devem ser cuidados.

Ainda assim, os animais selvagens devem ser deixados em seus habitats e n?o trazidos para casa como animais de estima??o. Uma gaiola na casa de uma pessoa ? um ambiente n?o-natural para uma ave ex?tica, um peixe ou um mam?fero. Quando a novidade passa, esses animais normalmente acabam indo para abrigos, zool?gicos, ou laborat?rios de pesquisas. Os animais selvagens tem o direito de serem tratados com respeito, e isso inclui deix?-los em seus ambientes naturais.
LK

Um relacionamento amistoso com um animal de estima??o, ou um relacionamento que prov? as necessidades f?sicas e psicol?gicas adequadamente, ? consistente com os princ?pios e a defesa dos DA. Na verdade, os proponentes dos DA tem sido lideres em chamar aten??o para alguns dos abusos e negligencias para com esses "amados" animais. V?rias das praticas comumente aceitas tem de ser reexaminadas e mudadas. As
quest?es que os DA levantam sobre animais de estima??es s?o quest?es importantes:

- Podemos manter animais como companheiros e ainda cuidar propriamente de suas necessidades? Obviamente, n?o h? como fazer isso para todos os animais. Por exemplo, manter p?ssaros em gaiolas ? negar a essas criaturas a capacidade e a necessidade inerente de voar.

- A manipula??o dos animais de estima??o para satisfazer as nossas necessidades atende os interesses do animal tamb?m? A amputa??o das caudas ? uma pratica conden?vel, sob essa perspectiva.

- Algumas das praticas atuais relacionadas aos animais de estima??o seriam uma forma de explora??o. Os animais em circos e os mendigos que usam animais nas ruas para obter dinheiro das pessoas s?o casos de explora??o.

- Quais atitudes dos criadores humanos s?o express?es verdadeiras de afeto e respeito aos animais, e quais n?o s?o? A cria??o de animais ex?ticos ? um exemplo desse tipo de abuso, especialmente quando a cria??o resulta em animais com maior risco para certas doen?as e defeitos biol?gicos.

Tudo o que os DA realmente pedem ? que consideremos de maneira mais profunda e autentica a pratica atual e se ela atende verdadeiramente a ambas as necessidades do homem e do animal .
TA

Os seguintes pontos deveriam ser considerados quando se escolher um companheiro animal. Procure um animal apropriado ? sua situa??o - n?o mantenha um cachorro grande em um apartamento ou lugar pequeno. N?o procure animais que tenham que ser mantidos presos desnecessariamente: p?ssaros, peixes, etc. No
entanto, ? uma boa pratica manter os gatos dentro de casa tanto quanto poss?vel, especialmente ? noite, para proteger tanto o gato quanto as outras esp?cies locais.

Adote seu c?o ou gato de um abrigo de animais abandonados ou perdidos; milhares de animais s?o sacrificados a cada ano por grupos como o RSPCA. A maioria s?o animais que foram jogados fora ou se perderam. Animais agressivos n?o s?o postos para ado??o. Ao adotar um animal desses lugares voc? vai estar salvando sua vida e reduzindo a demanda das lojas e criadores de animais.

Por fim, leve seu animalzinho para ser esterilizado. N?o h? beneficio biol?gico ou comportamental em ser f?rtil e ter filhotes. E, mais importante, todos os gatinhos ou caezinhos ter?o que encontrar um lar.
JK

Veja tamb?m: 76

76. E quanto ? esteriliza??o?

Ingrid Newkirk escreveu:

"O que vem acontecendo com os nossos melhores amigos n?o deveria acontece nem com os nossos piores inimigos. Nos EUA, a popula??o de c?es e gatos est? estimada em 80 a 100 milh?es, sendo que 3.000 a 5.000 mais gatinhos e caezinhos nascem a cada hora - isso ? muito mais do que o n?mero de lares dispostos a adot?-los.

Os animais rejeitados s?o largados nos abrigos locais ou abandonados nas ruas, onde eles sofrem de fome, falta de abrigo e cuidado veterin?rio, al?m dos maus tratos. A maioria morre de doen?as, fome e crueldades, ou, se tiverem sorte, s?o "postos para dormir" para sempre em um abrigo de animais."

A quest?o ? que a pratica de esteriliza??o previne muito mais sofrimento e preju?zo do que ? impostos ao animal pela esteriliza??o. O sofrimento total ? minimizado.
DG

Veja tamb?m: 75


Animais em Laborat?rios

77 O que h? de errado na experimenta??o em animais?

Os alegados benef?cios de usarmos animais em pesquisa torna essa pratica o desafio mais significativo ? filosofia dos DA. Ainda que seja f?cil demonstrar que o consumo e a produ??o de carne n?o passa de uma satisfa??o de um capricho gastron?mico, o mesmo n?o ? t?o f?cil fazer com rela??o aos experimentos em animais.

Primeiro, uma defini??o. Nos referimos por "vivissec??o" quaisquer usos de animais em ci?ncia ou pesquisa, que os explore e os prejudique. Essa defini??o reconhece que h? algumas pesquisas e que o uso de animais ?
moralmente aceit?vel dentro da filosofia dos DA (veja a quest?o 80).

A quest?o da vivissec??o ? baseada em tr?s propostas. Eles s?o:
A) Vivissec??o ? imoral e deveria ser abolida.
B) Rejeitar a vivissec??o n?o ? ser contra a ci?ncia ou contra as pesquisas.
C) As conseq??ncias de se abolir a vivissec??o s?o aceit?veis.

? f?cil entender a filosofia dos DA a respeito da vivissec??o da forma errada. Freq?entemente, os cientistas v?o debater incessantemente sobre a validade cientifica da pesquisa em animais, e ?s vezes os ativistas dos
DA entram nesses debates.

Tais quest?es s?o parte do principio C, o qual afirma que muitas pesquisas s?o mal aplicadas, erradas ou levam a conclus?es err?neas. Contudo, o n?cleo da proposta dos DA ? o principio A, o qual faz obje??es
? vivissec??o no campo ?tico. E nos procuramos tranq?ilizar as pessoas quanto ao progresso da medicina por meio dos princ?pios B e C.

No material que se segue, cada trecho de texto est? identificado com o principio ao qual ele se refere. A id?ia ? mostrar como os trechos se encaixam na proposta geral. H? trechos sobre B e C que se sobrep?em e
assim, a classifica??o pode parecer arbitraria em alguns casos.
DG

[Proposta A]
Mais de 100 milh?es de animais s?o usados em experimentos no mundo a cada ano.
Uns poucos exemplos mais not?rios da vivissec??o podem ser esclarecedores para os menos informados (tirado do livro "Victims of Science" de R. Ryder):

- Psic?logos deram choques el?tricos nos p?s de 1042 ratos. Eles ent?o experimentaram dar choques mais intensos, que causaram convuls?es, atrav?s de eletrodos pontiagudos aplicados aos olhos dos animais ou atrav?s de prendedores aplicados ?s suas orelhas.

- No Jap?o, ratos famintos com eletrodos em seus pesco?os e em seus globos oculares s?o forcados a correr em esteiras por 4 horas seguidas por experimento.

- Um grupo de 64 macacos foram induzidos ? dependeria de drogas por inje??o autom?tica nas veias jugulares. Quando o abastecimento das drogas foi cortado abruptamente, observou-se que alguns dos macacos morreram em convuls?es. Antes de morrerem, alguns dos macacos arrancaram todos os pelos
de seu corpo e arrancaram seus pr?prios dedos das m?os e dos p?s ? dentadas.

Obje??es ?ticas b?sicas a esse tipo de "ci?ncia" s?o apresentados aqui e nas quest?es 79 e 85. Algumas obje??es t?cnicas s?o encontradas nas quest?es 78 e 80. A quest?o 92 contem uma lista dos livros sobre
vivissec??o; consulte-os para mais exemplos dos excessos da vivissec??o, bem como uma discuss?o mais detalhadas a respeito de seus m?ritos t?cnicos.

A VIVISSEC??O TRATA ANIMAIS COMO FERRAMENTAS.

A vivissec??o efetivamente reduz seres sencientes ao status de ferramentas descart?veis, para serem usadas e jogadas fora em beneficio de outros. Isso ? esquecer que cada animal tem um valor inerente, um valor que n?o aumenta ou diminui dependendo dos interesses de outras pessoas. Aqueles que duvidam disso deveriam pensar nas implica??es desse ponto-de-vista para os pr?prios humanos: eles apoiariam a cria??o de escravos humanos exclusivamente para uso em experimentos?

A VIVISSEC??O ? PRECONCEITO DE ESP?CIE.

A maioria dos experimentadores em animais n?o usaria humanos, sem consentimento pr?prio, nesse tipo de pesquisa invasiva. Fazendo essa concess?o, eles revelam a import?ncia que d?o a ser membro de sua
esp?cie, uma linha biol?gica que ? t?o moralmente relevante como o de cor da pele ou g?nero, isto ?, n?o tem relev?ncia nenhuma.

A VIVISSEC??O REBAIXA A CI?NCIA.

Suas pr?ticas b?rbaras s?o um insulto para aqueles que prop?em que a ci?ncia deveria dar aos humanos a oportunidade de se situar acima das leis mais severas da natureza.

As palavras de Tom Regan sumarizam o sentimento de v?rios ativistas dos DA: "Os feitos laudat?rios da ci?ncia, incluindo os v?rios benef?cios genu?nos obtidos para ambos humanos e animais, n?o justificam
os meios injustos usados para obt?-los. Como em outros casos, e tamb?m neste, a vis?o dos direitos n?o clama pela interrup??o da pesquisa cientifica. Tais pesquisas devem continuar - mas n?o ?s custas dos
animais de laborat?rio."
AECW

Atrocidades n?o s?o atrocidades menores quando ocorrem em laborat?rios, ou quando recebem o nome de "pesquisa medica".
George Bernard Shaw (dramaturgo, Nobel 1925)

A vivissec??o ? o pior de todos os piores crimes que o homem est? atualmente cometendo contra Deus e sua bela cria??o.
Mahatma Gandhi (estadista e fil?sofo)

O que eu penso da vivissec??o ? que se as pessoas acham que tem o direito de tirar a vida ou arriscar a vida de seres viventes para o beneficio da maioria, ent?o n?o haver? limite para a sua crueldade.
Leo Tolstoy (escritor)

N?o estou interessado em saber se a vivissec??o produz ou n?o resultados lucrativos para a ra?a humana ... A dor que ela inflige sobre os animais ? sua revelia ? a base da minha inimizade contra
ela, e isso ? justificativa o suficiente para a minha inimizade sem mais considera??es.
Mark Twain (escritor)

Veja tamb?m: 78 - 82, 85 - 86

78. Os defensores dos DA aceitam que a vivissec??o tem resultado em avan?os preciosos no campo da Medicina?

[Proposta A]
Os que advogam os DA, em geral, acreditam que a vivissec??o tem desempenhado um papel construtivo, sen?o essencial, em v?rios dos avan?os m?dicos. No entanto, a filosofia dos DA afirma que o fim n?o
justifica os meios, e portanto essa resposta n?o serve para decidir a legitimidade da vivissec??o.

[Proposta C]
Tendo isso dito, v?rias pessoas, inclusive ex-vivisseccionistas e historiadores m?dicos, v?o prontamente dizer que h? amplas evidencias hist?ricas e cientificas que demonstram como a maioria da vivissec??o
? in?til, e freq?entemente perigosa para aqueles a quem ela pretende beneficiar.

Diante das estat?sticas, a vivissec??o n?o funciona: apesar do uso de 144 milh?es de animais na Inglaterra, desde 1950, a expectativa de vida para os ingleses de meia-idade n?o mudou desde ent?o. Cerca de 85% dos animais de laborat?rio mortos entre as d?cadas de 1890 e 1990, morreram depois de 1950, mas a queda no n?vel de mortalidade humana durante esses 100 anos estava 92% completa desde antes de 1950.
Considere o exemplo especifico sobre o c?ncer:

C?NCERES FATAIS POR INDIV?DUO MASCULINO(EM MILH?ES) NA INGLATERRA
[NA TABELA S? FORAM INCLU?DOS OS VALORES MAIORES QUE 100 POR MILH?O]


TIPO DE C?NCER 1971-1975 1976-1980 % aumento/decr?scimo
---------------------------------------------------------
Bexiga 118 123 + 4.2
P?ncreas 118 125 + 5.9
Pr?stata 177 199 + 12.4
Est?mago 298 278 - 6.7
Colo-retal 311 320 + 2.9
Pulm?es, Traqu?ia, 1091 1125 + 3.1
Br?nquios...
[os dados para mulheres foram exclu?dos por raz?es de espa?o]

[os dados j? estavam ausentes na FAQ original em ingl?s. Nota do Tradutor]

Infelizmente, est?o faltando progressos na guerra contra o c?ncer, apesar dos grandes n?meros de animais sacrificados para a pesquisa contra o c?ncer.

Quando tais analises s?o executadas sobre todo o espectro de problemas m?dicos, se torna claro que, na melhor das hip?teses, a contribui??o da vivissec??o para a nossa sa?de deve ser considerada bem modesta. As quedas dram?ticas na taxa de mortalidade de doen?as fatais antigas, como a tuberculose, pneumonia, febre tif?ide, coqueluche e c?lera, vieram das melhorias das condi??es sanit?rias das casas, dos ambientes de trabalho, e da quantidade e qualidade dos alimentos e abastecimento de ?gua, al?m da higiene pessoal.

A Quimioterapia e Imuniza??o n?o podem, logicamente, receber muito credito disso, j? que elas s?' se tornaram dispon?veis, cronologicamente, depois que a maior parte do decl?nio na taxa de mortalidade j? havia sido alcan?ada.

Consideremos o exemplo particular da penicilina: ela foi descoberta acidentalmente por Fleming em 1928. Ela foi testada em coelhos, e quando seus organismos falharam em reagir (nos agora sabemos que os coelhos
excretam penicilina rapidamente), ele perdeu o interesse nessa substancia. Ainda assim, dois cientistas continuaram seu trabalho, e sendo bem-sucedidos nos testes com ratos, declararam:

"... ratos foram tentados nos testes iniciais de toxicidade devido ao seu pequeno tamanho, mas isso foi pura sorte, porque nesse aspecto, o homem ? mais parecido com o rato mas n?o com os porquinhos-da-?ndia. Se tiv?ssemos usado exclusivamente porquinhos-da-?ndia, nos ter?amos dito que a penicilina era t?xica, e provavelmente n?o ter?amos continuado a tentar superar as dificuldades na produ??o dessa substancia para testes em humanos."

A vivissec??o geralmente falha porque:

- a medicina humana n?o pode basear-se na medicina veterin?ria. Isso ? porque os animais s?o diferentes quanto ? histologia, anatomia, gen?tica, imunologia e fisiologia.

- animais e humanos reagem diferentemente ?s substancias. Por exemplo, algumas drogas s?o cancer?genas em humanos mas n?o em animais, ou vice-versa.

- doen?as que ocorrem naturalmente (isto ?, em pacientes) e doen?as induzidas artificialmente (isto ?, em animais de laborat?rio) diferem substancialmente em muitas das vezes.

E tudo isso se manifesta nos exemplos tais como a seguir:

---------------------------------------------------
DIFEREN?A ENTRE ESP?CIES NOS TESTES DE DEFEITOS CONG?NITOS
---------------------------------------------------
Subst?ncia Teratogeno (isto ?, causa defeitos cong?nitos)
-----------------------------------
sim n?o
---------------------------------------------------
aspirina ratos, camundongos, humanos macacos, porquinhos-da-?ndia, gatos, c?es

aminopterina humanos macacos

azatioprina coelhos ratos

cafe?na ratos, camundongos coelhos

cortisona camundongos, coelhos ratos

Talidomida humanos ratos, camundongos,
hamsters
triamcilanona camundongos humanos
---------------------------------------------------

H? exemplos incont?veis, antigos e recentes, dos efeitos enganadores da vivissec??o, e h? in?meras declara??es de cientistas de reputa??o que enxergam a vivissec??o pelo que ela ?: pseudoci?ncia.
A seguir alguns exemplos destas declara??es.
AECW

A inutilidade da maioria dos modelos animais ? menos conhecida. Por exemplo, a descoberta dos agentes quimioterap?uticos para o tratamento do c?ncer humano ? amplamente considerado um triunfo devido ao uso de sistemas de modelagem com animais. Contudo, nisso tamb?m, esses exageros s?o ditos e apoiados por aquelas mesmas pessoas que recebem fundos governamentais para a pesquisa animal. H? bem pouca, se ? que existe, evidencia factual que sustente essas alega??es. Na verdade, ao mesmo tempo que os resultados dos experimentos em animais contradit?rios tem atrasado ou atrapalhado os avan?os na guerra contra o c?ncer, eles nunca motivaram um ?nico avan?o substancial na preven??o ou tratamento do c?ncer humano. Por exemplo, praticamente todos os agentes quimioter?picos que tem valor no tratamento do c?ncer
humano foram encontrados em um contexto clinico em vez de em estudos com animais.
Dr. Irwin Bross
Testemunho ao Congresso Americano em 1981

De fato, at? mesmo quando esses estudos [cl?nicos] estavam come?ando, muitos cautelosos sugeriram que os dados oriundos das pesquisas em animais n?o poderiam ser usados para desenvolver um tratamento para os tumores humanos.
British Medical Journal, 1982

A vivissec??o ? b?rbara, in?til e um empecilho ao progresso cientifico.
Dr. Werner Hartinger - Cirurgi?o-chefe, Alemanha Ocidental, 1988

... v?rios vivisseccionistas ainda alegam que o que eles fazem ajuda a salvar vidas humanas. Eles est?o mentindo. A verdade ? que os experimentos animais matam pessoas, e os pesquisadores em animais s?o respons?veis pelas mortes de milhares de homens, mulheres e crian?as a cada ano.
Dr. Vernon Coleman - Membro da Sociedade Real de Medicina, Inglaterra
-----------------------

79. Como voc? justifica perdermos os avan?os m?dicos que salvariam vidas humanas com o fim da vivissec??o?

[Proposta A]
Da mesma maneira que justificamos a n?o-realiza??o de experimentos forcados em humanos ! Muita informa??o at? mesmo mais relevante est? atualmente sendo ignorada devido aos nossos escr?pulos contra a experimenta??o em humanos. Se os avan?os m?dicos que salvam vidas devem ser atingidos a qualquer
custo, porque os animais n?o-humanos deveriam ser separados para receberem esses maus tratos? Devemos entender que existem ganhos que s?o obtidos da "maneira errada", e que os frutos em potencial da vivissec??o se enquadram nisso.

Essa quest?o devia ser considerada um insulto velado ? criatividade e a capacidade dos cientistas. Embora humanos nunca estiveram em Plut?o, os cientistas tem colhido muita informa??o a seu respeito. Porque tais proezas cientificas n?o seriam repetidas em outros campos?
AECW

[Proposta B]
A experimenta??o compuls?ria em humanos n?o ? a ?nica alternativa. V?rios humanos ficariam satisfeitos em participar em experimentos que ofere?am a esperan?a de cura para seus sofrimento ou para os sofrimento de outros. Se a escolha individual fosse permitida, n?o haveria necessidade de experimentos em animais. A pedra no caminho disso s?o as regulamenta??es do governo que pro?bem essas escolhas. Da mesma forma, as regulamenta??es s?o a causa do sacrif?cio de v?rios animais para testes em produtos, freq?entemente
desnecess?rios.
PM

Veja tamb?m: 77 - 78, 80 - 82, 85 - 86

80 N?o h? circunstancias em que n?o h? alternativas ao uso de animais?

[Proposta A]
A resposta e essa quest?o ? sucinta: "Se houver, e dai'?". Vamos lembrar que a sociedade (hoje em dia) est? contente o bastante em ignorar o conhecimento que seria adquirido ? custa de obrigar humanos a serem testados, e isso incluiria crian?as, os mentalmente retardados e at? mesmo as pessoas que sofrem de doen?as para as quais os modelos animais n?o s?o satisfat?rios (como a AIDS). Isto ?, uma decis?o ?tica previa foi feita que exclui esses indiv?duos da experimenta??o, e deixa de considerar qualquer conhecimento potencial derivado desta maneira.

Por outro lado, o argumento dos DA ? consistente: j? que n?o h? diferen?a moralmente relevante que possa ser identificada que separe os humanos poupados da experimenta??o dos animais usados em testes (os quais
tem a capacidade de usufruir sua vida), a vivissec??o ? exposta como imoral, e essa pratica deveria ser abandonada.

Da mesma forma que as justificativas oferecidas pelos nazistas nos campos de concentra??o eram moralmente il?citas, assim tamb?m s?o todos e quaisquer benef?cios que possam ser oriundos da vivissec??o. Como Tom Regan explicou:

"Se os benef?cios, quaisquer que sejam, s?o obtidos da maneira errada, nos devemos acabar com [tais] pesquisas, quaisquer que sejam as perdas."

[Proposta B]
O argumento acima torna a procura por alternativas um imperativo moral, e se a obje??o for de que "isso ? imposs?vel", algu?m poderia responder que o desprezo ?s capacidades dos cientistas n?o vai tornar nada poss?vel. Tem havido casos em que as alternativas ? vivissec??o tiveram de ser investigadas, e - ? claro - elas foram encontradas. Por exemplo, Sharpe escreveu no livro "The Human Cost of Animal Experimentation":

"Historicamente, um exemplo cl?ssico ? a vit?ria no combate ? febre amarela. Em 1900, n?o se conhecia nenhum animal que fosse suscet?vel ? doen?a, o que levou a estudos com volunt?rios humanos, os quais provaram que os mosquitos, de fato, transmitiam a doen?a. Essas observa??es levaram ? melhoria nas instala??es sanit?rias e medidas de quarentena em Havana, onde a febre amarela, antes abundante, foi erradicada."

[Proposta C]
Nos agora citamos algumas das alternativas aos modelos animais para doen?as humanas. Dois tipos tradicionais s?o:

a) Estudos Cl?nicos: eles s?o essenciais para um entendimento completo de qualquer doen?a. Anest?sicos, respira??o artificial, o estetosc?pio, os eletrocardiogramas, as medidas de press?o sang??nea, etc., resultaram de estudos cl?nicos meticulosos.

b) Estudos de Epidemiologia: isto ?, o estudo das doen?as nas popula??es inteiras. Estes estudos, e n?o os testes feitos em animais, tem identificado a maior parte das substancias cancer?genas em humanos. Um exemplo t?pico: porque o c?ncer de c?lon ? t?o freq?ente na Europa e Am?rica do Norte, e t?o raro no Jap?o, mas comum em imigrantes japoneses na Am?rica do Norte? Os avan?os tecnol?gicos mais recentes agora permitem que muitos outros m?todos investigativos sejam aplicados, incluindo:

- Culturas de tecidos: c?lulas humanas e tecidos podem ser mantidos vivos em culturas e usados para pesquisa biom?dica. E j? que o material usado ? humano, os problemas de extrapola??o a partir de tecidos animais n?o existem. Tais culturas tem sido usadas na pesquisa do c?ncer pelos cientistas do Federal Drug Administration nos EUA, por exemplo. De acordo com eles: "[os tecidos] oferecem a possibilidade de estudar n?o apenas a biologia do crescimento das c?lulas cancerosas e invas?o do tecido humano normal, mas tamb?m fornecem um m?todo de avalia??o dos efeitos de uma variedade de agentes anti-tumor potencialmente importantes."

- M?todos f?sico-qu?micos: por exemplo, os cromatografos l?quidos e espectr?metros de massa permitem aos pesquisadores identificar substancias contidas em outras substancias biol?gicas. Por exemplo, um experimento com vitamina D envolvia a indu??o de raquitismo em ratos seguida de alimenta??o com substancias ricas em vitamina D. Agora, a cromatografia liquida permite tais experimentos serem conduzidos de maneira mais r?pida e mais barata.

[Para saber mais sobre a cromatografia, veja a seguinte p?gina:
www.scimedia.com/chem-ed/s...romato.htm
Para o espectr?metro de massa, visite:
www.invent.org/book/book-text/8.html - Nota do Tradutor]

- Simula??es por Computador: de acordo com o Dr. Walker da Universidade do Texas: "... as simula??es por computador oferecem um amplo leque de vantagens sobre os experimentos em animais vivos nos laborat?rios de fisiologia e farmacologia. Elas incluem: economia na obten??o e alojamento dos animais; disponibilidade ilimitada quanto ao cronograma dos estudos ou hor?rio dos estudantes; oportunidade de corre??o de erros e repeti??o das partes do experimento executadas incorretamente ou mal interpretadas;
velocidade da opera??o e uso eficiente do tempo dos estudantes e consist?ncia com o conhecimento obtido em outras fontes."

- Projeto de f?rmaco auxiliado por computador (Computer-aided drug design): tais m?todos tem sido usados na pesquisa do c?ncer e anemia, por exemplo. Nesse caso, os gr?ficos em tr?s dimens?es no computador e o campo te?rico da farmacologia qu?ntica s?o combinados para ajudar no projeto de substancias qu?micas de acordo com as especifica??es requeridas.

- Modelos mec?nicos: por exemplo, um pesco?o artificial foi desenvolvido pela General Motors para uso em simula??es de colis?o automobil?stica. De fato, os conhecidos bonecos usados hoje em dia s?o mais efetivos e precisos do que os primatas que eram usados antigamente.

E essa lista n?o ? de nenhuma maneira completa.

[Proposta B]
H? circunstancias em que os benef?cios da experimenta??o atingem diretamente o indiv?duo envolvido; por exemplo, a tentativa de implantar um cora??o artificial de pl?stico pode ser proposta para algu?m que sofra
de doen?a do cora??o, ou uma nova t?cnica cir?rgica pode ser tentada para salvar um animal.

Isso pode qualificar, para alguns, como um exemplo de uso de animais. A proposta aqui ? simples: a postura dos DA n?o ? condenar os experimentos que s?o conduzidos para o beneficio de um paciente individual. Os testes cl?nicos de novas drogas, por exemplo, freq?entemente se enquadram nessa categoria, e tamb?m algumas das pesquisas veterin?rias, como o estudo clinico de animais previamente doentes.
Um outro exemplo de pesquisa animal aceit?vel ? a Etologia, isto ?, o estudo dos animais em seu habitat natural.
AECW

[Proposta B]
Segue uma lista de alternativas para muitos, sen?o todos, dos casos de vivissec??o:

- culturas de c?lulas ou tecidos humanos
- observa??o clinica
- volunt?rios humanos (doentes ou s?os)
- autopsias
- material oriundo de mortes naturais
- visualiza??o n?o-invasiva em condi??es clinicas
- observa??o em usu?rios
- infer?ncia estat?stica
- modelos em computador
- substitui??o dos animais por plantas

Essas alternativas, e outras ainda n?o concebidas, ir?o assegurar que a pesquisa cientifica n?o pare com o fim da vivissec??o.
DG

81. Mas e se os animais se beneficiarem tamb?m, isto ?, atrav?s de um avan?o na ci?ncia veterin?ria?

[Proposta A]
A filosofia dos DA ? neutra com rela??o ? esp?cie, assim os argumentos desenvolvidos em outras partes desta lista de perguntas e respostas se aplicam da mesma forma. A imoralidade das praticas violadoras de direitos n?o ? atenuada pela alega??o de que as vitimas e benefici?rios s?o da mesma esp?cie.
AECW

82. As pessoas deveriam recusar os tratamentos m?dicos obtidos atrav?s de vivissec??o?

[Proposta A]
Essa ? a quest?o favorita dos defensores da vivissec??o. A implica??o ? de que a postura do movimento dos DA ? inconsistente porque seus integrantes usufruem de alguns dos resultados da vivissec??o.

Como primeira resposta, poder?amos apontar no caso dos tratamentos existentes derivados da vivissec??o, o mal j? foi feito. N?o h? nada a ganhar em se recusar o tratamento. Os vivisseccionistas contra-argumentam que essa situa??o ? an?loga a de se recusar a comer a carne vendida nos a?ougues; o mal j? teria sido feito, ent?o porque n?o comer carne?

Porem, h? um diferen?a crucial. O conhecimento ? um bem permanente; ao contrario da carne, ele ? abstrato, n?o apodrece. Considere um determinado conhecimento obtido atrav?s de vivissec??o. Se a
vivissec??o fosse abolida, o conhecimento poderia ainda ser usado repetidamente sem que tiv?ssemos que apoiar ou realizar a vivissec??o novamente. Com o consumo da carne, a pratica do abate teria que continuar se quis?ssemos obter seus resultados.

Uma outra quest?o ? que, se a vivissec??o n?o tivesse ocorrido, o conhecimento poderia bem ter sido adquirido por meios alternativos moralmente justific?veis. Por que dever?amos impedir o uso de um conhecimento abstrato por causa dos erros de um vivissector?

O mesmo n?o pode ser dito da carne; ela n?o pode ser obtida sem o abate. Se o leitor n?o acha isso convincente, deveria considerar que o movimento pelos DA almeja sinceramente acabar com a vivissec??o,
eliminando esse m?todo injusto de obten??o de conhecimento, mas n?o eliminando o conhecimento. E quando isso for conseguido, a quest?o original perde o sentido, porque n?o haver? mais tal m?todo injusto.
DG

[Proposta A]
Essa ? outra daquelas quest?es "onde definimos o limite de a quem conceder direitos", com o detalhe de que a sa?de de uma pessoa pode estar em quest?o. Conforme anteriormente, a resposta depende muito das circunstancias e julgamentos pessoais.

Certamente, est? al?m da nossa obriga??o fazer uma promessa absoluta, j? que o principio de autodefesa pode ser aplicado (particularmente em casos de vida ou morte). Ainda assim, v?rias pessoas estariam
preparadas para se opor ? opress?o aos animais, mesmo arriscando o seu bem-estar. Para esses, as seguintes quest?es podem ser dignas de considera??o.

[Proposta C]
Qual ? a verdadeira contribui??o da experimenta??o animal para o desenvolvimento do tratamento?

A maioria dos tratamentos n?o deve nada mesmo ? experimenta??o com animais, ou foram desenvolvidos apesar da experimenta??o animal em vez de gra?as ? ela.

A insulina ? um bom exemplo. As descobertas realmente importantes n?o procederam dos experimentos de Banting e Best feitos em c?es, mas de descobertas clinicas. De acordo com o Dr. Sharpe: "A rela??o entre a diabete e o p?ncreas foi demonstrada primeiro por Thomas Cawley em 1788 quando ele examinou um paciente que morreu da doen?a. As autopsias posteriores confirmaram que a diabetes ? de fato relacionada ? degenera??o do p?ncreas, mas, devido a falha de v?rios fisiologistas, incluindo o not?rio Claude Bernard, em reproduzir um estado diab?tico em animais ... a id?ia n?o foi aceita por v?rios anos."

Tivemos que esperar at? 1889 para que essa rela??o entre p?ncreas e diabetes fosse aceita, ano esse que dois pesquisadores, Mering e Minkowski, conseguiram induzir uma forma de diabetes em c?es pela remo??o completa de seus p?ncreas.

As autopsias posteriores revelaram que algumas partes do p?ncreas dos diab?ticos estavam danificados, dando origem ? id?ia de que fazer os pacientes ingerirem extratos pancre?ticos poderia ajudar.

Outros exemplos de tratamentos que n?o tiveram contribui??o alguma da vivissec??o incluem a digitalis (tamb?m conhecida como digoxina ou digitoxina, ? usada em problemas card?acos), a quinina (usada contra
a mal?ria), a morfina (analg?sico), o ?ter (anest?sico), a sulfanilimida (um diur?tico), a cortisona (usada no alivio a dores de artrose, por exemplo), a aspirina, o fl?or (em pastas de dente), etc.

Incidentalmente, algumas dessas drogas indiscutivelmente ?teis dificilmente passariam pelos, assim chamados, testes de seguran?a realizados em animais. A insulina causa defeitos cong?nitos em galinhas, coelhos e camundongos mas n?o no homem; a morfina ? sedativa para o homem, mas ? estimulante para os gatos; doses de aspirina usadas em terapia humana envenenam gatos (e n?o resolvem nada da febre em cavalos); o uso difundido da digitalis foi reduzido pelos resultados equivocados dos estudos em animais (e legitimado pelos estudos cl?nicos, como sempre), e assim por diante.

O tratamento ? realmente seguro?

Os efeitos nefastos de v?rias drogas "seguras" recentemente desenvolvidas freq?entemente levam tempo para serem descobertos. Por exemplo, mesmo os efeitos colaterais s?rios podem ?s vezes n?o serem detectados.

Na Inglaterra, somente uma d?zia das 3.500 mortes eventualmente relacionadas ao uso do aerossol de isoprenalina foram reportadas pelos m?dicos. Similarmente, demoraram 4 anos para conhecerem os resultados colaterais da droga Eraldina usada em doen?as do cora??o, resultados esses que inclu?am les?es nos olhos.

O uso dessas drogas foram, evidentemente, aprovadas ap?s teste extensivo em animais.

O tratamento realmente ajuda?

Essa quest?o n?o ? t?o incoerente quanto pode parecer. Uma pesquisa governamental em 1967 sugeria que um ter?o dos medicamentos mais prescritos na Inglaterra eram "extratos impalat?veis".

V?rias novas drogas n?o oferecem vantagens sobre as j? existentes: em 1977, o Federal Drug Administration americano publicou um estudo de 1.935 drogas introduzidas at? abril de 1977 que indicava que 79,4%
delas proviam "pouco ou nenhum ganho terap?utico". Cerca de 80% das drogas introduzidas na Inglaterra foram reformula??es, ou duplicatas de drogas existentes.

Uma pesquisa de 1980 feita pela Divis?o de Medicamentos do Departamento de Sa?de e Seguro Social ingl?s declarava: "[novas drogas] tem sido amplamente introduzidas em ?rea terap?uticas para as quais j? h? medicamentos em excesso e ... para condi??es comuns, em grande parte cr?nicas e ocorrem principalmente nas sociedades afluentes do Ocidente. A inova??o ? portanto direcionada aos retornos comerciais em vez das necessidades terap?uticas."

[Proposta B]
H? alternativas para o tratamento?

Uma melhor considera??o dos benef?cios das praticas "alternativas" tem sido desenvolvida nos ?ltimos anos. Freq?entemente, as mudan?as na dieta ou no estilo de vida podem ser tratamentos efetivos por si s?'.
A ocorr?ncia de diabetes em adultos tem sido relacionada ? obesidade, por exemplo, e pode em muitos casos ser curada simplesmente com a perda de peso e uma dieta apropriada.

Outros tipos de medicina alternativa, tal como a acupuntura, tem provado serem ?teis no tratamento de estresse, ins?nia e dores lombares.
AECW

[Proposta A]
Na sociedade atual, penso que deveria ser quase imposs?vel n?o usar o conhecimento medico obtido atrav?s da pesquisa em animais em ?pocas passadas (sendo o teste de novos medicamentos a cita??o mais obvia) sem descartar os cuidados com a sa?de tamb?m.

? importante, no entanto, que enfatizemos a necessidade de parar esses testes com animais agora. O passado n?o pode ser mudado.
JK

83. Fazendeiros tem que matar as pestes para proteger nosso abastecimento de alimentos. Em vista disso, o que h? de errado em matar mais alguns ratos para as pesquisas da medicina?

[Proposta A]
Primeiro, fazemos obje??o ? essa atitude casual com que se encara a matan?a de indiv?duos que possuem direitos. Uma filosofia sem discrimina??o de esp?cie, como a dos DA, n?o v? diferen?a entre essa pergunta e a que se segue:

Humanos s?o mortos legitimamente todos os dias. Em vista disso, o que h? de errado em matar mais alguns humanos para as pesquisas da medicina?

Esperamos que com esse exemplo fique obvio: na quest?o original, a destrui??o das pestes ? uma considera??o irrelevante, e o caso da liberta??o dos animais de laborat?rio deve ser avaliada por seu
pr?prio valor.

Quando se procura diluir um numero de mortes imorais em um numero ainda maior de mortes justific?veis ? um maneira engenhosa, porem il?gica de racioc?nio ?tico.
AECW

Veja tamb?m: 59

84 E sobre a dissec??o (ou disseca??o)? Ela n?o ? necess?ria para educar os estudantes, bi?logos, etc. ...?

[Proposta A]
A dissec??o se refere ? pratica de executar-se uma cirurgia explorat?ria em animais (vivos ou mortos) em um contexto educacional. A experi?ncia da maioria das pessoas com essa pratica consiste em dissecar um sapo em uma aula de biologia, mas fetos de esquilo, ratos, coelhos, c?es, gatos, porcos e outros animais tamb?m s?o usados.

A disseca??o ? respons?vel pela morte de cerca de 7 milh?es de animais por ano. V?rios destes animais s?o criados em condi??es de fazendas- fabricas. Outro s?o tirados de seus habitats naturais. Freq?entemente,
animais de estima??o perdidos terminam seus dias nas m?os dos dissecadores.

Esses animais sofrem de confinamento e transporte desumano, e s?o finalmente mortos por g?s, quebra de pesco?o e outros m?todos "baratos". A pratica da disseca??o ? repulsiva para v?rios estudantes e alguns j?
come?am a protestar contra isso. Alguns at? moveram a??o judicial (e venceram a causa) para assegurar o direito de n?o participar em tal crueldade desnecess?ria.

Na Calif?rnia h? uma lei que d? aos estudantes o direito de recusar-se a praticar disseca??o. A lei requer que uma alternativa seja oferecida e que o estudante n?o sofra san??es por exercer o seu direito.

Tendo respondido com a sub-quest?o "O que ? disseca??o?", vamos considerar se ela ? necess?ria para uma educa??o completa.

[Proposta B]
H? v?rias alternativas eficazes para a disseca??o. Em alguns casos, essas alternativas s?o ainda mais eficazes que a pr?pria disseca??o. Modelos de tamanho ampliado, filmes e v?deos, e simula??es em computador
s?o m?todos vi?veis de ensino dos princ?pios biol?gicos. A ultima op??o, a simula??o por computador, tem a vantagem de oferecer uma facilidade adicional de interatividade que tem se demonstrado de grande valia em
outros contextos educacionais.

Esses m?todos alternativos s?o freq?entemente mais baratos do que a pratica tradicional de disseca??o. Um programa de computador pode ser usado indefinidamente ao custo de uma ?nica compra; a pratica da
disseca??o apresenta uma despesa constante.

Em vista dessas alternativas eficazes, e dos ganhos econ?micos associados, a pratica da disseca??o come?a a parecer mais e mais como um rito de passagem para o mundo do abuso animal, quase uma inicia??o, ou um trote para os futuros vivissectores.

Essa pratica dessensibiliza os estudantes para o sofrimento animal e os ensina que animais s?o para ser usados e descartados sem respeito algum por suas vidas. ? esse o tipo de li??o que queremos para os nossos filhos?
JLS/DG

[Proposta C]
Dissecar animais ? normalmente descrito como algo necess?rio para a educa??o completa dos cirurgi?es. Isso ? bobagem. V?rios cirurgi?es tem declarado que a pratica em animais n?o faz adquirir a habilidade
adequada para a cirurgia em humanos.

Por exemplo, c?es s?o o animais de teste favoritos dos estudantes de cirurgia, mas mesmo assim, o formato de seu corpo ? diferente, o arranjo interno de seus ?rg?os ? diferente, a elasticidade de seus tecidos sob o corte do bisturi ? diferente, e os efeitos p?s- operat?rios s?o diferentes (s?o menos sujeitos ? infe??o, por
exemplo).

Tamb?m, v?rios cirurgi?es tem sugerido que a pratica em animais pode induzir na mente do estudante, uma atitude indiferente quanto ao sofrimento. A seguir est?o as declara??es de v?rios cirurgi?es de prestigio sobre esse assunto.
AECW

... as feridas dos animais s?o t?o diferentes daquelas dos humanos que as conclus?es das vivisse??es s?o absolutamente in?teis. Elas tem causado mais mal do que bem para a pratica cir?rgica.
Lawson Tait

Qualquer pessoa que teve que suportar ver certos experimentos sendo feitos em animais que morrem lentamente nos laborat?rios deve considerar uma morte por carboniza??o uma morte feliz. Como qualquer um em minha profiss?o, eu tinha a opini?o de que nos devemos nosso conhecimento da ci?ncia medica e cir?rgica aos experimentos em animais. Hoje eu sei que precisamente o oposto ? a verdade. Especialmente na cirurgia, a pratica nos animais n?o ajuda em nada ao praticante, e de fato, ele ? na maior parte das vezes levado ao equivoco por essa pratica.
Professor Bigelow

... o objetivo deveria ser treinar o cirurgi?o usando pacientes humanos aumentando gradualmente o estagio de dificuldade e explicitamente rejeitando a aquisi??o de habilidades pela pratica em animais ... a qual ? imprest?vel e perigosa no treinamento do cirurgi?o tor?cico.
Professor R. J. Belcher

A pr?tica em c?es provavelmente faz um bom veterin?rio, se esse ? o tipo de cirurgi?o que voc? quer para a sua fam?lia.
William Held

[Fim das cita??es de cirurgi?es]

A vida animal, mist?rio sombrio. Toda a natureza protesta contra a barbaridade do homem, que n?o entende, que humilha, que tortura, seus irm?os inferiores. inferior
Jules Michelet (historiador)

Mutilar animais e chamar isso de "ci?ncia" justifica a condena??o da esp?cie humana ao inferno moral e intelectual ... essa repugnante Idade das Trevas da tortura impensada dos animais tem que ser superada.
Grace Slick (m?sico)

Veja tamb?m: 77 - 81, 92

85. O que h? de errado com os testes de produtos em animais?

[Proposta A]
A pratica do teste de produtos em animais trata animais como recursos descart?veis e renov?veis, como clones substitu?veis sem vida individual, sem interesses, e sem aspira??es pr?prias. Ela insensivelmente alista azaradas criaturas para o servi?o dos humanos. Ela assume que os riscos que atingem uma classe de indiv?duos pode ser for?adamente transferida para outra.

Os testes de produtos s?o inacreditavelmente cru?is. Um m?todo not?rio de teste ? o teste de irrita??o de Draize, no qual os produtos potencialmente danosos s?o pingados nos olhos dos animais de teste (normalmente coelhos). O grau de periculosidade do produto ? ent?o (subjetivamente) avaliado dependendo do tamanho da ?rea ferida, da opacidade da c?rnea, o grau de vermelhid?o, o inchamento e secre??o da conjuntiva, e nos casos mais severos, o empolamento ou a destrui??o brutal da c?rnea.

[Proposta C]
O uso dos animais em medicina ? normalmente desafiado com argumentos cient?ficos, e os testes de produtos n?o s?o exce??o. Por exemplo, um teste amplamente usado ? o assim chamado LD50 (Dose Letal de 50% ou "Lethal Dose 50%"). O n?vel de toxicidade de um produto ? avaliado for?ando a sua ingest?o em um certo numero de animais at? que 50% deles morram.

A morte pode vir depois de dias ou semanas, e ? freq?entemente precedida de convuls?es, v?mitos, dificuldades de respira??o e mais. Normalmente, esse teste n?o revela nada mesmo; animais morrem
simplesmente devido ao volume do produto administrado, atrav?s da ruptura dos ?rg?os internos.

A maneira como tais praticas brutais poderiam fornecer qualquer dado ?til ? um mist?rio, e n?o somente para os ativistas dos DA. Essas praticas parecem duvidosas para v?rios toxicologistas, e ate mesmo para alguns conselheiros governamentais. Os modelos animais muitas vezes produzem resultados equivocados, ou n?o produzem nenhum resultado, e o teste de produtos n?o ? uma exce??o.

Um toxicologista escreveu: "Certamente ? hora, ent?o, de que nos cess?ssemos o uso do valor LD50 como ?ndice de a??o t?xica dos aditivos aliment?cios, o qual ? impreciso (variando consideravelmente conforme as diferentes esp?cies, com atua??es diferentes na mesma esp?cie, no mesmo sexo, no mesmo status nutricional, no mesmo status ambiental, e at? mesmo conforme a concentra??o na qual a substancia ? administrada) e que n?o tem valor nenhum no planejamento de estudos aprofundados."

[Proposta B]
A verdade ? que as vidas dos animais poderiam ser poupadas de v?rias maneiras. Por exemplo, a duplica??o de experimentos poderia ser evitada com a montagem de bancos de dados com os resultados. Tamb?m, uma mir?ade de alternativas humanas para tais testes j? est?o dispon?veis, e as somas consider?veis gastas na cria??o e manuten??o dos animais de teste poderia ser redirecionada de maneira ?til na pesquisa de novas alternativas.
AECW

A vis?o dos DA clama pela aboli??o de todos os testes de toxicidade em animais. Animais n?o s?o os nossos provadores. Nos n?o somos os reis deles.
Tom Regan (fil?sofo e ativista dos DA)

Veja tamb?m: 86

86 Como eu sei se um produto foi testado em animais?

H? duas maneiras f?ceis de determinar se um produto usa produtos animais ou se foi testado em animais. Primeiro, a maioria das companhias fornece um telefone com chamada gratuita para os consumidores perguntarem a respeito de seus produtos. Esse ? o m?todo mais confi?vel para se obter informa??o atualizada.

Segundo, v?rios guias excelentes est?o dispon?veis com listagens de companhias e produtos. A se??o intitulada "guias, manuais e referencia" na quest?o 92 lista v?rios guias para compras de produtos sem crueldade.

Para m?xima conveni?ncia, voc? pode obter uma lista do tamanho de uma carteira de dinheiro comum. Envie um envelope selado e auto-endere?ado com o seu pedido para "PETA Cruelty-Free Shopping Guide" para o endere?o PETA, PO BOX 42516, Washington, DC 20015.

Uma outra coisa a pensar ? sobre a possibilidade de evitar os produtos fazendo as suas pr?prias alternativas seguras e ecologicamente vi?veis. V?rios dos guias descritos na quest?o 92 explicam como fazer isso.
DG

Veja tamb?m: 85, 92

ATIVISMO PELOS DIREITOS DOS ANIMAIS

87. Quais s?o as formas de ativismo pelos direitos dos animais?

Primeiro vamos adotar uma defini??o abrangente de ativismo que consiste no processo de agir em apoio a uma causa, em contraste com lamentar-se em particular e expressar desgosto com o atual estado de coisas.

Dado isso, o ativismo pelos DA tem um grande alcance, com a??es relativamente simples e in?cuas em um extremo e dificultosas a??es pol?tico-judiciais em outro. Cada indiv?duo deve tomar uma decis?o pessoal sobre em que ponto dos dois extremos ele vai atuar.

Para alguns, as a??es ilegais ou uso da forca ? um imperativo moral; outros poder?o condenar esses atos, ou eles poder?o ser impratic?veis (por exemplo, um advogado pode ajudar os animais melhor atrav?s do processo legislativo-judici?rio do que participando de ataques, e possivelmente tendo sua licen?a cassada).

A seguir s?o relacionadas algumas amostras do ativismo pelos DA, come?ando pelo extremo mais simples. O espectro de atividades pode ser dividido em 4 zonas: a??es pessoais, convers?o, organiza??o e desobedi?ncia civil.

Consideremos primeiro as A??es Pessoais. Aqui est?o algumas das a??es que voc? pode tomar em apoio aos DA:

- Aprender: informe-se a respeito dos assuntos envolvidos.
- Vegetarianismo ou Veganismo: se torne um vegan ou vegetariano.
- Moda livre de crueldade: evite couro e peles.
- Compras livres de crueldade: evite produtos que envolvam teste em animais.
- Investimento com consci?ncia: evite companhias que exploram animais.
- H?bitos pr?-animais: evite pesticidas, detergentes, etc.
- Regra de Ouro: aplique-a a todas as criaturas e viva de acordo com ela.

A convers?o ? o processo de "espalhar a id?ia". Aqui est?o algumas das maneiras pelas quais isso pode ser feito:

- Conte ? sua fam?lia e aos seus amigos sobre a proposta dos DA.
- Escreva cartas e e-mail para os legisladores, jornais, revistas, etc.
- Escreva livros e artigos.
- Crie document?rios em v?deo.
- Faca panfletagem e divulga??o.
- D? palestras em escolas, empresas e outras organiza??es.
- Participe de comit?s que supervisionam as pesquisas em animais.
- Faca piquetes, boicotes, demonstra??es e protestos.

Organiza??o ? uma forma de meta-panfletagem - ajudando outros a espalharem a id?ia. Aqui est?o algumas das maneiras de fazer isso:

- Filie-se a uma organiza??o relacionada aos DA.
- Contribua com tempo ou dinheiro para uma organiza??o relacionada aos DA.
- Funde uma organiza??o pelos DA.
- Atue diretamente pelos DA junto aos pol?ticos e legisladores.

A ultima categoria de atua??o, a desobedi?ncia civil, ? a mais controversa e as quest?es restantes desta se??o explicar?o com maior detalhe. Algumas pessoas definem o limite aqui; outros n?o. ? uma decis?o pessoal.

Aqui est?o alguns dos m?todos usados para assegurar os direitos dos animais de maneira mais en?rgica:

- Ocupa??o ou invas?o.
- Obstru??o e perturba??o das pessoas envolvidas nas atividades de explora??o animal (por exemplo, sabotagem de ca?adas). A id?ia ? tornar dificultoso ou embara?oso para as pessoas continuar essas atividades.
- Espionagem e infiltra??o de industrias e organiza??es de explora??o animal. As informa??es e evidencias coletadas podem ser uma arma poderosa para os ativistas dos DA.
- Destrui??o de propriedades relacionadas ? explora??o e abuso dos animais (equipamento de laborat?rio, carne e roupas nas lojas e estoques, etc.). A id?ia ? tornar mais custoso e menos lucrativo para essas industrias animais.
- Sabotagem das industrias de explora??o de animais (por exemplo, destrui??o de ve?culos e edif?cios). A id?ia ? impossibilitar as atividades explorat?rias.
- Invas?es ? lugares associados com a explora??o animal (coletar evidencias, sabotar, libertar animais).

Pode se notar pela lista acima que o ativismo dos DA se estende a uma grande variedade de atividades que inclui ambas a??es que seriam convencionalmente consideradas como legais e inofensivas e a??es ilegais ou de risco contra as industrias de explora??o animal. A maior parte do ativismo dos DA se enquadra na primeira categoria, e de fato, as pessoas podem apoiar essas a??es legais ao mesmo tempo que condenam as a??es ilegais.

As pessoas que pensam, com certo temor, em comparecer a um encontro de um grupo de DA n?o precisam ter medo de se envolver com extremistas, ou de ser obrigado a participar de ativismo extremo. Esses interessados v?o encontrar um grupo de pessoas extremamente bem-comportadas, em sua maioria professores, artistas, programadores, etc. Os ativistas extremistas s?o essencialmente desorganizados e n?o podem se dar ao luxo de reunirem-se em lugares p?blicos devido ? aten??o das autoridades da lei.
DG

Uma pessoa pode fazer toda a diferen?a no mundo ... Pela primeira vez na hist?ria humana, temos o destino do planeta inteiro em nossas m?os.
Chrissie Hynde (vocalista)

Essa ? a verdadeira alegria de viver; ser ?til a um objetivo reconhecido por si pr?prio como importante, e ser uma forca da natureza em vez de ser apenas mais uma pessoa obtusa, tensa e egoc?ntrica.
George Bernard Shaw (dramaturgo, Nobel 1925)

Nada ? mais poderoso que um indiv?duo agindo pela consci?ncia de sua sociedade, ajudando assim a reviver a consci?ncia coletiva.
Norman Cousins (escritor)

Veja tamb?m: 5, 88 - 93, 95

88. A liberta??o de animais n?o ? apenas uma a??o simb?lica (pois n?o h? como abrigar todos os animais)?

Se algu?m pensar na a??o de liberta??o apenas com o objetivo de libertar, haveria alguma validade em v?-la apenas como uma a??o simb?lica. ? verdade que as a??es de liberta??o n?o poderiam funcionar se aplicadas em massa, porque n?o h? abrigos o suficiente para todos os animais, e mesmo se houvessem, n?o existiriam os canais de distribui??o suficientes para realoc?-los.

Mesmo sabendo disso, contudo, as pessoas devem se lembrar que para os poucos animais que foram libertados, essa a??o est? muito longe de ser simb?lica. H? um universo de diferen?as entre passar a vida inteira em um lar ou santu?rio de animais e passar a vida aprisionado em uma jaula esperando por um fim brutal.

A??es de libera??o precisam ser vistas com uma mentalidade menos literal. Como Peter Singer explica, as invas?es s?o efetivas na obten??o de evidencias de abuso animal que n?o poderiam de outra forma ser descobertas.

Por exemplo, em uma invas?o ao laborat?rio Thomas Gennarelli da Universidade da Pennsylvania foram obtidas fitas de v?deo que convenceram o secretario de Servi?os Humanit?rios e de Sa?de a acabar com os experimentos.

Alguns podem tamb?m considerar que as a??es simb?licas tem sido umas das a??es mais poderosas em toda a historia.
DG

O necess?rio para o triunfo do mal ? que os homens de bem n?o fa?am nada.
Edmund Burke (estadista e escritor)

Veja tamb?m: 89 - 91

89. Se o ativismo pelos DA perturba as pessoas, destr?i propriedades e p?e humanos em risco; isso n?o seria terrorismo?

A resposta ? quest?o 87 deveria ter deixado claro o bastante que a maioria do ativismo pelos DA n?o pode ser descrita como extremista, e al?m disso, que nem todos os atos descritos como extremos podem ser considerados como "terrorismo". Por exemplo, uma obstru??o pacifica n?o causaria medo em ningu?m. Assim, n?o ? correto caracterizar o ativismo pelos DA como terrorismo.

Uma das diretrizes fundamentais dos ativistas extremistas ? que um grande cuidado deve ser tomado para n?o causar danos f?sicos ?s pessoas. Essa diretriz surgiu da pratica. Nas muito raras ocasi?es em que esses danos ocorreram, os principais grupos de DA condenaram os atos.

Em alguns casos, os autores ficaram sob a suspeita de serem agentes infiltrados e aliados contra o movimento dos DA; e seus motivos n?o requerem um racioc?nio profundo para serem decifrados.

O dicion?rio define "terrorismo" como o uso de viol?ncia sistem?tica ou atos que causam medo intenso para atingir um objetivo. Certamente, atrapalhar as pessoas que vestem peles, ou gritar "carne ? assassinato" na porta de um a?ougue, n?o poderia ser considerado terrorismo.

Mesmo a destrui??o de propriedade n?o qualificaria sob essa defini??o, se a destrui??o ? feita sem prejudicar ningu?m fisicamente. Certamente, os participantes do protesto do ch? em Boston (contra o dom?nio brit?nico antes da independ?ncia dos EUA) n?o se consideravam terroristas.

Os verdadeiros terroristas s?o as pessoas e industrias que causam dor e sofrimento em milh?es de animais inocentes para objetivos triviais todos os dias.
DG

Se eu me arrependo de algo ? de ser t?o bem-comportado.
Henry David Thoreau (ensa?sta e poeta)

Agora falo serio ... n?o vou ser amb?guo ... n?o vou dar desculpas ... n?o vou ceder um ?nico mil?metro e vou ser ouvido.
William Lloyd Garrison (escritor)

Veja tamb?m: 87 - 88, 90 - 91

90. O ativismo extremo que envolve a viola??o das leis (por exemplo, destrui??o de propriedade) n?o ? errado?

Grandes homens e mulheres da hist?ria tem demonstrado que algumas leis podem ser imorais, e que podemos estar justificados em viol?-las. Aqueles que fazem obje??o ? violar a lei deveriam acima de tudo condenar:

Os manifestantes na Pra?a da Paz Celestial [Tiananmen, em Beijing na China em 1989].

Os manifestantes do protesto do ch? em Boston [revolucion?rios disfar?ados de ?ndios invadiram 3 barcos ingleses e jogaram o ch? ao mar em 1773 em revolta aos impostos brit?nicos, desencadeando o processo de independ?ncia americana].

Mahatma Gandhi e seus seguidores.

Os guerrilheiros da resist?ncia ? ocupa??o nazista na Segunda Guerra.

O sindicato Solidariedade na Pol?nia e Checoslov?quia e em outros pa?ses do bloco socialista europeu [respons?veis por atividades subversivas pr?-democracia como greves de fome, passeatas, emiss?o de
selos e literatura clandestinos .

Os manifestantes contra a Guerra do Vietn?.

Essa lista poderia ser continuada indefinidamente.

Reciprocamente, as leis ?s vezes n?o refletem nossas cren?as morais. Depois da Segunda Guerra, os aliados tiveram que criar apressadamente novas leis que permitissem levar os criminosos de guerra nazistas ?
justi?a em Nuremberg.

Dave Foreman chama a aten??o para uma distin??o a ser feita entre moralidade e os estatutos de um governo no poder. Poderia ser argumentado que o principio do qual estamos falando n?o se aplicaria.

Especificamente, isso diria que a lei contra a destrui??o de propriedade n?o ? imoral, e portanto n?o dever?amos viol?-la. No entanto, um principio relacionado a isto pode ser levado em conta. Se uma lei ? invocada para defender praticas imorais, ou para tentar limitar ou interferir na nossa habilidade de lutar contra uma situa??o imoral, ent?o haver? uma justificativa para violar essa lei.

Em uma analise final, essa ? uma decis?o pessoal de cada um de acordo com sua pr?pria consci?ncia.
DG

Certamente um dos deveres mais dignos de um cidad?o ? a obedi?ncia conscienciosa das leis do pais. Mas esse n?o ? o dever mais digno de todos.
Thomas Jefferson (Terceiro presidente americano)

Eu digo: violemos as leis.
Henry David Thoreau (ensa?sta e poeta)

Veja tamb?m: 89, 91

91. O ativismo extremo n?o d? m? reputa??o ao movimento pelos direitos dos animais?

? um argumento significativo que deve ser ponderado com cuidado. Essencialmente, o argumento diz que se suas a??es podem ser caracterizadas como extremistas, ent?o voc? estaria manchando a reputa??o daqueles cujas a??es s?o moderadas, e assim estaria criando uma rea??o que pode neutralizar os avan?os feitos pelos
ativistas mais moderados.

Esse apelo ? "rea??o" tem um precedente hist?rico. Martin Luther King ouviu as mesmas advert?ncias quando ele organizou protestos de desobedi?ncia civil contra a segrega??o racial. Se o Dr. King tivesse cedido a esse apelo, a legisla??o de direitos civis e de sufr?gio universal teria sido aprovada?

Dave Foreman, escreveu no livro "Confessions of an Eco-Warrior" que os radicais do movimento pacifista contra a Guerra do Vietn? foram responsabilizados pelo prolongamento da guerra e por manchar a oposi??o "respeit?vel".

Apesar disso, o medo de as manifesta??es se tornarem mais militantes impediu o presidente Nixon de aumentar o esfor?o de guerra, e a estrid?ncia dos manifestantes eventualmente venceu por cansa?o o estabelecimento pr?-guerra.

O argumento de rea??o ? um argumento padr?o que sempre ser? alegado pelos oponentes de um movimento. A rea??o pode ser esperada toda vez que o status quo for desafiado, independentemente de as
a??es serem extremas ou n?o.

A quest?o real ?: A rea??o prov?vel pode neutralizar os ganhos alcan?ados atrav?s da a??o extrema?
A resposta aqui n?o ? clara e nos devemos deixar o julgamento para o leitor informado.

Dois livros que podem ajudar na avalia??o disso s?o "Free the Animals" por Ingrid Newkirk, e "In Defense of Animals" por Peter Singer. O seguinte argumento ? parafraseado de Dave Foreman:

A a??o extrema ? uma t?tica pol?tica que exagera os problemas e coloca-os diante do publico quando de outra maneira eles seriam ignorados pela m?dia, uma t?tica que aplica press?o nas companhias e nas agencias do governo que de outra forma seriam capazes de resistir as press?es "legais" das organiza??es moderadas, e por fim, essa t?tica aumenta o espectro do ativismo de forma que as press?es exercidas pelos grupos principais n?o possa ser considerada "extremista".
DG

Minha doutrina ? essa: se vermos crueldade ou algo errado que temos o poder de cessar, e n?o fizermos nada, nos nos tornamos c?mplices.
Anna Sewell (escritora)

Se n?o h? luta, n?o h? progresso. Aqueles que professam a liberdade, e ainda se op?em ? agita??o, s?o pessoas que querem a chuva sem raios ou trov?es. Eles querem o oceano sem o rugido das ondas. O poder n?o concede nada se n?o exigirmos. Nunca concedeu e nunca conceder?.
Frederick Douglass (abolicionista)

Veja tamb?m: 87 - 90

INFORMA??ES E ORGANIZA??ES LIGADAS AOS DIREITOS DOS ANIMAIS

92. Quais s?o os livros e revistas sobre as quest?es relacionadas aos direitos dos animais?

H? centenas de livros que poderiam ser recomendados. Nos provemos apenas uma amostra dos livros e peri?dicos abaixo. Por favor, consulte a quest?o 94 para mais referencias a livros e artigos.
Limita??es de espa?o nos for?aram a omitir os livros para crian?as. Consulte os livros guia listados para encontrar a bibliografia completas.
TA/DG/JLS/AECW

Animais para Produ??o e granjas industriais

"Animal Factories", Jim Mason e Peter Singer, AAVS, 801 Old York Rd, Suite 204, Jenkintown, PA 19046-1685, $12.95. ISBN: 0517577518 [ www.aavs.org/Docs/shop.htm ]
Fatos e fotos sobre fazendas de produ??o em massa de animais para carne, leite e ovos [1980, 1990]

"Factory Farming: The Experiment That Failed", Animal Welfare Institute, P.O. Box 3650, Washington, DC 20007. [ www.animalwelfare.com/ ] Denuncias acompanhadas de muitos fatos sobre as fazendas-
fabricas na ?rea social e econ?mica. [1988]

"Waste of the West: Public Lands Ranching", Lynn Jacobs, P.O. Box 5784, Tucson, AZ 85703.
[ Aparentemente, o livro inteiro foi publicado na Internet no endere?o: www.apnm.org/waste_of_west/
No mesmo endere?o ? poss?vel comprar o livro impresso.]

"Do Hens Suffer in Battery Cages?", Michael Appleby, The Athene Trust, 5a Charles St, Petersfield, Hants GU32 3EH. [ arrs.envirolink.org/CIWF/reports.html ] Evid?ncias cient?ficas do sofrimento das galinhas poedeiras.
[1991]

"Alternative to Factory Farming", Paul Carnell, Earth Resources Research Publishers, London. Desafio ?s granjas industriais sob o aspecto econ?mico. [1983]

"Chicken and Egg: Who pays the price?", Clare Druce, Green Print Publishers, London. Uma critica ? industria de aves. [1989]

"Taking Stock: Animal Farming and The Environment", Alan Durning e Holly Brough, Worldwatch Paper 103, WorldWatch Institute, 1776 Mass. Avenue N.W., Washington, DC 20036-1904. [www.utoronto.ca/env/lib_ho...1071_TE.htm ] O custo ambiental das fazendas de animais. [1991]

"Assault and Battery", Mark Gold, Pluton Publishers, London. Efeitos das fazendas nos animais, humanos e meio ambiente. [1983]

"Animal Machines", Ruth Harrison, Vincent Stuart Publishers, London. O primeiro livro sobre granjas industriais. [1964]

"Facts about Furs", Greta Nilsson, et. al., Animal Welfare Institute, (op. cit.). ISBN: 9990674027
Sobre cria??o e ca?a de animais para peles. [1980]

"Pulling the Wool", Christine Elizabeth Townend, Hale and Ironmonger Publishers, Sydney, Austr?lia.
Sobre a industria australiana de l? e ovelhas. [1985]

Hist?ria dos Direitos dos Animais

"All Heaven in a Rage", E. S. Turner. Conta a historia do movimento de prote??o aos animais at? os
anos 60. [1964]

"Animal Warfare", David Henshaw, Fontana Publishers, London. Sobre o surgimento da a??o direta em defesa dos DA. [1984]

"History of the Humane Movement", Charles D. Niven, Johnson Publishers, London. Hist?ria dos movimentos humanit?rios da antig?idade at? hoje. [1967]

"Animal Revolution", Richard D. Ryder, Blackwell Publishers, Oxford. ISBN: 1859733301 (formato econ?mico) ISBN: 1859733255 (capa dura) Vis?o geral da historia dos movimentos pelo bem-estar e pelos
direitos dos animais. [1985]

"The Animal Liberation Movement: Its Philosophy, Its Achievements and Its Future", Peter Singer,
Old Hammond Press Publishers, Nottingham, [1986]

"Man and the Natural World", Keith Thomas, Penguin, London. ISBN: 0195111222
A Historia do Homem e a percep??o de seu lugar no mundo desde 1500 AC at? 1800 DC. [1991]

Legisla??o dos Direitos dos Animais

"Animals and their Legal Rights", The Animal Welfare Institute, Washington D.C. [1990]
[ www.animalwelfare.com/ ]

"Animal Rights, Human Wrongs", S. Jenkins, Lennard Publishings, Harpenden, UK. As experi?ncias de um representante da RSPCA demonstram a falta de legisla??o adequada para os animais. [1992]

"Up against the Law", J. J. Roberts, Arc Print, London. 1986 O Ato de Ordem Publica e suas implica??es para os protestos pelos DA. [1987]

"Animals and Cruelty and Law", Noel Sweeney, Alibi, Bristol UK. Um advogado argumenta pelos DA do ponto de vista legal. [1990]

Filosofia dos Direitos dos Animais

"The Case for Animal Rights", Tom Regan, University of California Press. ISBN: 0520054601
[1983]

"The Struggle for Animal Rights", Tom Regan, International Society for Animal Rights, Inc., Clarks Summit,
PA. ISBN: 0960263217 [1987]

"Liberta??o Animal", Peter Singer, PETA Merchandise, P.O. Box 42400, Washington, D.C. 20015, $3.00
mais despesas do correio. ISBN: 0940322005 O livro que popularizou os DA. [1975, 1990]

"In Defense of Animals", Peter Singer.

"Animals' Rights", Henry Stephens Salt, AAVS (op. cit.), $6.95. ISBN: 0960263209
Escrito a um s?culo atr?s, um verdadeiro cl?ssico que antecipou v?rios dos argumentos de hoje em dia.

"No Room, Save in the Heart: Poetry and Prose on Reverence for Life--Animals, Nature and Humankind",
Ann Cottrell Free, AAVS (op. cit.), $8.95. ISBN: 0961722509

"The Unheeded Cry: Animal Consciousness, Animal Pain and Science", Bernard Rollin. [1989]
ISBN: 0813825768

"Created from Animals: The Moral Implications of Darwinism", James Rachels. [1990]
ISBN: 0192861298

"Morals, Reason and Animals, Steve Sapontzis. [1987] ISBN: 0877229619 (formato econ?mico)
ISBN: 0877224935 (capa dura)

"Political Theory and Animal Rights", Andrew A. B. Clarke e Andrew Linzey (Eds.). ISBN: 0745303919
Esse livro d? resumos interessantes dos pensadores desde Plat?o at? Regan sobre a quest?o das nossas rela??es e deveres com os animais. [1990]

"The Nature of the Beast: Are Animals Moral?", Stephen R. L. Clark.

"Animals, Men and Morals", Stanley Godlovitch et. al. [1971]

"Fettered Kingdoms", John Bryant, Fox Press Publishers, Winchester. Inclui uma conhecida acusa??o a respeito dos animais de estima??o.
[1990]

"The Moral Status of Animals", Stephen Clark, Oxford University Press Publishers, Oxford. As ra?zes do tratamento dispensado aos animais em uma fic??o sentimental. [1977]

"The Savour of Salt - A Henry Salt Anthology", G. e W. Hendrick, Centaur Press Publishers, Fontwell. [1989]

"Animals and Why They Matter: A Journey Around the Species Barrier", Mary Midgley,
Penguin Publishers, London. [1983] ISBN: 0820320412 Cont?m discuss?es sobre Kant, a tradi??o Racionalista, o antropomorfismo, subjetividade e consci?ncia dos animais e sobre vultos como David Hume, Plat?o, John Stuart Mill e Jean-Jacques Rousseau.

"Beast and Man: The Roots of Human Nature", Mary Midgley, Harvester Press Publishers, Brighton. [1979]
ISBN: 0415127408

"Animal Rights--A Symposium", David Paterson e Richard Ryder, Centaur Press Publishers, Fontwell. [1979]

"Inhumane Society: The American Way of Exploiting Animals", Michael W. Fox, com ilustra??es de Cleveland Amory, ISBN: 0312078080 (formato econ?mico) ISBN: 0312042744 (capa dura)
St. Martins Press, New York. [1990]

"The Sexual Politics of Meat: A Feminist-Vegetarian Critical Theory", ISBN: 0826405134 (formato econ?mico) ISBN: 0826404553 (capa dura) Carol J. Adams. [1990]

"Rape of the Wild: Man's Violence against Animals and the Earth", ISBN: 0253205190 (formato econ?mico)
ISBN: 025331514X (capa dura) Andree Collard e Joyce Contrucci. [1989]

"The Dreaded Comparison: Human and Animal Slavery", Marjorie Spiegel,
ISBN: 0962449334 (formato econ?mico) ISBN: 0962449342 (capa dura) Mirror Books, NY. [1988]

Teologia dos Direitos dos Animais

"Christianity and the Rights of Animals", Andrew Linzey, Crossroad, New York. [1987]

"Animal Sacrifices -- Religious Perspectives on the Use of Animals in Science",
Tom Regan (Ed.), Temple University Press, PA. ISBN: 0877225117 [1986]

Circos, Rodeios e Zool?gicos

"The Rose-Tinted Menagerie", William Johnson, PETA (op. cit.), $16.50. Descreve as a??es por detras das cortinas nos circos, aqu?rios e zool?gicos.

"Animals in Circuses and Zoos--Chiron's World?", Marthe Kiley-Worthington, Little Eco Farms Publishing, Basildon, UK. Investiga??o sobre o tratamento dos animais em zool?gicos e circos. [1990]

"The Last Great Wild Beast Show", Bill Jordan e Stefan Ormrod, Constable Publishers, London. Como os animais s?o capturados do meio selvagem para serem transportados para os zool?gicos do mundo inteiro. [1978]

"Beyond the Bars", Virginia McKenna, William Travers, Jonathan Wray (eds.), Thorsons Publishers, Wellingborough, UK. A imoralidade do cativeiro animal. [1987]

?ticas da dieta alimentar

"Diet for a New America", John Robbins, ISBN: 0915811812 PETA (op. cit.), $12.50 post-paid.
Examina os problemas dos sistemas de produ??o de alimentos obtidos de animais, oferece solu??es e informa??es sobre a rela??o entre a dieta alimentar e as doen?as.

"Compassion: The Ultimate Ethic", Victoria Moran, ISBN: 0942401166 American Vegan Society, NJ, USA.
Explorando o veganismo: suas ra?zes nas filosofias ocidentais e orientais. [1991]

"Food: Need, Greed and Myopia", G. Yates, Earthright, Ryton UK. O problema da fome no mundo visto de um ponto de vista vegetariano/vegan. [1986]

"Radical Vegetarianism", Mark Mathew Braunstein, ISBN: 0963566318 Panjandrum Books, Los Angeles. [1983]

Guias, Manuais e Refer?ncia

"Save the Animals! 101 Easy Things You Can Do", Ingrid Newkirk, PETA (op. cit.), $4.95.

"67 Ways to Save the Animals", Anna Sequoia, Harper Perennial, $4.95. [1990]

"The Animal Rights Handbook -- Everyday Ways to Save Animal Lives", Laura Fraser e Joshua Horwitz
ISBN 0425137627 Berkley Books, New York, $4.50. [1993]

"PET?s Shopping Guide for Caring Consumers", PETA (op. cit.), $4.95. Susan Rayfield (edi??o de 1999)
ISBN: 0913990337 (1994) ISBN: 1570670102 (1996) ISBN: 157067034X (1997) ISBN: 157067048X (1998) ISBN: 1570670633 (1999) Todo mundo devia ter ! Lista nomes e endere?os de empresas que
vendem produtos livres de crueldade. H? uma nova edi??o a cada ano.

"Keyguide to Information Sources in Animal Rights", Charles R.Magel, ISBN: 0720119847 AAVS (op. cit.), $24.95.

"A Shopper's Guide to Cruelty-Free Products", Lori Cook, Bantam Books, New York, $4.99. [1991]

"Animal Rights: A Beginner's Guide", Amy Blount Achor, Writeware Inc., Yellow Springs, OH, $14.95. [1992]

"The PETA Guide to Action for Animals", PETA (op. cit.), $4.00.

"The Extended Circle: A Commonplace Book of Animal Rights", Jon Wynne-Tyson (Ed.). ISBN: 1569249946 Fornece centenas de cita??es e declara??es dos pensadores hist?ricos. [1989]

"The Animal-Free Shopper", R. Farhall, R. Lucas, e A. Rofe A. (Eds.), The Vegan Society, 7 Battle Road, St. Leonards on Sea, East Sussex, TN37 7AA, UK. [1991]

"The Animal Welfare Handbook", C. Clough e B. Kew, 4th Estate, London, UK [1993]

Animais de Laborat?rio e Testes de Produtos em Animais

"Vivisection and Dissection in the Classroom: A Guide to Conscientious Objection", Gary L. Francione e Anna E. Charlton, ISBN: 1881699005 AAVS (op. cit.), $7.95. Cita??es legais, modelos de solicita??o e cartas de pedido/protesto.

"Animals in Education: The Facts, Issues and Implications", Lisa Ann Hepner, Richmond Publishers, Albuquerque NM. [1994]

"Entering the Gates of Hell: Laboratory Cruelty You Were Not Meant to See", Brian Gunn, AAVS (op. cit.), $10.00.

"Animal Experimentation: The Consensus Changes", Gill Langley (Ed.), ISBN: 041202411X MacMillan Publishers, London. Cole??ao de ensaios delineando a mudan?a na moralidade. [1991]

"Slaughter of the Innocent", Hans Ruesch, Civitas Publications, Swaine, NY. [1983]

"Naked Empress: The Great Medical Fraud", Hans Ruesch, ISBN: 3905280027
CIVIS, Klosters, Switzerland. Explica o porqu? de a vivissec??o ser uma grande causa de doen?as humanas. [1982]

"Victims of Science: The Use of Animals in Research", Richard D. Ryder, National Anti-Vivisection Society, Centaur Press Publishers, Fontwell. Den?ncias cl?ssicas sobre a vivissec??o. [1983]

"The Cruel Deception: The Use of Animals in Medical Research", Robert Sharpe, Thorsons Publishers, Wellingborough, UK. Estudo detalhado do barbarismo e inutilidade da vivissec??o. [1989]

"Free the Animals!", Ingrid Newkirk, ISBN: 187936011X PETA (op. cit.), $14.00. Hist?ria do Animal Liberation Front nos EUA.

Peri?dicos

"Animals Magazine", www.mspca.org/animals/ord...Animals.html 350 Huntington Ave., Boston, MA 02130.

"The Animals' Agenda", www.animalsagenda.org/ P.O. Box 6809, Syracuse, NY 13217-9953.

"Animal People", www.animalpepl.org/ P.O. Box 205, Shushan, NY 12873.

"The Animals' Voice", P.O. Box 341-347, Los Angeles, CA 90034.

"Between the Species", www.cep.unt.edu/between.html P.O. Box 254, Berkeley, CA 94701.

"Bunny Hugger's Gazette", P.O. Box 601, Temple, TX 76503-0601.

Animais em seu Habitat Natural

"The Politics of Extinction", Lewis Regenstein, Collier-Macmillan, London. Den?ncia cl?ssica sobre a carnificina contra os animais. [1975]

"Wildlife and the Atom", L. Veal, London Greenpeace, 5 Caledonian Road, London N1 9DX, UK. O uso dos animais pela industria nuclear. [1983]

Veja tamb?m: 1, 94

93. Quais s?o as organiza??es internacionais ?s quais eu posso me filiar para apoiar os DA?

H? centenas de organiza??es relacionadas aos DA espalhadas pelo mundo. Al?m disso, h? v?rios grupos vegetarianos e vegans. Esta lista de perguntas e respostas j? est? muito comprida para que listemos todos esses grupos. Relacionamos somente os grupos pelos DA nos EUA e na Inglaterra.

Edi??es posteriores desta lista poder?o abranger mais paises. Para uma listagem completa dos grupos de vegetarianos e vegans do mundo, consulte a excelente lista de perguntas e respostas mantida por Michael Traub (traub@btcs.bt.co.uk).

Os seguintes dados sobre as organiza??es americanas foram extra?dos do livro "The Animal Rights Handbook", Berkley Books, New York, 1993, ISBN 0-425-13762-7. DG/AECW

ESTADOS UNIDOS

Geral

Alliance for Animals,
www.allanimals.org/
P.O. Box 909, Boston, MA 02103

American Humane Association,
www.americanhumane.org/
63 Inverness Drive East, Englewood, CO
80112-5117

American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA),
www.aspca.org/
424 E. 92nd St., New York, NY 10128

Animal Allies,
P.O. Box 35063, Los Angeles, CA 90035

Animal Liberation Network,
P.O. Box 983, Hunt Valley, MD 21030

Animal Protection Institute of America,
www.api4animals.org/
P.O. Box 22505, Sacramento, CA 95822

Animal Rights Mobilization,
P.O. Box 1553, Williamsport, PA 17703

Animal Welfare Institute,
www.animalwelfare.com/
P.O. Box 3650, Washington, DC 20007

Citizens to End Animal Suffering and Exploitation (CEASE),
P.O. Box 27, Cambridge, MA 02238

Defenders of Animals,
www.defendersofanimals.org/
P. O. Box 5634, Weybosset Hill Station, Providence, RI 02903,
(401) 738-3710

Doris Day Animal League (DDAL),
www.ddal.org/
227 Massachusetts Ave. NE, Suite 100, Washington, DC 20002

Focus on Animals,
P.O. Box 150, Trumbull, CT 06611

Friends of Animals,
arrs.envirolink.org/foa/
P.O. Box 1244, Norwalk, CT 06856

The Fund for Animals,
arrs.envirolink.org/fund/
200 West 57th St., New York, NY 10019

Humane Society of the United States,
www.hsus.org/
2100 L St., NW, Washington, DC 20037

People for the Ethical Treatment of Animals (PETA),
www.peta.com/
501 Front Street, Norfolk, VA 23510

World Society for the Protection of Animals,
www.wspa.org.uk/index.html
29 Perkins St., P.O. Box 190, Boston, MA 02130

Animais de Estima??o

The Anti-Cruelty Society,
www.anticruelty.org/
157 W. Grand Ave., Chicago, IL 60616

Massachusetts Society for the Prevention of Cruelty to Animals (MSPCA),
www.mspca.org/
350 S. Huntington Ave., Boston, MA 02130

Progressive Animal Welfare Society (PAWS),
paws.org/
15305 44th Ave. W, P.O. Box 1037, Lynnwood, WA 98046

San Francisco Society for the Prevention of Cruelty to Animals (SFSPCA),
2500 16th St., San Francisco, CA 94103

Esportes e Entretenimento

Committee to Abolish Sport Hunting,
P.O. Box 44, Tomkins Cove, NY 10986

Performing Animal Welfare Society,
www.pawsweb.org/
11435 Simmerhorn Rd., Galt, CA 95632

Animais em Fazendas

Food Animal Concerns Trust (FACT),
P.O. Box 14599, Chicago, IL 60614

Farm Animals Reform Movement (FARM),
www.farmusa.org/
10101 Ashburton Lane, Bethesda, MD 20817

Farm Sanctuary,
www.farmsanctuary.org/
PO Box 150, Watkins Glen, NY 14891

Humane Farming Association,
www.hfa.org/
1550 California Street, Suite 6, San Francisco, CA 94109

United Animal Defenders, Inc.,
P.O. Box 33086, Cleveland, OH 44133

United Poultry Concerns,
arrs.envirolink.org/upc/upchome.html
PO Box 59367, Potomac, MD 20889

Animais de Laborat?rio

Alternatives to Animals,
P.O. Box 7177, San Jose, CA 95150

American Anti-Vivisection Society,
www.aavs.org/
801 Old York Rd., Suite 204, Jenkintown, PA 19046

In Defense of Animals,
www.idausa.org/
21 Tamal Vista Blvd., No. 140, Corte Madera, CA 94925

Last Chance for Animals,
www.lcanimal.org/
18653 Venture Blvd., No. 356, Tarzana, CA 91356

National Anti-Vivisection Society,
www.navs.org/
53 W.Jackson Blvd., Suite 1550, Chicago,
IL 60604

New England Anti-Vivisection Society,
www.neavs.org/
333 Washinton St., Boston, MA 02135

Organiza??es Profissionais

Animal Legal Defense Fund (ALDF),
www.aldf.org/
1363 Lincoln Ave., San Raphael, CA 94901

Association of Veterinarians for Animal Rights,
arrs.envirolink.org/avar/
15 Dutch St., Suite 500-A, New York, NY 10038

National Association of Nurses Against Vivisection,
P.O. Box 42110, Washington, DC 20015

Physician's Committee for Responsible Medicine,
www.pcrm.org/
P.O. Box 6322, Washington, DC 20015

Psychologists for the Ethical Treatment of Animals,
www.psyeta.org/
P.O. Box 1297, Washington Grove, MD 20880-1297

Scientists Center for Animal Welfare,
www.scaw.com/
4805 St. Elmo Ave., Bethesda, MD 20814

Scientists Group for Reform of Animal Experimentation,
147-01 3rd Ave., Whitestone, NY 11357

Organiza??es Legislativas

Committee for Humane Legislation,
30 Haviland, South Norwalk, CT 06856

The National Alliance for Animal Legislation,
P.O. Box 75116, Washington, DC 20013-5116

United Action for Animals,
205 E. 42nd St., New York, NY 10017

Preserva??o da Vida Marinha

American Cetacean Society,
www.acsonline.org/
P.O. Box 2639, San Pedro, CA 90731

Center for Marine Conservation,
www.cmc-ocean.org/
1725 DeSales St., NW, Washington, DC 20036

Greenpeace,
www.greenpeace.org/
P.O. Box 3720, 1436 U St., NW, Washinton, DC 20007

Marine Mammal Fund,
Fort Mason Center, Bldg. E, San Francisco, CA 94123

Animais em seus Habitats Naturais

Defenders of Wildlife,
www.defenders.org/
1244 19th St., NW, Washington, DC 20036

Earth Island Institute,
www.earthisland.org/home.html
300 Broadway, Suite 28, San Francisco, CA 94133

International Fund for Animal Welfare,
www.ifaw.org/
P.O. Box 193, Yarmouth Port, MA 02675

Rainforest Action Network,
www.ran.org/
301 Broadway, Suite A, San Francisco, CA 94133

Wildlife Information Center, Inc.,
629 Green St., Allentown, PA 18102

Animais Espec?ficos

American Horse Protection Association,
1000 29th St., NW, Suite T100, Washington DC 20007

Bat Conservation International,
www.batcon.org/
P.O., Box 162603, Austin, TX 78716

The Beaver Defenders, Unexpected Wildlife Refuge, Inc.,
Newfield, NJ 08344

Friends of the Sea Otter,
www.seaotters.org/
P.O. Box 221220, Carmel, CA 93922

Greyhound Friends,
www.greyhound.org/
167 Saddle Hill Rd., Hopkinton, MA 01748

International Primate Protection League,
www.ippl.org/
P.O. Box 766, Summerville, SC 29484

Mountain Lion Preservation Foundation,
P.O. Box 1896, Sacramento, CA 95809

Primarily Primates,
P.O. Box 15306, San Antonio, TX 78212

Save the Manatee Club,
www.savethemanatee.org/
500 N. Maitland Ave., Suite 210, Maitland, FL 32751

Grupos de Interesse

Feminists for Animal Rights,
arrs.envirolink.org/far/
P.O. Box 16425, Chapel Hill, NC 27516

International Network for Religion and Animals,
P.O. Box 1335, North Wales, PA 19454

Jews for Animal Rights,
255 Humphrey St., Marblehead, MA 01945

Student Action Corps for Animals (SACA),
P.O. Box 15588, Washington, DC 20003-0588

INGLATERRA

Animal Aid,
www.animalaid.org.uk/
7 Castle Street, Tonbridge, Kent TN9 1BH, UK

Animal Concern,
62 Old Dumbarton road, Glasgow G3 8RE, UK

Animal Liberation Front Supporters Group,
BM 1160, London WC1N 3XX, UK

Animal Research Kills,
P.O. Box 82, Kingswood, Bristol BS15 1YF, UK

Athene Trust,
5a Charles Street, Petersfield, Hants GU32 3EH, UK

Beauty Without Cruelty,
57 King Henry's Walk, London N1 4NH, UK

Blue Cross Field Centre,
Home Close Farm, Shilton Road, Burford, Oxfordshire OX18 4PF, UK

Born Free Foundation,
www.bornfree.org.uk/
Cherry Tree Cottage, Coldharbour, Dorking, Surrey RH5 6HA, UK

British Hedgehog Preservation Society,
Knowbury House, Knowbury, Ludlow, Shropshire SY8 3LQ, UK

British Trust For Ornithology,
The Nunnery, Nunnery Place, Thetford, Norfolk IP24 2PU, UK

British Union for the Abolition of Vivisection,
16a Crane Grove, Islington, London N7 8LB, UK

Campaign for the Abolition of Angling,
www.enviroweb.org/pisces/index.html
P.O. Box 130, Sevenoaks, Kent TN14 5NR, UK

Campaign for the Advancement of Ruesch's Expose,
23 Dunster Gardens, London NW6 7NG, UK

Campaign to End Fraudulent Medical Research,
www.pnc.com.au/~cafmr/
P.O. Box 302, London N8 9HD, UK

Cat's Protection League,
www.cats.org.uk/
17 King's Road, Horsham, West Sussex RH13 5PN, UK

CIVIS,
P.O. Box 338, London E8 2AL, UK

Disabled Against Animal Research and Exploitation,
P.O. Box 8, Daventry, Northamptonshire NN11 4QR, UK

Donkey Sanctuary,
www.thedonkeysanctuary.org.uk/
Slade House Farm, Salcombe Regis, Sidmouth, Devon EX10 0NU

Dr. Hadwen Trust for Humane Research,
arrs.envirolink.org/DrHT/
6c Brand Street, Hitchin, Hertfortshire SG5 1HX, UK

Earthkind,
Humane Education Centre, Bounds Green Road, London N22 4EU, UK

Elefriends,
Cherry Tree Cottage, Coldharbour, NR Dorking, Surrey RH5 6HA, UK

Environmental Investigation Agency,
www.euroyellowpages.com/eia/
2 Pear Tree Court, London EC1R 0DS, UK

Fund for the Replacement of Animals in Medical Experiments,
Eastgate House, 34 Stoney Street, Nottingham NG1 1NB, UK

Green Party Animal Rights Working Party,
23 Highfield South, Rock Ferry, Wirral L42 4NA, UK

Horses and Ponies Protection Association,
Happa House,
64 Station Road, Padiham, N. Burnley, Lancashire BB12 8EF, UK

Humane Research Trust,
www.btinternet.com/~shawweb/hrt/
Brook House,
29 Bramhall Lane South, Bramhall, Stockport, Cheshire SK7 2DN, UK

Hunt Saboteurs Association,
www.enviroweb.org/nhsa/
P.O. Box 1, Carlton, Nottingham NG4 2JY, UK

International Association Against Painful Experiments on Animals,
P.O. Box 215, St Albans, Herts AL3 4PU, UK

International Primate Protection League,
www.ippl.org/
116 Judd Street, London WC1H 9NS, UK

League Against Cruel Sports,
www.league.uk.com/
83-87 Union Street, London SE1 1SG, UK

International League of Doctors for the Abolition of Vivisection,
UK Office, Lynmouth, Devon EX35 6EE, UK

National Anti-Vivisection Society,
www.navs.org/
Ravenside, 261 Goldhawk Road, London W12 9PE, UK

National Canine Defence League,
www.ncdl.org.uk/
1 Pratt Mews, London NW1 0AD, UK

People for the Ethical Treatment of Animals,
www.peta-online.org/
P.O. Box 3169, London NW6 2QF, UK

Royal Society for the Protection of Birds,
www.rspb.org.uk/
The Lodge, Sandy, Bedfordshire SG19 2DL, UK

Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals,
www.rspca.org.uk/
Causeway, Horsham, West Sussex RH12 1HG, UK

Student Campaign For Animal Rights,
P.O. Box 155, Manchester M60 1FT, UK

Teachers For Animal Rights,
29 Lynwood Road. London SW17 8SB, UK

Whale and Dolphin Conservation Society,
www.wdcs.org/
19A James Street, Bath, Avon BA1 2BT, UK

Zoocheck,
www.zoocheck.com/
Cherry Tree Cottage, Coldharbour, Dorking, Surrey CR0 2TF, UK

94. Poderia fazer um breve resumo de Quem ? Quem no movimento dos DA?

TOM REGAN -- Professor de Filosofia na Universidade do Estado de Carolina do Norte.

Seu livro "The Case For Animal Rights" ? um dos melhores trabalhos sobre DA. ? um texto complexo, mas o esfor?o de l?-lo e entend?-lo vale a pena. Todos aqueles interessados seriamente nesses assuntos deveriam ler essa defesa rigorosamente argumentada dos DA.

Ele come?a com alguns conceitos centrais da teoria de valor inerente, os mesmos conceitos que tem desempenhado um papel importante e significativo no progresso da liberdade civil humana desde o s?culo 17, as quais come?aram a se estender aos n?o-humanos durante o s?culo 19.

A no??o de valor inerente continua a ser vital e importante para o progresso em ambos direitos humanos e animais. Um livro de Regan menos dif?cil de ler e ainda informativo ? "The Struggle for Animal Rights".
Pode ser que alguns queiram primeiro ler esse livro antes de tentar outro livro mais dif?cil de Regan.

PETER SINGER -- Professor de Filosofia da Universidade Monash em Melbourne-Australia.

Singer ? mais conhecido pelo seu livro "Liberta??o Animal", provavelmente o livro mais lido sobre a filosofia dos DA. Singer, ao contrario de Regan, n?o ? um abolicionista como muitas pessoas podem pensar incorretamente. Sua postura utilit?ria considera a possibilidade ou necessidade de matar animais sob certas
circunstancias.

O que se deixa de perceber ? que os abusos claros e evidentes abrangem tanta coisa que ambos Regan e Singer compartilham pontos de vista em mais quest?es do que eles discordam entre si. Outros livros importantes de Singer incluem "In Defense of Animals" e "Animal Factories".

MARY MIDGLEY -- Professora Acad?mica de Filosofia na University de Newcastle.

Seu livro "Beast and Man" n?o tem tido a aten??o que merece. Ela lida com os fatos atuais da biologia e etologia diretamente para criar um argumento ?tico para o tratamento respeitoso dos animais que encara com seriedade as descobertas cientificas e as id?ias sobre os animais.

A "bifurca??o de Hume" (ou assim chamada divis?o l?gica) entre fatos e valores ? aqui cuidadosamente examinada com a observa??o de que nos mesmos somos primeiramente "animais" e que as similaridades entre nos e outros animais ? mais importante e relevante para a nossa ?tica e auto-conhecimento do que as diferen?as tantas vezes exageradas.

CAROL ADAMS -- Escritora.

Seu livro "The Sexual Politics of Meat" tem sido uma valiosa contribui??o com a combina??o de an?lises ?ticas e culturais e distinguindo as implica??es pol?ticas das met?foras que empregamos sem perceber. As met?foras primarias que ela analisa em seu livro se relacionam com a carne.

Tais met?foras tem sido aplicadas ?s mulheres, mas seu aspecto mais trai?oeiro ? a maneira como ela esconde o ser vivo que est? sendo morto para a produ??o da carne. Em vez de "vaca", nos temos "bife" em nossos pratos. Adams argumenta que o sistema que mata animais ? o mesmo sistema que oprime as mulheres; portanto h? uma impressionante rela??o entre vegetarianismo e feminismo.

RICHARD RYDER -- Psic?logo Clinico s?nior do Hospital Warneford em Oxford.

Ryder foi quem deu origem ao termo "especismo". O livro de Ryder "Animal Revolution" fornece uma perspectiva hist?rica e uma analise critica da situa??o e das atitudes para com os animais.

HENRY SALT -- 1851-1939.

Salt foi um reformador social extraordin?rio que patrocinou a reforma humanit?ria das escolas, pris?es, sociedade, e o tratamento aos animais. Ele tamb?m exerceu uma influencia critica e importante sobre Gandhi.

Seu livro "Animals' Rights" foi o primeiro a usar esse titulo e nele ele d? voz a quase todos os argumentos essenciais dos DA que temos visto sendo refinados e aperfei?oados hoje em dia. O livro prov? uma biografia excelente dos escritores europeus que o precederam nas quest?es animais durante os s?culos 18 e 19.

VICTORIA MORAN -- Escritora.

O livro de Moran "Compassion the Ultimate Ethic" presta uma bela contribui??o ? base dos DA pelo lado menos discursivo e mais intuitivo e fundamental.

MARJORIE SPIEGEL -- Escritora.

O livro de Spiegel "The Dreaded Comparison" ? um volume pequeno mas que corajosamente compara o tratamento dos escravos africanos e o tratamento dos animais n?o-humanos. Em textos e figuras, Spiegel
revela extraordin?rias similaridades entre os dois sistemas de opress?o.

Uma figura de escravos apertados em um navio negreiro ? comparada com uma fotografia de galinhas poedeiras. Uma figura de uma mulher com uma morda?a ? mostrada ao lado de uma figura de um c?o com
outra morda?a. Os paralelos s?o impressionantes e reveladores. Poucos escritores foram t?o francos ou claros como Spiegel na compara??o da crueldade aos animais com o trafico de seres humanos.
TA

? dif?cil criar uma lista de Quem ? Quem em um tamanho razo?vel. Aqui est?o outras pessoas proeminentes:

STEPHEN R. L. CLARK -- Professor de Filosofia da Universidade de Liverpool.

MICHAEL W. FOX -- Vice-Presidente da Humane Society of the US, veterin?rio nacionalmente conhecido e ativista dos DA.

RONNIE LEE -- Fundador do Liberta??o Animal Front (ALF).

JIM MASON -- Advogado e jornalista.

INGRID NEWKIRK -- Co-fundadora do People for the Ethical Treatment of Animals (PETA); ativista proeminente.

ALEX PACHECO -- Co-fundador do PETA; foi quem exp?s o abuso aos macacos de Silver Spring.

"VALERIE" -- Fundadora da ALF nos EUA.
DG

95. O que podemos fazer no nosso cotidiano para ajudar os animais?

Sem d?vida, o primeiro item a observar nas nossas vidas ? a elimina??o ou redu??o dos atos que contribuem para o abuso e explora??o dos animais.

Provavelmente a coisa mais importante que podemos fazer para salvar animais, ajudar a ecologia do planeta, e at? mesmo melhorar a nossa sa?de, ? NOS TORNARMOS VEGETARIANOS. Dizem que "somos o que comemos". Mais precisamente, "nos somos o que fazemos" e o que fazemos para nos alimentar tem uma profunda conseq??ncia na nossa defini??o de pessoa misericordiosa.

Se comemos carne, nos compartilhamos a cumplicidade no mortic?nio de incont?veis animais e na destrui??o no ambiente para prop?sitos claramente banais.

Por que banais? Nenhum ser humano jamais morreu por n?o ter satisfeito a vontade de ir no Mac Donald's, mas incont?veis vacas j? morreram para satisfazer nosso paladar.

Em um aspecto mais positivo, vegetarianos descrevem que seu paladar e satisfa??o com a comida s?o realmente melhorados com a elimina??o de produtos animais. Na verdade, a dieta vegetariana n?o ? uma dieta de priva??o; longe disso. Vegetarianos realmente comem uma maior variedade de alimentos do que os que comem carne. Talvez o segredo de culin?ria mais bem guardado ? o de que a dieta "chata" na verdade
? a dieta tradicional centralizada na carne.

Pr?ximo item, N?O COMPRE PRODUTOS COMO PELES E COURO. H? bastante materiais sint?ticos ou de origem vegetal que s?o perfeitos para tecidos e sapatos. De fato, todas as grandes marcas de t?nis de
corrida agora est?o se voltando para o uso de materiais fabricados pelo homem. (Porqu?? Porque esses materiais s?o mais leves que o couro e n?o deformam ou enrijecem depois de molhados).

H? v?rios produtos animais menos ?bvios que est?o sendo usados em v?rios dos produtos de uso di?rio em nossos lares ou de uso pessoal. Depois de eliminar os produtos ?bvios e mais vis?veis como peles de couro, considerar?amos ent?o o que podemos fazer para reduzir ou eliminar nossa depend?ncia de produtos que possam conter ingredientes animais desnecess?rios ou que foram testados em animais. Dois guias de produtos muito bons s?o:

Shopping Guide for the Caring Consumer, PETA, 1994.
A Shopper's Guide to Cruelty-Free Products, Lori Cook, 1991.

Outro item, LEIA E INFORME-SE TANTO QUANTO POSS?VEL A RESPEITO DOS DIREITOS DOS ANIMAIS. Al?m de ler os livros dos autores te?ricos sobre direitos dos animais, ? recomend?vel ler os guias pr?ticos e peri?dicos. A quest?o 92 lista v?rios livros e revistas apropriadas.

Finalmente, voc? pode tamb?m SE FILIAR A UMA ORGANIZA??O LOCAL PARA O BEM-ESTAR E OS DIREITOS DOS ANIMAIS. Ou, alternativamente, se n?o tiver tempo, considere fazer doa??es para essas organiza??es cujo bom trabalho em favor dos animais seja algo que voc? aprecia e gostaria de contribuir materialmente.
TA

Veja tamb?m: 87, 92 - 93

FINALMENTE ...

96.. Eu li esta lista de perguntas e respostas e n?o fiquei convencido. Humanos s?o humanos, animais s?o animais; porque ? t?o dif?cil enxergar isso?

Esta lista n?o pode refletir toda a variedade de caminhos que levaram as pessoas a apoiar o conceito de DA. Uma compila??o mais completa incluiria, por exemplo, argumentos religiosos.

Por exemplo, algumas religi?es orientais ressaltam a import?ncia dos deveres dos humanos para com os animais. Uma defesa relacionada ao Cristianismo tamb?m foi apresentada. Tamb?m, argumentos legais
j? foram identificados por alguns advogados na Inglaterra, por exemplo.

Ainda assim, algumas pessoas podem continuar c?pticas sobre a viabilidade de todas essas abordagens tamb?m. Para essas pessoas, aqui vai um pequeno question?rio:

O que h? de errado com o canibalismo?
O que h? de errado com a escravid?o?
O que h? de errado com o preconceito racial?
O que h? de errado com a discrimina??o sexual?
O que h? de errado com matar crian?as e doentes mentais?
O que h? de errado com os experimentos nazistas em humanos?

Os proponentes dos DA podem responder a essas quest?es de forma consistente e imediata. Voc? pode?
Suas respostas envolvem qualidades que, se voc? for objetivo, podem ser aplicadas aos animais? Por exemplo, os experimentos dos nazistas eram errados porque suas vitimas eram humanas, ou porque
elas foram mortas ou prejudicadas?
AECW

N?o ? dif?cil ver que humanos s?o humanos e animais s?o animais. O que ? dif?cil enxergar ? como essa frase possa ser considerada algo mais do que uma redund?ncia vazia ! Se h? diferen?as relevantes que justifiquem diferen?as no tratamento, ent?o vamos examin?-las. Os oponentes aos DA tem falhado repetidamente em basear as diferen?as no tratamento dos humanos versus animais com diferen?as relevantes nas capacidades.
Sim, animais s?o animais, mas ainda assim eles podem sofrer terrivelmente com a nossa brutalidade e falta de compaix?o.
DG

Eu sou a favor dos DA bem como os direitos humanos. Esse ? o caminho de um ser humano completo.
Abraham Lincoln (D?cimo sexto presidente americano)

[Dias chegar?o em que] toda as formas de vida ... v?o poder participar de um julgamento - o pica-pau bem como o coiote e o urso, os lemingues bem como a truta nos rios. William O. Douglas (recente juiz da Suprema Corte americana)

?ltima modifica??o original em: 1995/Abril/29
Tradu??o em: 2000/Janeiro/20
Vers?o: ar_faq.txt 2.08a
Tradutor: Fernando Mendes <fmendes@email.com>  

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